Pelo fim dos muros de separação

8 11 2009

Irmão André

Irmão André

ENTREVISTA - Irmão André fala sobre os 20 anos da queda do Muro de Berlim e diz que os pacificadores devem trabalhar para que todas as barreiras de ódio deixem de existir

Em entrevista concedida à equipe da França, o fundador da Portas Abertas conta que fez questão de ir à Alemanha em 1989, quando caiu o muro que separava a Alemanha Oriental, comunista, da Alemanha Ocidental, capitalista. O Irmão André afirma ainda que a melhor arma para enfrentar as oposições é a oração e que espera se encontrar com Bin Laden para lhe falar do amor de Cristo.

Portas Abertas - Você teve contato com cristãos que estavam na Alemanha Oriental antes da queda do muro?

André - Eu fui um dos primeiros a atravessar o posto de controle para a Alemanha Oriental, a fim de visitar os cristãos. A paisagem do outro lado era terrível. Vimos que os cristãos eram muito maltratados. Eram muitos os suicídios — cristãos também, inclusive pastores evangélicos. Não havia mais esperança de uma vida sem o comunismo. Fui ao Muro todas as vezes que visitei a Alemanha Oriental. Mas, de repente ele caiu. Ficamos surpresos! Na verdade, não deveríamos ter nos surpreendido, pois o Muro era algo de Satanás, para separar as pessoas.

PA - Onde você estava quando o Muro de Berlim caiu? Como você se sentiu?
A - Eu fui até lá quando o Muro caiu. A Portas Abertas chegou a fazer uma filmagem. Fiquei imensamente feliz. Vieram me oferecer pedaços do Muro, para guardar de recordação, mas recusei. Quem vai querer uma lembrança daqueles anos negros? Foi tanto sofrimento, tanta dor e morte que, quando ele caiu, todos nós pensávamos: “Chega, por favor, que isso não aconteça mais”. No entanto, ainda havia um muro em Chipre* e em Jerusalém. As pessoas continuam a construir muros. Nossa postura de pacificadores encoraja os outros a trabalharem pelo fim dos muros, e me alegro ao vê-los ruir.

PA - Qual deve ser a nossa atitude em relação aos muros de ódio que vêm sendo construídos?
A - Devemos aprender a interceder por aqueles que se opõem. Eu tenho feito isso em relação ao Bin Laden, por exemplo. Devemos tentar alcançá-lo e lhe dizer que há outra forma de vida. Eu tento, mesmo que nunca consiga falar com ele. Muitas pessoas sabem disso, inclusive senadores, generais e embaixadores. Eu pergunto: “Onde está o Bin Laden? Quero falar com ele”. Claro, as pessoas riem e dizem: “Por que você está perguntando? Ele é inacessível”. Mas, espero que alguém lhe diga que o André aqui se importa com ele. Eu estive com milícias do Talibã não faz muito tempo, e lhes dei caixas cheias de Bíblias. Não os veja como inimigos, mas como pessoas amadas por Deus. Perceba que cada pessoa necessitada que você encontrar é uma pessoa pela qual Cristo morreu. Essa é a minha motivação.

*Esse muro separava os zonas turca e grego em Nicósia, capital da Ilha de Chipre. Ele foi erigido em ‘974 e demolido apenas em 2007.

:: Fonte: Revista Portas Abertas – Edição: Novembro de 2009
www.portasabertas.org.br





Presos acusados de matar pastor

8 11 2009

Presos acusados de matar pastor BRASIL - A polícia desvendou o latrocínio (mata-se para roubar) que vitimou o pastor Edmilson Batista de Melo, 49, na madrugada do domingo (1º), em um morro de Felipe Camarão. Está preso Josenildo Lima dos Santos, 24, conhecido como Pitanga. Um menor de 17 anos foi apreendido. Continua foragido o líder do trio, Nelson Francisco Silva dos Santos, 18. A prisão dos acusados ocorreu na noite de quinta-feira (05), na zona oeste da capital. Foram apreendidos dois revólveres calibres: 38 e 32 e recuperados vários aparelhos celulares, alianças e relógios que pertenciam aos evangélicos. Está marcada para a próxima segunda-feira (09), às 19 horas, uma manifestação com o objetivo de pedir justiça e paz, em Felipe Camarão, entre a população e evangélicos. O ato vai acontecer em frente a igreja Pentecostal Unidos por Cristo, onde Edmilson era pastor.

De acordo com a delegada Sheila Almeida, titular da Delegacia de Furtos e Roubos (Defur), Pitanga e o menor afirmaram terem participado do latrocínio. Após quatro dias de intensa investigação os policiais que faziam diligências, ininterruptamente, conseguiram localizar os criminosos. A polícia apreendeu, primeiramente, o menor, no bairro Planalto, em seguida, foi detido Pitanga em Felipe Camarão. Uma adolescente de 15 anos também foi apreendida, no mesmo bairro onde ocorreu o crime. Na casa da adolescente estava escondido parte dos objetos roubados no assalto e também as armas. Segundo a polícia, ela é namorada de Nelson.

Em depoimento à polícia, Pitanga e o menor atribuíram a Nelson os disparos que atingiram os fiéis. Foram três tiros, um deles atingiu o pastor na cabeça. Os outros acertaram de raspão Emisandra Freire de Oliveira, 42 e Maria José Silva da Costa, 40.

De acordo com a delegada, os acusados abordaram os 23 evangélicos, por volta das 2h30 da madrugada, durante uma vigília que acontecia no pé do morro. Todos foram obrigados a se deitar e entregar dinheiro e objetos de valor. Os evangélicos não tinham dinheiro o que deixou os assaltantes revoltados. Os bandidos decidiram então agredir os fiéis com socos, pontapés e até com coronhadas. Em determinado momento, um dos assaltantes teria levantado com a arma a saia de uma adolescente de 17 anos. A garota é filha do pastor que ao ver a atitude do bandido se levantou. “Foi neste momento que Nelson teria atirado em Edmilson. O pastor não iria reagir. Ele teve um impulso de se levantar ao ver a filha ser abordada”.

Sheila diz que os acusados foram cruéis e que humilharam muito os evangélicos. “Pisaram até na cabeça dos fiéis”.

Após ouvir 35 pessoas, entre vítimas e parentes dos envolvidos, a delegada não teve dúvidas de que havia desvendado o crime. “Foi um caso de comoção. Onde os evangélicos estavam orando, clamando a Deus quando foram surpreendidos pelos assaltantes. Desde que ocorreu o crime não paramos um instante sequer”.

O secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Agripino de Oliveira Neto, disse que a polícia vai continuar trabalhando no caso para prender Nelson o mais breve possível. “Não vamos descansar enquanto ele não for parar na cadeia e pagar pelo crime que cometeu. Essa é a determinação. Continuar investigando até chegar no principal acusado de ter cometido o latrocínio.

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:: Fonte: O Verbo





Pastor evangélico desaparece no litoral

8 11 2009

Jackson Roberto Andrade, 35 anos, que desapareceu misteriosamente em Praia de Leste BRASIL - É grande a mobilização no litoral nas buscas pelo pastor evangélico e corretor de imóveis Jackson Roberto Andrade, 35 anos, que desapareceu misteriosamente no início da tarde de quarta-feira, depois de sair da Corretora Ideal, em Praia de Leste, onde trabalha e mora.

O carro dele, o Gol placa ABO-2287, foi encontrado abandonado na beira-mar, no balneário Monções. O veículo estava intacto, sem as chaves e com os documentos.

A investigação esta a cargo do delegado Zuba, de Ipanema. De acordo com o policial, são investigadas hipóteses de latrocínio (roubo com morte), sequestro (muito embora não tenha sido exigido nenhum resgate), caso passional ou desavença por motivos relacionados ao trabalho de Jackson.

Policiais de Santa Catarina participam das buscas, uma vez que Jackson é irmão de um PM daquele Estado, além da Marinha e Polícia Rodoviária Federal, policiais civis, militares e bombeiros.

Drama

Pastor Jackson, como é conhecido, é benquisto na região. Casado, tem dois filhos, o mais novo com apenas 3 meses. Sua família está desesperada e pede a quem souber do paradeiro dele que entre em contato com a polícia.

Os parentes também apelam para que não apliquem trotes, já que desocupados estão ligando para a delegacia fornecendo falsas pistas.

:: Fonte: O Verbo





Veto a crucifixos em colégios da Itália repercute na Alemanha

8 11 2009

ALEMANHA - As críticas não param, mesmo dias após a decisão do Tribunal Europeu de Direitos Humanos proibindo crucifixos nas salas de aula escolas públicas italianas. O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, afirmou que o veredicto é um motivo para se “duvidar da sanidade mental da Europa”.

A edição desta quinta-feira (05/10) do renomado jornal católico Avvenire também atacou a conclusão dos juízes, dizendo que ela cria uma onda de animosidade em relação à cruz e faz do continente uma “terra de ninguém”. A decisão repercutiu também na Alemanha, onde nos anos 90 Tribunal Constitucional Federal decidiu que crucifixos devem ser retirados da decoração das salas de aula, caso os alunos se sintam incomodados.

Na época, o símbolo cristão tinha como um de seus mais influentes aliados o cardeal Joseph Ratzinger, então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e hoje papa Bento 16. O Vaticano lamenta agora o veredicto europeu. “Esta Europa do terceiro milênio nos tira os símbolos mais valiosos e nos deixa somente as abóboras da festa de Halloween”, afirmou Tarcisio Bertone, secretário do Estado do Vaticano.

Liberdade de religião

No entender do tribunal sediado em Estrasburgo, uma cruz dentro de uma sala de aula de uma escola pública atenta contra a liberdade de religião dos estudantes e contra a obrigação de neutralidade religiosa do Estado. A decisão atinge a Itália, um país profundamente católico, dono de uma história longa e comum com a Igreja e com seus papas. Em 2006, os juízes do supremo italiano haviam decidido contra uma mãe que se disse incomodada com o crucifixo pendurado nas salas de aula de seus filhos. Após fracassar nos tribunais de seu país, ela foi até a última instância europeia.

Entre os argumentos dos magistrados italianos para negar o recurso, estava o conceito de que a cruz é hoje um símbolo para os valores da Itália e do Estado, considerando que a religião católica é a única citada na Constituição do país.

O governo de Roma pretende recorrer da decisão. Somente caso o recurso não tenha sucesso, os crucifixos terão que ser retirados das salas de aula italianas. Para Berlusconi, que há meses vinha enfrentando críticas da Igreja devido a seus deslizes na vida privada, essa é uma oportunidade para ganhar pontos com os religiosos e com o eleitorado católico, posando como novo defensor dos valores cristãos.

Na Alemanha, políticos conservadores e representantes da Igreja se manifestaram contra a decisão. O padre Hans Langendörfer, secretário da Conferência dos Bispos da Alemanha, disse que a notícia é uma “grande decepção”, observando, entretanto, que o veredicto só diz respeito à Itália e não terá influência sobre a situação atual na Alemanha.

Símbolo de humanismo

Há 13 anos, esse mesmo debate causou controvérsia no país. Em 1995, pais de uma escola no estado da Baviera, de população eminentemente católica, conseguiram que Tribunal Constitucional declarasse como inválido um trecho dos regulamentos escolares daquele estado, em que era prevista a presença de um crucifixo em toda sala de aulas dos colégios da região. Os juízes basearam a decisão na neutralidade do Estado, enquanto os religiosos alegaram que a cruz é um símbolo cultural para paz e humanismo.

Com a derrota, o governo da Baviera se decidiu por uma solução alternativa, segundo a qual os crucifixos poderiam continuar nas classes, até que alguém proteste com argumentos justos. A atual decisão de Estrasburgo foi considerada “infeliz” pelo secretário de Cultura bávaro, Ludwig Spaenle. Ele ressaltou que as cruzes continuarão penduradas nas salas de aula da região e que só serão retiradas caso pais ou alunos se manifestarem contra “por motivos de credo ou ideológicos”.

Algumas escolas básicas locais não apresentam mais crucifixos em seus recintos, devido a reclamações de pais ou de funcionários. Nos outros estados alemães, o problema é quase inexistente. Embora em muitos estados haja discussões sobre a importância de se ministrar aulas de religião nas escolas públicas, somente a Baviera tinha o crucifixo nas paredes como uma regra escolar oficial.

:: Fonte: O Verbo





Mocidade para Cristo doa bens de primeira necessidade a seropositivos no Lubango

8 11 2009

INTERNACIONAL - Um lote composto por bens de primeira necessidade será entregue hoje à Associação dos Seropositivos e à Associação de Luta Contra a Sida (ASPALSIDA) na cidade do Lubango, província da Huíla, pelo Conselho Regional Sul da Mocidade para Cristo (CRSMP). Constam do lote cinco sacos de arroz, igual quantidade de caixas de óleo alimentar, uma quantidade não especificada de balões de roupa usada e outros, no quadro de uma actividade inserida nas acções de solidariedade levada a cabo desde o princípio deste ano pela organização.

Falando à Angop, o secretário da juventude da sub-região do Lubango da CRSMP, Alexandre Lucas, fez saber que o gesto visa minorar as carências alimentares e de vestuário dos seropositivos. “Pretendemos com isso ajudar as pessoas vivendo com o VIH-Sida na nossa província, assim levar uma palavra de amor, para que não se sintam diminuídas pela doença que têm”, disse.

O conselho existe há seis anos, já realizou diversas acções filantrópicas em diversas unidades sanitárias do Lubango e no município da Chibia, com a missão de fortalecer o espírito entre irmãos, bem como promover acções para apoiar as pessoas mais carentes.
O mesmo conta com mais de dois mil membros, dos quais 800 estão inscritos na Huíla.

Com informação da Angola Press

:: Fonte: Notícias Cristãs





Membros da igreja Shouwang cultuam sob a neve

8 11 2009

CHINA - Na manhã deste domingo, os membros da Igreja Shouwang se reuniram no portão oriental do parque Haidian para outro culto ao ar livre. Expulsos da igreja quando foram condenados em abril, os cristãos têm se reunido no parque há 12 semanas, até conseguirem um novo local no Huajie Plaza em agosto. Enfrentando pressões das autoridades de Pequim, os gerentes do Huajie Plaza se recusaram a renovar o contrato de aluguel da igreja Shouwang, obrigando-os a se reunir novamente ao ar livre.

De 800 a 1.000 cristãos estavam presentes no culto de domingo, cantando hinos e orando sob um “mar” de guarda-chuvas. Antes do culto começar, às 9h, um policial apareceu e fixou um cartaz no portão do parque, declarando que “Hoje o parque Haidian estará fechado para o público”. Apesar não poderem entrar no parque, os membros da igreja se reuniram em frente ao portão leste, e realizaram um culto de mais de duas horas.

Desde o início de agosto, o Huajie Plaza tem sofrido muita pressão tanto do Escritório Público de Segurança quanto do Escritório de Assuntos Religiosos de Pequim, para encerrar o contrato com a igreja não registrada Shouwang. A associação ChinaAid e os cristãos de igrejas não registradas obtiveram informações de que o Partido Comunista teria emitido uma ordem secreta, exigindo que seis igrejas não registradas de Pequim fossem fechadas – entre elas, a igreja Shouwang (saiba mais). No dia 19 de agosto, o pastor Jin Tianming e outros três líderes da igreja, foram até os departamentos responsáveis para perguntar sobre o contrato, mas sem respostas. Nos dias 20 e 26 de agosto, a igreja realizou uma reunião especial de oração por um novo local de culto. Durante o culto de 26 de agosto, o pastor Jin reiterou que a igreja não teria outra opção a não ser cultuar ao ar livre, se a igreja não conseguisse outro local disponível. Depois que o Huajie Plaza se recusou a renovar o contrato e diversas outras tentativas de encontrar um novo local de culto falharam, a igreja avisou os cristãos que no dia 30 de outubro eles iriam se reunir ao ar livre.

Os congressistas Wolf e Smith, co-presidentes da Comissão de Direitos Humanos Tom Lantos, foram a um culto da igreja Shouwang no ano passado, quando visitaram Pequim antes das Olimpíadas. Ela é uma igreja muito respeitada pela comunidade. Essa repressão constante e a mudança forçada de local faz parte de uma investida contra as igrejas chinesas não registradas.

:: Fonte: Missão Portas Abertas





Reunião de oração é invadida; pastor e família são agredidos

8 11 2009

ÍNDIA - Em Fukagirota, a 30 km de Kondagaon, Chhattisgarh, no distrito de Bastar, extremistas hindus invadiram o culto de domingo, 1° de novembro, acusaram o pastor de realizar conversões forçadas, o agrediram e jogaram seu filho no chão, ferindo gravemente sua orelha.

Akhilesh Edgar, um correspondente, relatou que por volta das 11h, um grupo de 100 extremistas hindus invadiu o culto da Milan Prarthana Mandir, agrediu o pastor, sua esposa e mais dez membros.

A polícia chegou ao local por volta das 13h e levou o pastor para a delegacia. Ele foi enviando para o hospital de Kundagaon, onde recebeu tratamento. Seu estado é crítico e o de seu filho, Akush Raj está com problemas de audição em seu ouvido esquerdo.

Líderes cristãos locais irão registrar queixa na polícia contra os extremistas.

:: Fonte: Missão Portas Abertas





Fiéis revoltados com morte de pastor marcam protesto

7 11 2009

BRASIL - A polícia ainda não prendeu os três suspeitos de terem praticado o latrocínio (roubo seguido de morte) na madrugada do domingo (1º), no bairro de Felipe Camarão que vitimou o pastor Edmilson Batista de Melo, 49, enquanto isso, a sociedade se movimenta. Está marcada para a próxima segunda-feira um ato público, às 19 horas, na frente da igreja Ministério Petencostal Unidos por Cristo, em Felipe Camarão, entre fiéis, moradores e pastores de várias congregações para protestar contra a violência.

A delegada Sheila Almeida titular da Delegacia Especializada em Furtos e Roubos (Defur) investiga o latrocínio e disse, na tarde de ontem, que trabalha com duas linhas de investigação, mas que ainda não pode revelar detalhes das diligências. Policiais continuam, interruptamente, investigando o crime que causou comoção. Durante dois dias a delegada ouviu várias testemunhas.

Um dos evangélicos reconheceu no Instituto Técnico Científico de Polícia (Itep) José Maria Costa da Silva, 21, conhecido como Paixão como sendo um dos autores do latrocínio. José foi morto no domingo, momentos após, o pastor ter sido assassinado. “José Maria se envolveu em uma briga em Felipe Camarão entre às 3h30 e 4h30 da madrugada. Quem executou Paixão não está envolvido com o crime do pastor. Tudo indica que são ações distintas e pode não ter correlação”, diz Sheila Almeida.

A delegada explica que não pode acusar Paixão, pelo menos por enquanto, como sendo um dos assaltantes que praticou o roubo contra os fiéis e matou o pastor. “As nossas investigações mostram que ele era arruaceiro, que arrumava confusão com outras pessoas e que, geralmente, andava armado com um revólver calibre 32, mas Paixão não tinha passagem pela polícia, não se envolvia em assaltos e tinha emprego fixo com carteira assinada”.

Mesmo remota, a delegada não descarta a hipótese de José Maria ter se envolvido no assalto. “Uma das vítimas disse que um bandido usava camisa preta e uma bermuda camuflada. Era a mesma roupa que José usava, mas muita gente se veste assim. Por outro lado, a mulher dele disse que José Maria se afastou dela, durante a festa em que estavam, por cerca de 30 minutos. O casal participava de um evento próximo de onde ocorreu o latrocínio. A distância a pé do local da festa até o pé do morro é de cerca de cinco minutos”.

Para dirimir qualquer dúvida a delegada solicitou um exame residuográfico nas mãos de Paixão para verificar se consta pólvora. “Com o resultado será possível preencher algumas lacunas, como por exemplo, se ele efetuou algum disparo”

O pastor e outros 22 fiéis faziam uma vigília em um morro de Felipe Camarão. As orações iniciaram à meia-noite. Por volta das 2h30 do domingo passado, três homens armados se aproximaram dos fiéis e anunciaram o assalto. Com receio de que a filha de 17 anos fosse estuprada, Edmilson reagiu a uma provocação de um dos bandidos e acabou morto com um tiro na cabeça. Outras três pessoas também foram baleadas, mas passam bem. Foram levados aparelhos celulares e dinheiro dos evangélicos.

Ainda na madrugada do domingo José Maria Costa da Silva e Leonardo Guilhermino da Silva, 19, conhecido como Léo se envolveram em uma discussão durante uma festa. Leonardo que está internado no Hospital Walfredo Gurgel confessou a delegada Sheila Almeida que atirou em Paixão.

:: Fonte: O Verbo





Nos últimos meses, autoridades confiscaram mais de 15.000 Bíblias

7 11 2009

MALÁSIA - Nos últimos meses, as autoridades malásias confiscaram mais de 15.000 Bíblias que fazem referência a Deus como “Alá”.

De acordo com o pastor Hermen Shastri, secretário geral do Conselho de Igrejas da Malásia, cerca de 10.000 Bíblias foram confiscadas pelas autoridades da Indonésia no dia 11 de setembro. As outras 5.100 Bíblias, também da Indonésia, foram confiscadas em março, segundo um anúncio oficial da Sociedade Bíblica da Malásia.

Na Malásia, as publicações cristãs não podem usar a palavra “Alá” para fazer referência a Deus. O governo sustenta que ela deve ser usada exclusivamente pelo islamismo, mas os cristãos argumentam que Alá não pertence somente ao islamismo porque é uma palavra árabe que já existia antes da religião.

As Bíblias que foram confiscadas estavam no idioma malaio, língua oficial do país, em que a palavra para Deus é “Alá”.

“O idioma malaio vem do árabe, assim com o Sânscrito e o português. Nós afirmamos que a comunidade tem o direito de utilizar essa palavra”, declara Shastri.

“Creio que essa questão provocou discórdia na comunidade muçulmana, que a interpreta como um cerco às crenças islâmicas.”

O governo afirmou que o uso da palavra “Alá” em publicações cristãs pode confundir os muçulmanos e fazer com que as ideias cristãs sejam mais interessantes para eles.

Cerca de 60% da população da Malásia é muçulmana, e 9%, cristã. Os budistas formam 19% e os hindus, 6% da população.

As Bíblias confiscadas são o acontecimento mais recente em uma longa batalha entre a comunidade cristã e o governo por causa do uso da palavra “Alá”. O jornal católico “The Herald”, está enfrentando um processo judicial há dois anos, depois que o governo ameaçou anular a licença do jornal por ter usado a palavra Alá em sua edição malaia.

No entanto, Shastri diz: “Para a maior parte dos cristãos, essa não é uma questão para ir contra as autoridades. Eles já usam a palavra Alá há muitos anos”.

:: Fonte: Missão Portas Abertas





Outros três membros da Igreja do Evangelho Pleno são presos

6 11 2009

ERITREIA - As forças de segurança pública prenderam mais três cristãos da Igreja do Evangelho Pleno em Asmara, na sexta-feira, dia 23 de outubro. Essas prisões elevam o número de pessoas levadas sob custódia desde o dia 12 de outubro na casa do pastor Tewelde Hailom para 13. Esse líder idoso, que já tem uma saúde debilitada, permanece sob prisão domiciliar.

Os que foram presos na sexta-feira foram Amanuiel Asrese, Musie Rezene e Yosief Admekome. Amanuiel, 59 anos, trabalha como gerente de finanças do Sistema de Água Eritreu. Ele é casado e tem seis filhos já adultos. Musie, cuja idade é desconhecida, é casado e tem dois filhos. Yosief, cuja idade é também desconhecida, aparentemente trabalha para a UNICEF Eritreia. Nossas fontes ainda não conseguiram descobrir onde eles estão sendo mantidos.

Georgette Gagnon, diretor africano da ONG Human Rights Watch, preocupado com a situação da Eritreia, declarou: “O governo eritreu está transformando o país em uma grande prisão”. Mais de 2.800 cristãos estão abandonados nas terríveis prisões da Eritreia, somente porque adoraram a Deus fora da das denominações Ortodoxa, Luterana e Católica. Eles sofrem com as condições horríveis: tortura, trabalho duro e forçado, alimentação insuficiente, falta de higiene e assistência médica. Muitos desses prisioneiros estão em campos de concentração militares, que, segundo o governo, foram construídos com o propósito específico de punir dissidentes cristãos. A Portas Abertas teve a confirmação da morte de 10 cristãos nas prisões eritreias.

Pedidos de oração

• Ore por todos os cristãos que foram recentemente. Peça que permaneçam firmes apesar das circunstâncias difíceis que possam estar enfrentando e que a graça de Deus superabunde na vida dos familiares também.

• Alguns cristãos já estão há anos enfrentando situações muito difíceis. Ore para que continuem a experimentar a graça e a provisão de Deus.

• Interceda pelos cristãos presos pedindo que possam ser testemunhas diante dos perseguidores de modo que Jesus seja glorificado.

• Peça pela intervenção de Deus na Eritreia.

:: Fonte: Missão Portas Abertas





Cristã é morta por não usar vestimenta islâmica

5 11 2009

SOMÁLIA - Três homens mascarados, pertencentes a um grupo islâmico na Somália, balearam e mataram uma cristã que se recusou a usar véu, como é requerido pelos costumes muçulmanos.

Integrantes do grupo relativamente “moderado” Suna Waljameca mataram Amina Muse Ali, 45, no dia 19 de outubro, em sua residência em Galkayo, na região autônoma de Puntland. Foi o que informou uma fonte local.

Amina disse aos líderes cristãos que havia recebido diversas ameaças de integrantes do Suna Waljameca por não usar véu, um símbolo do islamismo. Ela disse que os membros do grupo estavam monitorando seus movimentos porque suspeitavam que ela era cristã.

A fonte conta que Amina ligou no dia 4 de outubro dizendo: “Minha vida está em perigo. Fui alertada que enfrentaria graves consequências se continuasse a viver sem o véu. Eu preciso das orações dos meus irmãos”.

“Eu fiquei chocado quando soube que ela havia sido morta. Gostaria de tê-la levado para minha casa. Perdemos uma cristã muito servil”, disse a fonte.

Amina foi de Galkayo para Jilib, a 90 quilômetros de Kismayo, em 2007. Ela foi para Puntland em resposta ao convite de uma amiga, Saynab Warsame, do clã de Darod, quando o grupo extremista al Shabaab invadiu Kismayo. Warsame nasceu lá e morou em Jilib, mas se mudou para Puntland quando a guerra começou em 1991.

Não se sabe se a amiga tinha conhecimento sobre a conversão de Amina ao cristianismo. “Ela não deveria saber, porque não era cristã.”

Em 1997, Amina, órfã e solteira, entrou para a Associação de irmãos cristãos somalis e era membro de uma igreja não registrada na região de Lower Juba.

:: Fonte: Missão Portas Abertas





Vitória, apesar da morte

4 11 2009

Foto de Ana com 10 anos, filha de Jenifer, jovem morta por evangelizar rebeldes colombianos

Foto de Ana com 10 anos, filha de Jenifer, jovem morta por evangelizar rebeldes colombianos

O sábio Salomão orienta o jovem a se lembrar do seu Criador (Ec 12.1) e viver em Seus caminhos, porque é inevitável que o “dia mau” apareça. Ele diz mais: o jovem deve se alegrar durante sua mocidade, mas ciente de que Deus o julgará por todas as suas ações (Ec 11.10).

Durante um tempo, as guerrilhas colombianas receberam do governo uma área para atuar livremente, enquanto se buscavam acordos de paz. Assim, na província de Meta, as guerrilhas assumiram o controle absoluto da região. Muitas igrejas foram fechadas e pastores foram assassinados. Com propostas vazias, elas ganhavam o coração das pessoas, fazendo-as suas serviçais.

Entre essas pessoas estava Jenifer*. Embora não quisesse cooperar com os grupos subversivos, Jenifer acabou trabalhando para eles, preparando-lhes refeições e transportando drogas, entre outras atividades. Da mesma forma, alguns de seus irmãos e sobrinhos acabaram se tornando colaboradores ou, até mesmo, rebeldes.
Após o fracasso dos acordos de paz entre governo e guerrilhas, os rebeldes se recusaram a sair da região. As igrejas continuaram fechadas e a pregação do evangelho, restrita. Naqueles dias, Jenifer conheceu o irmão William*, coordenador da Portas Abertas na região. Rosa*, mãe da jovem, havia o ajudado a distribuir materiais bíblicos. Jenifer desejava mudanças em sua vida, mas já estava envolvida demais com os rebeldes.

Um dia, enquanto Jenifer ia ao acampamento da guerrilha para entregar comida, um intenso e aterrorizante medo de morrer apoderou-se dela, fazendo-a pensar seriamente na vida depois da morte. Mais tarde, ao descrever essa sensação ao irmão William, ele perguntou-lhe: “Vale a pena morrer por uma causa tão injusta como essa guerra?”. Desde que conheceu William, Jenifer decidiu ajudá-lo a distribuir materiais bíblicos, mas seu desejo se concretizou apenas depois’ desse dia. Ela entendeu que a guerra não era suficiente para entregar sua vida, então optou por fugir — grávida, com três filhos — para outra cidade. Mas os paramilitares não deixariam que ela simplesmente fugisse por conta do grau de envolvimento com a guerrilha. Eles queriam matá-la. Os paramilitares são inimigos das guerrilhas, e constituem também um grupo armado ilegal.

William conseguiu conversar com esses paramilitares, e obter permissão para Jenifer continuar onde estava. Eles concordaram, desde que a mantivessem sob vigilância. Algum tempo se passou, e Jenifer se tomou íntima das Escrituras, criando seus filhos nos caminhos do Senhor. Ela se envolveu com a igreja e a distribuição de Bíblias, falando com convicção sobre o amor de Cristo. E até ganhou um de seus sobrinhos rebeldes para o Senhor. Quando a guerrilha soube que Jenifer evangelizava rebeldes, ofereceu-lhe dinheiro e poder para que ela voltasse à guerrilha. No entanto, a jovem estava feliz com seu Salvador, certa de que jamais serviria às trevas de novo. Ao ouvir a recusa da moça, e sua intenção de continuar a evangelizar, Jenifer foi acrescentada à lista-negra da guerrilha, bem como William: seus dias estavam contados.

Em 07 de julho de 2006, a guerrilha chegou à vila de Jenifer e lhe perguntou por que pregava o evangelho sem permissão. Também lhe perguntaram do “outro pregador” – William –, que não estava lá no momento. Jenifer foi baleada no peito e no ombro. Caída, ela agarrou no pé de um dos rebeldes, que disparou mais 15 vezes contra ela. Jenifer é resposta exata à advertência de Hebreus 12.4: “Na luta contra o pecado, vocês ainda não resistiram até o ponto de derramar o próprio sangue”. Ela optou por agir como Daniel, decidindo firmemente não se contaminar com os atrativos do pecado, dando a vida por essa decisão. Obediente à Palavra, Jenifer venceu o maligno.

* Nome fictício por motivo de segurança

:: Fonte: Revista Portas Abertas, Edição: Dezembro de 2007, Vol. 25, Nº 12 – www.portasabertas.org.br





Pastor é detido e forçado a interromper construção de templo

4 11 2009

SUDESTE ASIÁTICO - O missionário Sarak Dubey e outros membros de sua congregação foram presos por causa da construção de sua igreja.

O incidente ocorreu no dia 15 de outubro, depois que alguns extremistas reclamaram para a polícia sobre os cristãos e sua obra. Eles convenceram o líder do vilarejo a registrar uma ocorrência contra Sarak, ordenando que ele interrompesse o projeto de construção.

Assim que a queixa foi registrada, a polícia foi até o local e prendeu o pastor e os outros cristãos que trabalhavam na obra aquele dia. Eles ficaram presos por diversas horas.

Eles estão impedidos de continuar a construção até que o líder do vilarejo retire as queixas e lhes dê a permissão necessária. Os cristãos estão ansiosos para voltar ao trabalho e pedem que seus irmãos de todo o mundo orem para que o Senhor quebrante o coração dos líderes do vilarejo.

Ore também pelo ministério de Sarak. Ele lidera uma igreja na qual 21 pessoas escolheram seguir a Cristo.

:: Fonte: Missão Portas Abertas





Ore pelos cristãos afetados por terremoto

4 11 2009

A cidade capital de Padang sofreu a pior força do terremoto INDONÉSIA - A Portas Abertas visita a cidade de Padang, Província de Oeste Sumatra, que sofreu com a destruição causada por um terremoto

Às 5h16 da manhã, na quarta-feira, dia 30 de setembro, um terremoto de magnitude 7.6 atingiu a Província de Oeste Sumatra. Em menos de um minuto, milhares de casas e construções foram reduzidas a entulho. A cidade capital de Padang sofreu a pior força do terremoto que destruiu mais de 60% de toda sua estrutura. O terremoto causou a morte de 1.000 pessoas, mas ainda existem muitas pessoas debaixo dos escombros, depois que um grande deslizamento de terra sucedeu o terremoto. Um colaborador da Portas Abertas voou imediatamente para Padang quando soubemos do incidente.

A preocupação com nossos irmãos

“Assim que soube das notícias, meu coração se questionava sobre qual seria a situação dos meus irmãos e irmãs em Padang, mas não havia jeito algum de falar com eles, já que os serviços de comunicação ficaram indisponíveis depois do terremoto.

Um amigo de uma organização cristã me ligou dentro de uma hora e perguntou se eu me disporia a voar com ele imediatamente para Padang. Depois de orar e refletir bastante, comprei a última passagem para um voo do dia seguinte.

Quando cheguei lá, logo encontrei meu amigo em uma base de operações no centro da cidade, dentro de uma das poucas casas que foram poupadas pela devastação. Passei a noite ali para conseguir mais informações e avaliar a situação, assim como os desafios para se enviar ajuda. No fim da tarde, tive a chance de dar uma volta de moto. Visitei o pastor de uma igreja batista na cidade. Ele me disse que sabia que 62 famílias de sua congregação estavam feridas e algumas tiveram as casas destruídas.

Fui para outra igreja localizada no “Pequeno bairro chinês” de Padang. As antigas construções no estilo chinês da área estavam realmente danificadas. As paredes estavam a ponto de desmoronar. Os prédios antigos, que tinham cerca de 100 anos de idade, tinham ido completamente ao chão. Não havia eletricidade, a não ser nos lugares que tinham um gerador de energia sendo usado.

A igreja em si estava intacta e estava lotada de pessoas se refugiando. De acordo uma declaração oficial da igreja, cinco membros tinham morrido soterrados pelos escombros enquanto tentavam escapar de casa. Em Padang, oito cristãos morreram durante o terremoto.

As igrejas de Padang foram seriamente danificadas e é impossível repará-las. Elas deverão ser reconstruídas, se os cristãos quiserem continuar a fazer os cultos em suas respectivas regiões.”

Os cristãos estão recebendo pouca ajuda

“Os cristãos de Padang, principalmente os que moram na região do “Pequeno bairro chinês” tem se sentido injustiçados, por causa da pequena ajuda que tem recebido do governo local. Os cristãos têm trocado mensagens de texto via celular para relatar que os cristãos chineses têm sido discriminados na divisão da ajuda humanitária.Em muitos lugares do país, os cristãos chineses são maltratados tanto por questões étnicas quanto por questões religiosas.

No meu segundo dia em Padang, conheci dois obreiros de duas organizações cristãs. Eles estavam interessados em ajudar os cristãos de Padang e Pariaman, mas não podiam fazer isso abertamente. Eles perguntaram se poderiam fazer isso por meio da Portas Abertas.

Na minha visita a Pariaman, que fica no nordeste de Padang, 165 famílias e indivíduos (a maior parte deles católicos) foram afetados. Quarenta e uma casas foram seriamente danificadas e outras 72 levemente afetadas, podendo ainda ser reparadas. Embora a ajuda chegue de diversos lugares, locais e internacionais, e seja decisiva, fazendo com que o estágio de socorro esteja quase no fim, esses cristãos ainda não receberam praticamente nenhuma ajuda direta. Alguns deles foram tentados a renunciar a fé em Cristo em troca de pacotes de alimentos ou assistência médica.

Pedidos de oração

1. Vamos orar para que Deus envie consolo e paz aos corações de todas as famílias que perderam suas casas e amados durante o terremoto.

2. Ore para que o Corpo de Cristo na Indonésia seja um canal de amor e esperança para a população de Oeste Sumatra.

3. A Portas Abertas, em parceria com o a Rede Nacional de Oração (RNO), entregará alimentos e remédios para as famílias de Pariaman, Padang. Ore pela saúde e segurança dos obreiros e voluntários.

Clique aqui e ajude a Índonésia.

:: Fonte: Missão Portas Abertas





Estudantes de teologia são despejados do acampamento

3 11 2009

INDONÉSIA - Jacarta, Indonésia, 20 de outubro, aproximadamente 700 estudantes da Faculdade Evangélica de Teologia de Arastamar (SETIA, sigla em Inglês) serão despejados no fim do mês de um acampamento para onde os muçulmanos os levaram no ano passado.

A educação irá acabar para os estudantes que têm vivido nas 11 tendas e estudam a céu aberto no acampamento Bumi Perkemahan Cibubur (BUPERTA), muitos deles por mais de um ano. Centenas de manifestantes gritavam “Allahu-Akbar (Deus é Grande)” e armados com facões forçaram a evacuação dos funcionários e estudantes do campus da SETIA no vilarejo de Kampung Pulo nos dias 26 e 27 de julho de 2008.

Incitados pelo anúncio de um alto-falante da mesquita que dizia: “Expulsem os vizinhos indesejáveis”, seguido de um engano entre estudantes e moradores da região. Os agressores também tinham bambus afiados e ácidos e feriram pelo menos 20 estudantes. Alguns deles ficaram seriamente feridos.

O governo de Jacarta parou de pagar o aluguel do local do acampamento, uma conta de aproximadamente R$ 560 mil reais, e os oficiais do acampamento disseram que isso resultará no despejo dos estudantes e no fim dos estudos deles no fim do mês.

No começo do mês, os oficiais do acampamento cortaram a eletricidade e a água; como conseqüência, os estudantes têm que andar 1,5km para tomar banho e usar o banheiro num mercado em Cibubur. As tendas de muitos estudantes foram derrubadas. Apesar das condições, fontes disseram que os estudantes têm mantido o entusiasmo.

O oficial da SETIA disse que o líder do acampamento recusou seu pedido para uma extensão do prazo.

“A eletricidade e a água foram cortadas depois que o gerente do acampamento de Cibubur recusar a solicitação de Arastamar”, disse o administrador da SETIA Yusuf Lifire.

Outros estudantes da faculdade estão em um abrigo temporário em outras regiões de Jacarta, mas, estão tão lotados que os estudantes estão ficando doentes.

O líder do acampamento de BUPERTA, Umar Lubis, disse que os oficiais têm demonstrado uma grande tolerância durante o tempo em que ficaram sem receber o aluguel.

O secretário da província de Jacarta, Muhayat, disse que no começo de outubro de 2008, o governo era responsável pelo aluguel do acampamento SETIA, e o governo tomou essa decisão, ele disse, por que a faculdade recusou-se a mudar para Jonggol cerca de 50 km do antigo campo.

“Nós dissemos a eles que se mudassem para Jonggol, mas Aramastar quis permanecer em Jacarta”, disse Muhayat.

O reverendo Matheus Mangentang, o reitor da SETIA, disse que eles recusaram mudar-se para Jonggol por que a autorização da escola deles era para Jacarta.

“Se nós mudássemos, teríamos que conseguir uma nova e este é um processo extremamente difícil”, disse Matheus.

As enfermidades atacam

Muitos estudantes estão sofrendo com doenças respiratórias e outras doenças, alguns estão com câncer de mama. A doença está sendo tratada pelo hospital da Universidade Cristã da Indonésia.

Um dos estudantes que moram no acampamento de BUPERTA disse que muitos alunos tiveram febres por picadas de mosquitos.

“Quando chove aqui, nós dormimos na água e na lama”, disse uma estudante de 21 anos que se identificou como Siska. “Não sabemos para onde iremos. Nós esperamos que o governo de Jacarta nos ajude”, ela disse.

O vice-governador de Jacarta, Prijanto, prometeu encontrar uma solução.

O reverendo Matheus Mangentang disse que ele continua a esperar pela boa vontade do governador de Jacarta, pois a faculdade retornaria para o seu lugar inicial em Pulo Kampung.

:: Fonte: Missão Portas Abertas





O fantasma da INTOLERÂNCIA

2 11 2009

BRASIL - Decisão contra psicóloga cristã suscita debate sobre existência de movimento de perseguição contra os evangélicos

Apesar de ainda não ter sido aprovado, o Projeto de Lei 122/2006, que criminaliza a chamada homofobia, tem gerado muita polêmica.

Parlamentares católicos e evangélicos no Congresso fizeram muita pressão pela rejeição ao projeto, argumentando que é inconstitucional por ferir o direito à liberdade de expressão. Muita gente teme até o estabelecimento de uma espécie de “ditadura gay” no país, onde até a crítica de natureza religiosa ao comportamento homossexual seria penalizada. A votação da matéria foi adiada para o dia 22 de novembro, pois o Senado defende que o texto precisa de mudanças. O pastor José de Oliveira, responsável pela área de Missões Mundiais da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, não chega a defender a existência de perseguição religiosa no Brasil – não, pelo menos, como um movimento declarado –, mas entende que a liberdade de culto e pregação está cerceada. “A perseguição não é explícita. Hoje, há uma restrição”, denuncia.

Sem liberdade para evangelizar – No entender de Oliveira, o incômodo de determinados setores, como o clero católico, com o crescimento da Igreja Evangélica nacional pode estar por trás disso. “Hoje, já não temos a liberdade que tínhamos antigamente para atuar em evangelismo”, lembra. De fato, quem é crente e tem mais de 30 anos pode confirmar que a prática de cultos ao ar livre, antes comum, é cada vez mais rara, por conta de uma série de dificuldades impostas por órgãos públicos. Mas não apenas isso. “É proibida a distribuição de literatura e tratados orientadores quanto às informações de nossa fé cristã quando se realiza pregações ao ar livre, além de ser necessário solicitar permissão às autoridades”, acrescenta o pastor. A preocupação com os impedimentos à propagação da fé vai além, e ele faz uma previsão preocupante: “Assim como aconteceu na China e em outros países, se os evangélicos brasileiros não espernearem um pouco, daqui a pouco o Brasil vira um país de intolerância”, vaticina.

“Os adventistas têm enfrentado alguns problemas com respeito à guarda do sábado em escolas e faculdades e também em algumas empresas”, aponta, por sua vez, o pastor Manoel Pereira Andrade. De acordo com a fé professada pela Igreja Adventista, o sétimo dia deve ser reservado exclusivamente para práticas religiosas – direito que, inclusive, tem amparo legal no país. Mas ele conta que muitos fiéis daquela confissão têm sido prejudicados, tanto no mercado de trabalho quanto no ambiente acadêmico. “Funcionários adventistas perdem o emprego por não serem liberados no dia de sábado, e muitos alunos demoram três a quatro anos a mais para concluir uma graduação, pois ficam em dependência nas disciplinas ministradas aos sábados”, menciona. Andrade acredita que a perseguição de natureza religiosa será bem mais grave do que é hoje, não só no Brasil, como também no mundo todo: “A intolerância religiosa voltará com toda sua força, semelhante ao período da Inquisição”, destaca, referindo-se a uma época em que a fé podia até levar gente para a fogueira (ver reportagem coordenada). Pode ser exagero, mas para ele, o processo que ora se desenrola na sociedade brasileira é um indício do fim dos tempos.

O deputado federal Geraldo Tenuta (DEM-SP), bispo e presidente da Igreja Renascer em Cristo, não tem nenhuma dúvida de que, hoje, os evangélicos são alvo de perseguição, pelo menos nos meios de comunicação. Conhecido na sua denominação como bispo Gê, o parlamentar cita como exemplo reportagens sobre o jogador de futebol Kaká, que é presbítero da Renascer. Ele argumenta que, toda vez que o craque é citado no noticiário, é mencionado que os líderes da igreja, Estevam e Sônia Hernandes, foram presos nos Estados Unidos por mais de um ano sob acusação de porte ilegal de divisas. Além disso, o fato de o jogador fazer ofertas em dinheiro à denominação é constantemente ironizado, assim como sua decisão de chegar virgem ao casamento por acreditar ser esta a vontade de Deus. Tenuta insiste que o motivo dessa implicância é o grande crescimento da população evangélica no Brasil. “Dirigem-nos calúnias, transformando coisas boas em coisas ruins”, reclama.

“Apropriação indevida” – É também na área esportiva que outro tipo de intolerância tem sido notado. Depois da decisão da última Copa das Confederações, vencida pela seleção brasileira em junho, diversos atletas crentes posaram para as câmeras ostentando camisetas com mensagens cristãs. O próprio Kaká, um dos destaques da competição, deu a volta olímpica com a frase I belong to Jesus (“Eu pertenço a Jesus”) à vista de milhões de telespectadores. Foi o suficiente para a Federação Internacional de Futebol (Fifa) recomendar “moderação” à Confederação Brasileira de Futebol. A imprensa internacional não poupou palavras pejorativas para criticar asperamente o que chamou de “apropriação indevida” do esporte pela fé.

Outro setor onde a profissão de fé cristã tem dado pano para manga é no serviço público. Diversos tribunais do país têm retirado os crucifixos que tradicionalmente ornamentam os espaços comuns e salas de audiência, sob a justificativa de que sua exposição pode causar constrangimento aos adeptos de outras crenças – embora seja o cristianismo a principal tradição religiosa do país, com pelo menos 175 milhões de seguidores. Mês passado, a juíza federal Maria Lúcia Lencastre Ursaia, da 3ª Vara Cível Federal de São Paulo, determinou, em decisão liminar, que símbolos religiosos, como crucifixos e imagens, poderão permanecer nos órgãos públicos federais daquele estado. Para a magistrada, o Estado laico não deve ser entendido como uma instituição anti-religiosa ou anti-clerical: “A laicidade não pode se expressar na eliminação dos símbolos religiosos, mas na tolerância aos mesmos”, diz, em sua sentença.

Para o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, tem havido exageros na questão. “Esse tema dos símbolos religiosos tem gerado debates jurídicos em todo o mundo”, reconhece. “Mas, se formos radicais, vamos ter que rever o próprio calendário, que tem festas de caráter cristão como o Natal e a Páscoa”. Em evento realizado em agosto na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Mendes foi irônico: “Tomara que não mandem derrubar o Cristo Redentor”. Na opinião do presidente do STF, muitos desses símbolos vão além da religiosidade, e constituem a própria expressão da civilização ocidental cristã.

O advogado Aldir Guedes Soriano, que pesquisa a liberdade religiosa como um direito constitucional, diz que existem vários casos pontuais no Brasil, como o de um delegado de polícia que autorizou visitas aos presos somente de pessoas adeptas de determinadas religiões. Contudo, não acredita que isso configure um fenômeno. “É um caso isolado de violação à liberdade religiosa. No Brasil, os problemas são mais sutis. Acontecem no ambiente de trabalho, nas escolas”, explica Aldir, que também é vice-presidente da Associação Brasileira de Liberdade Religiosa e Cidadania.

Soriano vê a necessidade de uma mudança no conceito de intolerância. “Não aceitar que falem mal de sua religião ou de sua prática de vida é uma forma de intolerância praticada pelo indivíduo”, explica. Ele observa que não só os evangélicos, mas adeptos de religiões de matriz africana e até os ateus se sentem perseguidos em determinadas situações. E, por vezes, são evangélicos os acusados de intolerantes. Estaria incluído nesse perfil o caso do pastor Tupirani da Hora Lores, líder da Igreja Geração Jesus Cristo, do Rio de Janeiro. Ele e um fiel de sua congregação, Afonso Henrique Lobato, foram indiciados e presos em junho, sob acusação de promover a violência religiosa. Os dois depredaram imagens e objetos de culto em um centro espírita, um ano antes.

Concorrência – Atitudes criminosas como a dos dois evangélicos demonstram que a intolerância não é exclusividade de apenas um ou dois segmentos religiosos. A própria Igreja Universal, que já passou pelo dissabor de ver seu líder máximo ser preso, em 1992, sob acusação de charlatanismo – episódio que uniu diversas correntes evangélicas contra o ato, considerado arbitrário –, também reúne em suas fileiras gente radical, que não hesita em agredir a fé alheia. Ninguém esquece, por exemplo, do lamentável “chute na santa” desferido em rede nacional de TV por um de seus bispos, Sérgio Von Helde, no dia 12 de outubro de 1995, justamente a data que homenageia a santa católica Senhora de Aparecida. No fim de junho deste ano, a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) entregou ao embaixador Martin Uhomoibai, presidente do Conselho de Direitos Humanos da ONU, um relatório que denuncia o que seria uma “ditadura religiosa” praticada no Brasil. O documento elenca quinze relatos de casos acompanhados pela comissão e aponta os neopentecostais como responsáveis pela maioria deles. É a generalização, de novo, prejudicando o segmento religioso que mais cresce no país.

O pensamento acadêmico nacional parece seguir uma posição mais moderada. Para a professora Sandra Duarte de Souza, doutora em ciências da religião, o Estado não apresenta obstáculos à pratica religiosa. “Ao contrário, além da liberdade religiosa ser um direito garantido constitucionalmente, já há casos em que o Estado tem criminalizado atitudes persecutórias movidas por uns grupos religiosos contra outros, ou mesmo contra pessoas físicas”, destaca. Na opinião da estudiosa, a concorrência religiosa tem gerado comportamentos intolerantes diversos. Contudo, ao mesmo tempo em que o fenômeno permite uma pluralidade de credos ou de instituições religiosas, termina quebrando esse monopólio religioso. “A configuração religiosa brasileira atual mostra uma relativa autonomia dos sujeitos religiosos em relação às instituições.”

Para o escritor e jornalista Percival de Souza, com décadas de experiência e passagens por grandes jornais de São Paulo, a realidade é diferente. Cristão da Igreja Metodista, ele diz que nenhuma igreja tradicional, teológica e doutrinariamente forte e consistente, costuma se queixar de perseguição por parte da imprensa. Ele acha que a mídia só exerce seu papel de expor a realidade. “Fatos não são produzidos. São noticiados. Fatos não são criados. São divulgados”, pontifica. Ele não acredita em perseguição à Igreja. “Além disso, nem tudo o que vemos por aí é endossável em nome da crença. Aliás, assistimos a episódios lamentáveis, deploráveis até”, comenta Percival.

O jornalista explica que, pelo fato de não existir um pensamento uniforme sobre “o que a mídia pensa”, ela recorre às universidades para dirimir dúvidas e buscar esclarecimentos. “A mídia busca o espaço do conhecimento, e onde está este espaço? Nas igrejas ou na academia?”, questiona. “A Palavra de Deus é uma ponte que metaforicamente une céus e terra, como a escada que Jacó viu em sonhos, mas nem todos sabem construí-la”, encerra.

Acordo de cavalheiros

O debate sobre o papel da Igreja Católica no Brasil esquentou no mês de agosto no Congresso Nacional. O teor do tratado firmado em novembro de 2008 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo papa Bento 16 foi aprovado na Câmara no dia 27 juntamente com outra proposta, a da Lei Geral das Religiões, de autoria do deputado George Hilton (PP-MG). O acordo de cavalheiros entre as representações políticas das igrejas Católica e Evangélica pôs fim a uma polêmica que vinha crescendo nos últimos meses. Tudo porque o Acordo entre a República Federativa do Brasil e a Santa Sé relativo ao estatuto jurídico da Igreja Católica no Brasil concedia, em tese, privilégios ao catolicismo, já que a crença é ligada ao Vaticano, a sede da Santa Sé, um Estado com personalidade jurídica de Direito Internacional Público.

Analistas acreditam que trechos do documento, que não foi debatido com a sociedade, ferem a laicidade do Estado – como o que prevê ensino religioso, a imunidade das instituições religiosas perante as leis trabalhistas e o uso de verbas públicas na preservação do patrimônio católico. “Ratificar esse acordo significa alçar a Igreja Católica a um patamar oficialmente diferenciado das demais religiões”, critica a professora Roseli Fischmann, do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de São Paulo (USP). A Lei Geral das Religiões, redigida a toque de caixa por parlamentares evangélicos, copia vários dos 20 artigos do tratado Brasil-Vaticano. A grande diferença entre os dois textos é justamente a substituição da expressão “Igreja Católica” por “todas as confissões religiosas”.

“Esse foi o acordo: nós aprovamos o deles e eles aprovam o nosso”, admitiu Hilton, que é evangélico e membro da Igreja Universal do Reino de Deus. As duas propostas foram aprovadas por voto simbólico, entre as lideranças dos partidos com representatividade na Casa. Agora, a matéria segue para apreciação no Senado Federal. Mas o clima de paz pode estar com os dias contados. Inconformado com o que considera uma violação à laicidade do Estado brasileiro, o líder do PSOL, Ivan Valente (SP), antecipou que vai usar “todos os recursos disponíveis” para questionar o resultado da votação. “No país, não cabe regulamentação legal sobre prática religiosa”, diz o parlamentar. Ele questiona ainda as manobras regimentais usadas pelos colegas para resolver a questão.

Intolerância no Mundo

Sob fogo cruzado

No dia 31 de julho, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) impôs censura pública sobre a psicóloga Rozângela Justino. O motivo não foi o exercício indevido da profissão, nem alguma atitude antiética ou ilegal em seu trabalho. No entender da entidade, a profissional infringiu uma resolução de 22 de março de 1999, segundo a qual “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”. Traduzindo – os psicólogos estão proibidos de usar os procedimentos terapêuticos para atender pacientes em conflito com sua orientação sexual, ainda que solicitem isso. Rozângela, que é evangélica, não está proibida de exercer a profissão, desde que se submeta às limitações impostas pelo CFP. E ela não parece disposta a se submeter.

Formada em 1981 e especializada em psicologia clínica e escolar, Rozângela Justino, que é crente batista, defende o direito de que qualquer um possa receber auxílio profissional com objetivo de deixar o comportamento homossexual, se assim desejarem. A prática não é aceita pelo Conselho. “A imposição dessa censura é uma forma de mordaça”, protesta a psicóloga. Em seu blog, Rozângela escreveu: “Essa decisão significa que eles declararam que eu faço algo muito errado: apoiar pessoas que voluntariamente desejam deixar a atração pelo mesmo sexo. Os ativistas do movimento pró-homossexualismo continuarão me perseguindo para me impedir de exercer a profissão”. Ela não abre mão de prestar assistência a quem, voluntariamente, quer mudar o foco de sua atração sexual.
O caso mobilizou a opinião pública. Enquanto grupos de defesa dos direitos dos homossexuais entregavam um abaixo-assinado ao CFP pedindo a manutenção da censura contra a profissional, entidades evangélicas também se manifestaram junto ao órgão em apoio a Rozângela. Ela garante que não vai deixar de exercer suas atividades profissionais por causa da decisão do Conselho Federal de Psicologia – e, numa atitude desafiadora, aconselha as pessoas que estiverem sofrendo com sua orientação sexual e sentirem vontade de abandonar o homossexualismo a procurar ajuda psicológica. “Não tenho vergonha de acolher essas pessoas”, declara.

O Brasil é, por força de sua Constituição, um país laico. Em linguagem bem objetiva, isso significa dizer, entre outras coisas, que não existe religião oficial e, portanto, toda pessoa é livre para professar a fé que desejar – ou abster-se de qualquer crença –, sem receio de se tornar alvo de discriminação, violência, constrangimento ou quaisquer outras manifestações de intolerância. Como teoria, nada mais justo e adequado. Mas a prática desse princípio fundamental foi colocada em xeque no fim de julho, quando a psicóloga Rozângela Justino, conhecida por defender o direito à assistência psicoterápica para pessoas que desejam deixar o homossexualismo, recebeu censura pública pelo Conselho Federal de Psicologia, o CFP (ver quadro). Evangélica, ela foi punida sob a alegação de que teria infringido uma resolução emitida pelo órgão em 1999; mas a decisão também embute uma crítica à orientação religiosa de Rozângela. Some-se a isto a discussão sobre a validade do uso de símbolos cristãos em espaços públicos; a depredação de um centro espírita no Rio de Janeiro; e a recente onda de ataques de vários setores da imprensa aos jogadores de futebol que declaram em campo sua fé em Cristo, e está configurado algo que ninguém, em sã consciência, pode desejar: uma possível escalada da intolerância religiosa no país.

A quantidade de episódios envolvendo evangélicos faz com que este segmento sinta-se alvo, no mínimo, da má vontade de outros setores. Uma das queixas é contra a imprensa. Já se tornaram recorrentes as reportagens denunciando desmandos e ilegalidades supostamente cometidos por dirigentes de igrejas e ministérios protestantes. Não se discute a veracidade de tais fatos, mas a maximização de sua divulgação – além do perigo da generalização, que afeta todas as igrejas evangélicas, inclusive as que zelam pela probidade e ética cristã. No momento, a bola da vez é a briga entre a Rede Record de Televisão, emissora controlada pela Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) e a Rede Globo, antiga desafeta do bispo Edir Macedo, dirigente da denominação. A igreja está no olho do furacão por conta de processos criminais movidos pelo Ministério Público de São Paulo contra seus dirigentes, acusados de enriquecimento ilícito, desvio de verbas oriundas de doações dos fiéis para empresas como a própria Record e outros crimes. Por sua vez, Record e Universal se dizem vítimas de perseguição com motivação religiosa.

Houve momentos em que a situação era muito pior. O crescimento exponencial dos evangélicos nas últimas três décadas jogou para o terreno do esquecimento uma situação que as igrejas protestantes enfrentaram durante mais de um século no Brasil. O pastor Euder Faber, presidente da organização interdenominacional Visão Nacional para a Consciência Cristã (Vinacc), traz à lembrança o tempo em que os evangélicos brasileiros sofriam muito com perseguições. Ele conta que, no início do século passado, sob o comando de religiosos de grande influência popular como o católico frei Damião, em muitas partes do interior nordestino era proibida até a venda de leite e pães aos protestantes. Naquela época, os templos evangélicos não raro eram apedrejados e até destruídos. De acordo com Euder, embora situações como essas tenham ficado no passado, os seguidores da fé cristã em geral, e os evangélicos, em particular, são desafiados por outro problema na atual realidade brasileira: “Preocupa-me o fato de que haja diversas leis tramitando no Congresso Nacional que, caso aprovadas, possibilitariam um novo tipo de perseguição, desta vez patrocinada pelo próprio Estado”, diz.

Ele cita o caso do ativista cristão Júlio Severo que, dizendo-se pressionado e até ameaçado por movimentos de defesa dos direitos dos homossexuais, acabou deixando o país com a família. Escritor, Severo tem diversos trabalhos publicados, nos quais critica a homossexualidade como prática contrária aos ensinos bíblicos, e portanto, pecaminosa sob a ótica cristã. Segundo ele, o Ministério Público Federal vinha exigindo de pessoas próximas informações a seu respeito, o que interpretou como intimidação. Severo, entrevistado por CRISTIANISMO HOJE em sua edição nº 11, foi acusado de homofobia por conta de suas manifestações públicas – embora não haja, no país, qualquer instrumento legal que restrinja o direito de opinião. Pelo menos, por enquanto.

O Brasil é, por força de sua Constituição, um país laico. Em linguagem bem objetiva, isso significa dizer, entre outras coisas, que não existe religião oficial e, portanto, toda pessoa é livre para professar a fé que desejar – ou abster-se de qualquer crença –, sem receio de se tornar alvo de discriminação, violência, constrangimento ou quaisquer outras manifestações de intolerância. Como teoria, nada mais justo e adequado. Mas a prática desse princípio fundamental foi colocada em xeque no fim de julho, quando a psicóloga Rozângela Justino, conhecida por defender o direito à assistência psicoterápica para pessoas que desejam deixar o homossexualismo, recebeu censura pública pelo Conselho Federal de Psicologia, o CFP (ver quadro). Evangélica, ela foi punida sob a alegação de que teria infringido uma resolução emitida pelo órgão em 1999; mas a decisão também embute uma crítica à orientação religiosa de Rozângela. Some-se a isto a discussão sobre a validade do uso de símbolos cristãos em espaços públicos; a depredação de um centro espírita no Rio de Janeiro; e a recente onda de ataques de vários setores da imprensa aos jogadores de futebol que declaram em campo sua fé em Cristo, e está configurado algo que ninguém, em sã consciência, pode desejar: uma possível escalada da intolerância religiosa no país.

A quantidade de episódios envolvendo evangélicos faz com que este segmento sinta-se alvo, no mínimo, da má vontade de outros setores. Uma das queixas é contra a imprensa. Já se tornaram recorrentes as reportagens denunciando desmandos e ilegalidades supostamente cometidos por dirigentes de igrejas e ministérios protestantes. Não se discute a veracidade de tais fatos, mas a maximização de sua divulgação – além do perigo da generalização, que afeta todas as igrejas evangélicas, inclusive as que zelam pela probidade e ética cristã. No momento, a bola da vez é a briga entre a Rede Record de Televisão, emissora controlada pela Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) e a Rede Globo, antiga desafeta do bispo Edir Macedo, dirigente da denominação. A igreja está no olho do furacão por conta de processos criminais movidos pelo Ministério Público de São Paulo contra seus dirigentes, acusados de enriquecimento ilícito, desvio de verbas oriundas de doações dos fiéis para empresas como a própria Record e outros crimes. Por sua vez, Record e Universal se dizem vítimas de perseguição com motivação religiosa.

Houve momentos em que a situação era muito pior. O crescimento exponencial dos evangélicos nas últimas três décadas jogou para o terreno do esquecimento uma situação que as igrejas protestantes enfrentaram durante mais de um século no Brasil. O pastor Euder Faber, presidente da organização interdenominacional Visão Nacional para a Consciência Cristã (Vinacc), traz à lembrança o tempo em que os evangélicos brasileiros sofriam muito com perseguições. Ele conta que, no início do século passado, sob o comando de religiosos de grande influência popular como o católico frei Damião, em muitas partes do interior nordestino era proibida até a venda de leite e pães aos protestantes. Naquela época, os templos evangélicos não raro eram apedrejados e até destruídos. De acordo com Euder, embora situações como essas tenham ficado no passado, os seguidores da fé cristã em geral, e os evangélicos, em particular, são desafiados por outro problema na atual realidade brasileira: “Preocupa-me o fato de que haja diversas leis tramitando no Congresso Nacional que, caso aprovadas, possibilitariam um novo tipo de perseguição, desta vez patrocinada pelo próprio Estado”, diz.

Ele cita o caso do ativista cristão Júlio Severo que, dizendo-se pressionado e até ameaçado por movimentos de defesa dos direitos dos homossexuais, acabou deixando o país com a família. Escritor, Severo tem diversos trabalhos publicados, nos quais critica a homossexualidade como prática contrária aos ensinos bíblicos, e portanto, pecaminosa sob a ótica cristã. Segundo ele, o Ministério Público Federal vinha exigindo de pessoas próximas informações a seu respeito, o que interpretou como intimidação. Severo, entrevistado por CRISTIANISMO HOJE em sua edição nº 11, foi acusado de homofobia por conta de suas manifestações públicas – embora não haja, no país, qualquer instrumento legal que restrinja o direito de opinião. Pelo menos, por enquanto.

Por Laelie Machado e Carlos Fernandes

:: Fonte: Cristianismo Hoje





Estudante é expulso de escola por participar de reuniões cristãs

2 11 2009

Chen Le se recusou a negar sua fé CHINA - Chen Le, estudante do segundo ano do Ensino Médio, declarou enfaticamente: “Eu prefiro ser expulso da escola a negar a minha fé”. No dia 20 de outubro de 2009, a diretoria da escola Huashan expulsou oficialmente Chen por assinar um documento confirmando sua identidade como um cristão. Leia abaixo o texto do Aviso Oficial de Expulsão:

Decisão de Chen Le, estudante de nossa escola Huashan

A Agência de Segurança Pública de Bazhou e outras agências descobriram que Chen Le, estudante da classe 8 do segundo ano do Ensino Médio, estava participando de reuniões cristãs. Sua escola foi notificada sobre o dever de educar o aluno e persuadi-lo a reparar suas atitudes. No entanto, os esforços do conselheiro de classe e de alguns líderes falharam e esse aluno insiste em sua decisão de não negar sua fé cristã. Ele não pode prometer que não seguirá o cristianismo ou frequentará atividades cristãs. Ele também afirma que, se a escola pedir que ele escreva uma declaração de autocrítica e autoavaliação, examinado seu erro de participar de atividades religiosas como aluno do Ensino Médio, ele prefere não frequentar essa escola. Devido à situação relatada acima, esta escola o aconselha a mudar para outra escola.

Divisão de escolas

Escola Huashan
Segunda Divisão Agrícola da Corporação de Produção e Construção de Xinjiang
Data: 20 de outubro de 2009
Selo: Segunda Divisão Agrícola da Corporação de Produção e Construção de Xinjiang

“Declaro que o citado acima é verdadeiro.”
Chen Le, assinatura
Data: 20 de outubro de 2009

Chen Le não se arrepende de ter assinado esse documento e ter se recusado a renunciar sua fé cristã. Sua expulsão teve um preço alto. Ele foi proibido de realizar o exame obrigatório para entrar na faculdade, o que o privou de sua educação futura.

:: Fonte: Missão Portas Abertas





China em foco

1 11 2009

A China precisa de Jesus

A palavra China costuma referir-se a regiões que, em termos mais específicos não fazem parte dela, como é o caso da Manchúria, da Mongólia Interior, o Tibete e Xinjiang. Nos meios de comunicação ocidentais, “China” refere-se, normalmente, à “República Popular da China”, enquanto que “Taiwan” se refere à “República da China”. Muitas vezes, em termos informais, especialmente entre chineses e ingleses (no contexto do mundo dos negócios), “a Grande região da China” refere-se ao sentido mais lato.

Na sua história, as capitais da China situavam-se, essencialmente, no leste. As quatro capitais mais citadas são Nanquim (Nanjing), Pequim (Beijing), Xian, e Luoyang. As línguas oficiais foram mudando ao longo da sua extensa história, (incluindo línguas entretanto desaparecidas), incluindo o mongol, o manchu e os vários dialetos do chinês, entre os quais o mandarim (em chinês Hanyu, pronunciado haN ü, ou seja, /h/ como hat, em inglês, e /ü/ como o som do “u” francês) e o cantonês.
A palavra portuguesa “China”, bem como o prefixo associado, “sino”, derivam, provavelmente, de “Qin” (pronúncia “tchim”, onde o “q” é pronunciado como um alveopalatal, como o “ch” na palavra inglesa chest). Há quem defenda, no entanto, que China derive da palavra chinesa para chá (igual à palavra em português que, aliás, tem a sua origem etimológica no próprio mandarim) ou, mesmo, de “seda” (note-se, em jeito de nota de rodapé, que é vulgar a associação entre a palavra china e os produtos que têm aí a sua origem: china, em português, também pode significar porcelana). Qualquer que seja, contudo, a origem da palavra “China” (que é uma palavra europeia, não existindo em qualquer das línguas sino-tibetanas) foi-se perdendo à medida que era filtrada pelos vários povos atravessados pela Rota da Seda, que fazia a primeira ligação histórica estável entre esta região asiática e a Europa.

A China é o país mais populoso do planeta com uma cultura milenar de quase 4.000 anos. Muitos dos elementos que identificam a vida moderna tiveram sua origem na China, incluindo o papel, a bússola e o papel-moeda. Hoje, a China é considerada como uma superpotência e tem uma influência crescente especialmente na esfera econômica.

No início dos anos 80, a China desmantelou o sistema agrário coletivo e abriu novamente o caminho para os empreendimentos privados. Hoje, o país é um dos maiores exportadores do mundo e atrai grande montante de investimentos estrangeiros.

A China aparece desde cedo na história das civilizações humanas a organizar-se enquanto nação (ainda que a identidade nacional chinesa seja complexa), demonstrando um pioneirismo notável em áreas como a arte e a ciência, ultrapassando largamente, na altura, o resto do mundo. Em cerca de 1000 a.C., a China consistia num conjunto complexo e intrincado de reinos de pequenas dimensões. Em 221 a.C., todos estes reinos foram anexados ao estado Qin, dando início à Dinastia Qin.

Na história da China, ao longo dos séculos, num movimento pendular, verifica-se períodos de união e de desunião. No século XVIII, a China experimentou um progresso tecnológico acentuado, em relação aos outros povos da Ásia Central, ainda que tivesse perdido terreno se comparada à Europa. Os acontecimentos do século XIX, em que a China tomou uma postura defensiva em relação ao imperialismo europeu ao mesmo tempo que estendia o seu domínio sobre a Ásia Central, podem ser explicados sob este ponto de vista.
No início do século XX, o papel desempenhado pelo Imperador da China desapareceu em 1912, com a proclamação da república por Sun Yat-sen, e posteriormente com a China a entrar num período de desagregação devido à Guerra Civil Chinesa. Atualmente há duas regiões que reclamam, formalmente, para si o nome de China: a República Popular da China e o Governo pré-revolucionário da República da China, que administra Taiwan e várias pequenas ilhas de Fujian.

Política

Depois da unificação sob o Império Qin, a China foi dominada por mais 10 dinastias, muitas das quais comportavam um complexo sistema de reinos, principados, ducados, condados e marquesados. Contudo, o poder era centralizado na figura do Imperador. Este era ainda coadjuvado por ministros civis e militares e, principalmente, por um primeiro-ministro. Aconteceu, por vezes, o poder político ser tomado por oficiais (eunucos), ou familiares. As relações políticas com regiões dependentes do império (reinos tributários) eram mantidas à base de casamentos, coligações militares e ofertas. Atualmente, a China é governada pelo Partido Comunista Chinês, que realizou a planificação econômica chinesa, fundado por Mao Tsé-tung.

Território

Originalmente na Dinastia Zhou, a China compreendia a região em torno do Rio Amarelo. Desde então que se expandiu para ocidente e para sul (até à Indochina), tendo atingido proporções máximas durante as dinastias Tang, Yuan e Qing. Do ponto de vista chinês, o Império Chinês teria, mesmo, incluído partes do Extremo Oriente Russo e da Ásia Central, durante as fases em que a Dinastia Yuan se mostrou no auge do seu poderio, ainda que a China fosse, nesse caso, meramente um dos vários territórios do Império Mongol.

Durante o Império Qing, o valor da Grande Muralha da China na defesa da integridade territorial do império diminuiu devido à sua expansão. Em 1683, Taiwan torna-se parte do Império Qing, originalmente como uma prefeitura da província de Fukien. As principais divisões administrativas da China foram sendo modificadas ao longo do tempo. No topo da hierarquia administrativa, encontramos os circuitos e as províncias (sheng). Abaixo destas divisões foram aparecendo prefeituras, subprefeituras, departamentos, comarcas (xiang), distritos (xian) e áreas metropolitanas. Existe alguma indefinição na tradução para português das divisões administrativas.

Clima (Voltar ao topo)

Devido às suas grandes dimensões territoriais, a China apresenta diversos conjuntos climáticos. Porém destacam-se na definição geo-climática do país quatro climas: De Montanha: a sudoeste, ocasionado pela cordilheira do Himalaia; Continental Árido: na região central e abrangendo a maior parte do território do país, o que explica a baixa densidade demográfica e o pouco desenvolvimento urbano dessa região; Subtropical: a sudeste; Temperado Continental: a região nordeste, onde há cerca de 70% da concentração populacional do país.

Estrutura social

Já existiram na China mais de uma centena de grupos étnicos. Em termos numéricos, a etnia dominante é a dos Han. Ao longo da história, muitas etnias foram assimiladas às suas vizinhas ou, simplesmente, desapareceram sem deixar grandes testemunhos da sua existência. Muitas etnias distintas foram diluídas no grupo dos Han, o que explica o peso numérico desta etnia na China. Não obstante, os Han falam várias línguas muito diferentes. O governo da República Popular Chinesa reconhece 56 etnias.
Meios de comunicação

O governo chinês não só mantém um controle rigoroso sobre as empresas de comunicação nacionais como também tenta restringir o acesso da população aos meios estrangeiros, através da interferência nas transmissões de rádio vindas do exterior e do bloqueio dos acessos à internet.

Em Hong Kong, os temores de que a imprensa fosse perder sua independência em 1997, quando o território voltou a ser controlado pela China, não se confirmaram. Apesar disso, o risco de uma intervenção na ex-colônia britânica continua sendo real.

A imprensa chinesa pode fazer reportagens sobre histórias de corrupção e de ineficácia no governo, mas em geral a mídia não se atreve a criticar o monopólio de poder mantido pelo Partido Comunista. No passado recente tem havido uma proliferação de jornais e revistas que apelam ao gosto popular.

A televisão é o meio mais utilizado como fonte de notícias. Existe muita competição entre as emissoras de TV, especialmente nas cidades, onde é possível assistir a 15 canais diferentes. Nas zonas rurais, a média por lar é de seis canais. Apesar disso, em algumas regiões mais remotas ainda não existe nem fornecimento de energia.

O rádio não é o principal meio de comunicação do país, mas a internet está em grande expansão, apesar das restrições. Centenas de jornais chineses já têm edições online.

Religião (Voltar ao topo)

No território chinês podemos encontrar diversas tradições religiosas, muitas delas dissemelhantes. A veneração dos antepassados, o islão, e outras religiões populares chinesas ombreiam com outras crenças onde se misturam as correntes filosóficas atrás referidas. O cristianismo (catolicismo e protestantismo), apesar de minoritário por ser de certa forma reprimido pelo governo comunista, não deixa, por isso, de ser uma religião de referência. Segundo o governo chinês, há 21 milhões de cristãos no país (16 milhões de protestantes e cinco milhões de católicos). O China Aid Association revelou que o diretor do órgão do governo chinês que supervisiona todas as religiões no país declarou “em off” que o número de cristãos na China seria de fato 130 milhões no início de 2008.
Efeito das Olimpíadas 2008

O presidente Hu Jintao prometeu ao mundo que a liberdade dada à mídia durante os Jogos Olímpicos continuaria. Isso é verdade para a mídia internacional, não para a local.

Como os meios de comunicação estatais são vistos como ferramenta para propagar o nacionalismo, uma autocensura verifica se eles deixaram de promover uma “sociedade pacífica e harmoniosa”, conforme requer a política estatal.

O acesso doméstico à internet para os 253 milhões de usuários chineses continua controlado – como durante os Jogos Olímpicos – tendo em vista a “segurança da pátria” e a “purificação do espaço virtual”.

A Igreja

Nestorianos, cristãos da Igreja do Oriente, vieram da Pérsia para a China, pela Rota da Seda. Eles foram os primeiros a apresentar o cristianismo à Dinastia Tang, em 635.

A década de 1950 viu o advento do Movimento Patriótico das Três Autonomias (MPTA), a fim de controlar a Igreja. Os missionários estrangeiros continuaram a sofrer perseguição até saírem completamente da China em 1952. Muitos líderes cristãos chineses foram enviados a prisão ou campos de trabalho, destinados a executar tarefas humilhantes e degradantes.

A Igreja chinesa é uma das que crescem mais rapidamente no mundo. Hoje, aproximadamente 80 milhões de protestantes e católicos formam a Igreja deste país de 1,3 bilhões de habitantes. Enquanto não há dados quanto ao crescimento das igrejas não-registradas, o número de congregações de igrejas protestantes registradas aumenta entre 500 a 600 mil a cada ano. O número de reuniões dos fieis ultrapassa a marca dos 15 milhões, e eles se reúnem em mais de 50 mil igrejas e outros lugares de culto.

A vida da Igreja é marcada por um paradoxo: embora seja rica, vibrante, permeada de renovação e cresça em ritmo acelerado, ao mesmo tempo é perseguida e extremamente carente de recursos e treinamento.

Estima-se que 50 milhões de cristãos chineses ainda esperam por sua primeira Bíblia e, sem a posse de sua própria cópia das Escrituras, muitos são presos fáceis de heresias e falsos ensinamentos. Não falta entusiasmo aos evangelistas, mas a maioria é mal treinada e pouco equipada. Além disso, há conflitos entre os líderes cristãos. Acredita-se que atualmente a pior tentação enfrentada pela Igreja chinesa seja o materialismo, particularmente dentro do contexto da explosão econômica do país.

A perseguição (Voltar ao topo)

Teoricamente, os cristãos chineses têm direito à liberdade religiosa, mas o espaço para evangelização é limitado. Os cristãos não podem se reunir em templos não-registrados e tampouco evangelizar publicamente.

Os cristãos não são os únicos a ser perseguidos. Em alguns casos, muçulmanos e budistas têm recebido o mesmo tratamento rigoroso dado aos cristãos e é comum que muitas seitas ou grupos religiosos de menor expressão sejam extintos.

O objetivo principal do governo é manter a estabilidade e o poder. Esta é a principal motivação que está por trás do controle populacional, da reforma econômica e da política religiosa chinesa, que consiste em domínio e opressão.

O Movimento Patriótico das Três Autonomias (MPTA), também conhecido como Igreja dos Três Poderes, é a Igreja oficial, controlada pelo Partido Comunista. As igrejas não-registradas recebem ataques esporádicos do governo. A perseguição depende principalmente do grau de perigo que o governo enxerga em cada grupo religioso.

A perseguição ao cristianismo abrange desde multas e confisco de Bíblias até destruição de templos. Evangelistas são detidos, interrogados, aprisionados e torturados. Além da perseguição governamental, as tentativas de evangelizar muçulmanos no extremo noroeste do território chinês têm enfrentado resistência e alguns ataques.

As leis religiosas que entraram em vigor em 1º de março de 2005 aumentaram a pressão sobre grupos não-registrados, exigindo que se legalizassem ou se preparassem para sofrer as conseqüências. Além disso, em vez de facilitar o registro, novas emendas dificultaram o processo.

As Olimpíadas 2008 afetaram, de certo modo, o modo de o governo lidar com a Igreja. As medidas de segurança introduzidas nessa época foram tão bem-sucedidas que o governo pode decidir-se por continuar a utilizá-las por tempo indeterminado.

Nesse período, a repressão a reuniões de igreja não-oficiais e aos seus líderes aumentou em muitas províncias, bem como o número de relatos de estrangeiros sendo detidos ou deportados.

O ano de 2008 foi marcado por detenções em massa de membros de igreja e processos contra pastores.

Shi Weihan, comerciante cristão preso em maio, ainda aguarda seu julgamento. Enquanto isso, Weihan está preso.

Dois cristãos da etnia uigur foram presos e estão sendo julgados sob falsa acusação de trair o país.

O pastor Zhang Mingxuan foi preso diversas vezes por forças do Comitê de Segurança Pública em ocasiões antes e depois dos Jogos Olímpicos, a fim de impedi-lo de ter contato com a imprensa estrangeira. Sua família também foi oprimida: seu filho foi brutalmente agredido e, enquanto o pastor estava ausente de casa, sua esposa foi despejada.

Na província de Zhejiang, mais de 400 universitários cristãos foram detidos e interrogados em uma única operação policial. Nas províncias de Shandong e Henan, cem cristãos foram presos, sem acusações.

Outro caso ainda em andamento é o do pastor Zhang Rongliang, da Igreja não-oficial. O veredicto foi dado no dia 29 de junho de 2005. Rongliang é um líder chave do “China para Cristo”.

Ele foi detido pela polícia de Henan, sem acusações, no dia 1º de dezembro de 2004. Apenas um mês depois ele foi acusado de “obter passaporte através de fraude” e de “travessia ilegal de fronteira”. As autoridades chinesas sempre negam passaportes a líderes famosos de igrejas não-registradas.

Rongliang já foi detido cinco vezes e passou um total de 12 anos na prisão por suas atividades religiosas. Ele também foi o co-autor de uma “Confissão de Fé” da Igreja não-oficial, escrita em 1999, para pedir clemência a uma ampla opressão do governo a movimentos de “seitas”. Depois de sua prisão, as autoridades confiscaram DVDs cristãos e outros materiais em sua casa que estariam ligados a cristãos estrangeiros. Ter contato com religiosos estrangeiros pode ser uma atividade ilegal na China.

O Pastor Rongliang sofre de cinco doenças crônicas, incluindo pressão alta e diabetes, confirmadas em um diagnóstico oficial em 2005. Após ter sido transferido diversas vezes de várias prisões, por causa de suas enfermidades, ele está na prisão em Kaifeng.

Em 2006, ele sofreu um derrame e o supervisor da prisão, que gostava muito dele, o enviou imediatamente para o hospital para que fosse submetido a tratamento. Ele melhorou, mas ainda sente dormência nos dedos de uma das mãos e em um pé. Sua esposa pode visitá-lo duas vezes por mês. Ele tem pregado o evangelho na prisão e batizado novos convertidos, além de ministrar a Santa Ceia dentro da prisão.

Criminosos perigosos estão entre seus companheiros. Um deles, que fora um assassino, foi completamente transformado depois de receber as boas-novas. O homem escreveu à mãe para dizer: “Mãe, quando eu morrer no pelotão de fuzilamento, irei à sua frente e a esperarei no céu. Você precisa aceitar a Jesus como seu Salvador, da mesma maneira que eu aceitei; então poderemos nos encontrar de novo”.

Curiosidade (Voltar ao topo)

• Diante do controle de natalidade imposto pelo governo, cada casal pode ter somente um filho, o que gerou uma geração com aproximadamente 90 milhões de chineses sem irmãos.

• Quanto ao sexo, nascem 119 meninos para 100 meninas.

• Estimativas revelam que no ano de 2020 pelo menos 30 milhões de homens ficarão solteiros.

• Cerca de 45% das chinesas afirmam que valorizam a carreira profissional e não trocam por um casamento.

• A cada dez famílias chinesas pelo menos três possui um dos avós vivendo junto.

• Outra medida de controle de natalidade é em relação ao número de animais de estimação, cada família pode possuir somente um cachorro e outros animais que não ultrapassem 35 centímetros de altura.

• O número de internautas na China já superou os Estados Unidos com 220 milhões de usuários.

• As autoridades inseriram 171 novas expressões da cultura pop no idioma do país.

• Cerca de 31% das pessoas com idade acima de 16 anos se denominaram religiosos, quatro vezes mais do que há uma década.

• O total do número de celulares na China aumentou de 87 milhões (em 2000) para 432 milhões atualmente.

Pedido de Oração (Voltar ao topo)

1. Louve a Deus pelo assombroso crescimento da Igreja. Ore para que a perseguição seja atenuada, para que materiais de treinamento sejam desenvolvidos e para que as Bíblias tornem-se cada vez mais acessíveis, impedindo assim o avanço de heresias.

2. Os líderes cristãos chineses sofrem muito pelo evangelho. Ore pelos milhares de evangelistas e pastores chineses que enfrentam noites de insônia, separação de suas famílias, reuniões secretas e risco de prisão a fim de pastorear seus rebanhos. Muitos têm treinamento insuficiente e poucos recursos, mas ainda assim viajam constantemente para compartilhar o que sabem.

3. O crescimento econômico chinês é visto como um grande desafio para a Igreja. Os cristãos chineses julgam que a perseguição é uma bênção. A principal preocupação dos pastores é o efeito que o materialismo decorrente da crescente economia chinesa pode provocar nos cristãos.

4. Muitos pastores têm sido enviados a campos de trabalho. A comida é ruim e o trabalho é muito pesado, porém muitos são capazes de pregar e formar igrejas dentro dos campos. Alguns o fazem de forma tão eficiente que são até confinados na solitária para evitar que preguem o evangelho.

5. A Igreja sofre com a grande falta de unidade. Muitos líderes das igrejas registradas e das não-registradas têm medo e desconfiança entre si. Alguns acusam o Movimento Patriótico das Três Autonomias de traição, enquanto seus líderes acreditam que as igrejas não-registradas estão em pecado por agir contra o governo. Ore para que estas divisões entre os líderes sejam eliminadas e haja reconciliação entre eles.

6. A China sofre com a falta de recursos para a evangelização. Louvem a Deus pelas muitas ferramentas de evangelismo que são levadas ao país todos os anos. Materiais impressos e vídeos resultam em inúmeros novos convertidos por cópia distribuída. Ore para que a quantidade de materiais levados ao país aumente.

:: Fonte: Amigos de Oração / BBC Brasil / Missão Portas Abertas / Escola Brasil / Wikipédia





Vovó de 67 anos é interrogada e ameaçada pela polícia por causa de queixa contra parada gay

31 10 2009

Sra. Pauline Howe INGLATERRA - A visita e ameaça de uma acusação de “crime de ódio” por parte da polícia dirigida a uma vovó pensionista e dedicada cristã inglesa provocou revolta em todas as partes da Inglaterra, e até foi criticada pelo líder da principal organização homossexual de pressão política da Inglaterra.

A Sra. Pauline Howe foi informada por dois agentes policiais que visitaram a casa dela que ela pode ter cometido um “incidente de ódio” simplesmente por ter escrito uma carta para a prefeitura local se queixando da parada gay local.

A Sra. Howe diz que está considerando a possibilidade de processar a polícia, depois de sofrer o que ela descreveu como um interrogatório “pavoroso e ameaçador”. Ela está buscando conselho legal do Instituto Cristão, uma importante organização inglesa de defesa dos cristãos.

Numa entrevista em vídeo, Howe disse que é “bem óbvio” que o assunto seja um ataque da polícia contra a liberdade de expressão religiosa e de crença. “Nossas liberdades como cristãos que crêem na Bíblia foram sufocadas agora e também a autoridade da Palavra de Deus. Não temos mais permissão de expressar nossas convicções evangélicas bíblicas sem sermos amedrontados”.

Ela enviou a carta depois de ter sido incomodada e sujeita a ataques verbais sexualmente explícitos quando participou de um grupo de outros cristãos que estava distribuindo folhetos no evento da parada gay de 25 de julho. Em sua carta, a Sra. Howe disse: “Eu e outros cristãos presentes não estamos tentando impedir que aqueles que estão envolvidos nessa conduta obscena façam isso na privacidade de suas casas”.

“É a exibição de tal indecência nas ruas de Norwich que é tão ofensiva para Deus e para muitos residentes de Norwich”, escreveu ela. “É vergonhoso que esse pequeno, mas vociferador grupo homossexual receba permissão de fazer tal exibição sem o número mínimo de homossexuais”.

A carta da Sra. Howe recebeu uma resposta de Bridget Buttinger, a vice-prefeita, que disse para ela que ela estaria enfrentando acusações de crime de ódio. A prefeitura encaminhou a carta à polícia de Norfolk, que julgou após o interrogatório que nenhum crime havia sido cometido.

A questão provocou uma súbita tempestade de atenção da imprensa depois que o noticiário Anglia News da ITV mostrou o caso na noite passada. ITV citou um organizador da parada gay apoiando a polícia, dizendo: “Há alguns pontos de vistas que têm tanto ódio que não devem ser ditos”.

Os ativistas homossexuais fizeram objeções ao fato de que a Sra. Howe fez uso do termo bíblico “sodomitas” e afirmou que as “práticas sexuais pervertidas” deles espalham doenças sexualmente transmissíveis. Mas Ben Summerskill, diretor do principal grupo militante homossexual da Inglaterra, o Stonewall, disse que a resposta da polícia foi “fora dos limites”. Andrew Pierce, comentarista do jornal Daily Telegraph e homossexual, disse: “Que tipo de sociedade nos tornamos quando a expressão pacífica de uma convicção religiosa pode trazer como consequência a polícia batendo na sua porta?”

A polícia de Norfolk divulgou uma declaração dizendo: “Investigaremos todos os incidentes alegados de ódio” e disse que a reação policial foi “dentro dos limites”. Um porta-voz da polícia disse: “Se um caso de crime chegou a nosso conhecimento e foi denunciado a nós, temos de investigar”.

Mike Judge do Instituto Cristão disse: “Quer as pessoas concordem ou discordem das opiniões da Sra. Howe, todos os que se importam com a liberdade têm de sentir-se apavorados com a ação da polícia”.

“Para que a democracia sobreviva, as pessoas têm de ser livres para expressar suas convicções, sim, até mesmo convicções impopulares, para os órgãos governamentais sem medo de sofrer uma batida da polícia na porta. Não é crime ser cristão, mas cada vez mais se sente como se fosse”.

Ed West, jornalista e comentarista do Daily Telegraph, escreveu que Judge acertou muito bem no que disse. West apontou para os muitos casos de pessoas, “todas cristãs (geralmente evangélicas)”, que foram “questionadas pela polícia por causa de objeções à homossexualidade”.

“É parte de uma tendência mais ampla de oposição às liberdades políticas, religiosas e individuais que vem ocorrendo em toda a Europa há uma década. Esse totalitarismo suave não vem com gulags ou campos de concentração, mas em vez disso com autoridades perseguindo indivíduos por coisas triviais”, acrescentou West.

:: Fonte: O Verbo





Mais de 200 milhões de cristãos sofrem discriminações Denúncia do representante vaticano na ONU

31 10 2009

INTERNACIONAL - Ainda que “não exista nenhuma religião no mundo que esteja isenta de discriminação”, a cristã é a mais perseguida.

Foi o que denunciou no dia 21 de outubro em Nova York o arcebispo Celestino Migliore, núncio apostólico e observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas.

“Está bem documentado que os cristãos são o grupo religioso mais discriminado”, afirmou o prelado durante sua intervenção na 64ª sessão da Assembleia Geral do organismo sobre a promoção e defesa dos direitos humanos.

“Mais de 200 milhões deles, de várias confissões, encontram-se em situações de dificuldade devido a estruturas legais e culturais que conduzem a sua discriminação”, disse.

“Apesar de ser repetidamente proclamado pela comunidade internacional e especificado nos instrumentos internacionais e nas Constituições da maior parte dos Estados”, o direito à liberdade religiosa “continua sendo hoje violado de uma maneira ampla”, constatou.

A ameaça das leis sobre a blasfêmia

Nos últimos meses, recordou o observador permanente, alguns países da Ásia e do Oriente Médio viram as comunidades cristãs “atacadas, com muitos feridos e mortos”, e “igrejas e casas presas das chamas”.

Estas ações, assinalou, “foram cometidas por extremistas em reposta às acusações realizadas contra algumas pessoas em base às leis antiblasfêmia”.

Neste contexto, Dom Migliore declarou que sua delegação “valoriza e apoia” a promessa do Governo do Paquistão de “revisar essas leis”.

As disposições legislativas sobre a blasfêmia, prosseguiu, “convertem-se com muita facilidade em uma oportunidade, para os extremistas, de perseguir os que escolhem livremente seguir uma tradição de fé diferente”.

E têm sido utilizadas para “fomentar a injustiça, a violência sectária e a violência entre religiões”, acrescentou.

Ante esta situação, os governos devem “enfrentar as causas profundas da intolerância religiosa e abolir estas leis que servem como instrumentos de abuso”.

Vontade de mudança

Se na legislação que restringe a liberdade de expressão “não se pode mudar a atitude”, declarou o arcebispo Migliore, “o que aqui ao contrário se precisa é vontade de mudança”.

Esta pode ser conseguida “conscientizando mais as pessoas, conduzindo-as a uma maior compreensão da necessidade de respeitar todas as pessoas, independentemente de sua fé ou de seus antecedentes culturais”.

Os Estados, por sua parte, “devem evitar adotar restrições à liberdade de expressão, que com frequência conduziram a abusos por parte das autoridades, e evitar também silenciar as vozes dissidentes, sobretudo as das pessoas que pertencem a minorias étnicas e religiosas”.

A autêntica liberdade de expressão pode contribuir a um maior respeito por todos e proporcionar a oportunidade de falar contra violações como a intolerância religiosa e o racismo, e promover a igual dignidade de todos”, indicou.

Visto que o ódio e a violência para determinadas religiões que persistem em vários lugares apontam a uma situação caracterizada pela intolerância, “é imperativo que as populações das diferentes tradições de fé colaborem para crescer na compreensão recíproca”, destacou.

E acrescentou: “é necessária uma autêntica mudança de mentalidade e de coração”.

Este objetivo – assegurou -, consegue-se sobretudo através da “educação à importância da tolerância e do respeito pela diversidade cultural e religiosa”.

“A cooperação entre as religiões – concluiu o arcebispo – é um requisito para a transformação da sociedade”, porque “realmente é possível construir uma cultura da tolerância e da coexistência pacífica entre os povos”.

:: Fonte: Revista Missões





Cristãos continuam a fugir da violência

31 10 2009

IRAQUE - Os cristãos no Iraque começam a fugir do único lugar onde se pensava que estivessem seguros. Informações do clero local mostram que nos últimos meses uma lenta, mas constante emigração tem acontecido perto de Mossul, Norte do país, à medida que se aproximam as eleições gerais de 2010. Os líderes da igreja temem que uma nova crise de segurança possa provocar outro êxodo em massa dos cristãos, o que em algumas áreas pode significar a saída dos últimos cristãos que resistiram às inúmeras dificuldades.

Em entrevista à Ajuda à Igreja que Sofre, o Pe. Bashar Warda deixou claro que os cristãos na região de Nínive começam a sentir-se ameaçados pelos mesmos problemas de segurança que têm dificultado a vida de pessoas em tantas outras partes do país.

“A emigração das famílias cristãs que temos visto em lugares como Mossul e Bagdá está afetando a região de Nínive”, lamentou. Padre Warda disse que não poderia dar números precisos sobre a emigração, mas que em vilarejos cristãos, 30 a 40 fiéis estão partindo todos os meses.

O reitor da Basílica de São Pedro, em Ankawa, chegou a dizer que a emigração de Nínive vai aumentar, com o surgimento de sequestros, explosões e outros incidentes. Os cristãos no Iraque eram 1 milhão e 400 mil no último censo, em 1987. Agora são menos de 400 mil, de acordo com as estimativas mais recentes.

:: Fonte: Missão Portas Abertas





Pastor, que também é oficial da PM, prende acusado de roubar som de igreja evangélica em Recife

31 10 2009

BRASIL - A polícia prendeu, na manhã desta terça-feira, um homem de 38 anos acusado de roubar um equipamento de som de uma igreja evangélica localizada na Avenida Beberibe, na zona norte do Recife. Nilson Marcelino da Silva, foi detido na casa onde morava na Vila Miguel Arraes, no mesmo bairro. O pastor da igreja é oficial da Polícia Militar e comandou as buscas pelo assaltante.
Durante esta madrugada, o acusado arrombou o templo e levou o equipamento de som. Na casa de Silva a polícia encontrou as caixas de som que haviam sido roubadas.

Clique aqui e conheça a Vila Miguel Arraes

:: Fonte: Notícias Cristãs





Cristãos são pressionados a se reconverterem ao islamismo

31 10 2009

Cristãos na vila de Passlia BANGLADESH - Cerca de 2.000 pessoas vieram participaram de uma reunião na vila de Passlia, às 9h da manhã, na terça-feira, dia 16 de junho. Somente 12 delas eram cristãs, recém-convertidas. Os muftis (eruditos islâmicos) da cidade organizaram o tal evento para reconverter os novos cristãos ao islamismo.

Um líder local disse: “Vamos marcar uma nova data para que os cristãos se encontrem com os eruditos islâmicos. Se eles convencerem os eruditos, nós iremos nos converter ao cristianismo”.

O Diretor-executivo da Igreja Caminho de Paz, Mannan Mridah, respondeu: “Mas nós não viemos aqui para brigar, porque acreditamos que Deus é amor”. Os cristãos que estavam com ele mantiveram firme sua fé.

Dezesseis famílias cristãs vivem na vila de Passlia, no subdistrito de Alamdanga, distrito de Chuadanga, a 225 km a noroeste de Daca. Todas elas pertencem a Igreja Caminho de Paz. Segundo uma fonte local: “Duas famílias temeram por suas vidas, porque há uma grande pressão sendo feita por diversos muftis que descobriram que elas se converteram”.

Durante o encontro, um muçulmano retorquiu: “É uma vergonha para um muçulmano se tornar um cristão. Nós não permitiremos que isso aconteça em Passlia. Nós iremos trazer essas famílias de volta ao islamismo a qualquer custo”. Ele também acusou os cristãos de destruir os relacionamentos familiares na vila, quando convertem muçulmanos, e proibiu a pregação na vila.

Hobibur Rahman, um pastor de meia-idade da Igreja Caminho da Paz, sofre perseguição de sua própria família. Ele tem três filhos e uma filha.

O pastor nos disse com o coração desanimado: “Quando meu filho mais soube sobre minha conversão, ele ficou muito irritado. Ele reuniu os muçulmanos contra mim no dia 16 de junho. Pelo menos 200 pessoas vieram a minha casa e começaram a me bater. No meio da gritaria, senti vergonha, porque minha esposa e meus filhos estavam ali, presenciando tudo o que estava acontecendo. Eles ameaçaram quebrar minha pernas, mas não fizeram isso. Alguns líderes fizeram meu filho escolher entre o pai e a casa, ele escolheu a segunda coisa”.

Os muçulmanos expulsaram Hobibur da vila. Ele lamentou: “Agora, vivo separado da minha família e tenho que ficar me movendo de lugar em lugar. Também fui proibido de usar água encanada”.

Pedidos de oração

1. Os cristãos de Passlia estão correndo perigo de serem expulsos da vila, assim como Hobibur. Oremos para que Deus intervenha a favor deles e para que continuem a permanecer firmes no Senhor apesar da pressão.

2. Ore pelo pastor Hobibur para que encontre forças e encorajamento na Palavra de Deus e em seu povo durante esse período de dificuldades. Peça a Deus que sua família também encontre Cristo.

3. Ore pelos novos convertidos de Passlia, que sofrem pressão para desistir da fé. Interceda por eles e peça que o Senhor os sustente.

:: Fonte: Missão Portas Abertas





Nunca houve tantas oportunidades para divulgar a Bíblia

31 10 2009

PORTUGAL - Sociedade Bíblica Portuguesa investe na divulgação em suportes digitais. A promoção e a divulgação da Bíblia são os principais objectivos da Sociedade Bíblica Portuguesa (SBP). Uma organização sem fins lucrativos que integra a Fraternidade Mundial das Bíblicas Unidas e que juntou em Portugal responsáveis das 145 Sociedades que a nível internacional trabalham com o mesmo objectivo.

Timóteo Cavaco, secretário-geral da SBP, dá conta das muitas oportunidades que hoje existem para divulgar a Bíblia. “Este é o livro mais traduzido e também mais distribuído”, regista à Agência ECCLESIA. Segundo números avançados por este responsável a Bíblia é traduzida em 2500 idiomas, um trabalho desenvolvido por mais de 500 equipas. A distribuição anual de Bíblias completas ronda os 30 milhões.
Não obstante estes números, são muitos os países, em especial no hemisfério Sul, que ainda não têm Bíblias. “Continua por isso a ser necessário distribuí-la”.

A SBP, “apesar de não ser um grande doador”, apoia essencialmente os países lusófonos. Timóteo Cavaco regista apoios na tradução e publicação em países “com recursos financeiros e tecnológicos escassos”.

A par da distribuição, “é necessário também investir na leitura da Bíblia”. Segundo um estudo recente promovido pela SBP, 97 % dos portugueses conhecem a Bíblia, mas apenas 70% possuiu uma Bíblia. Em Portugal “há um grande espaço de divulgação da Bíblia”, regista o secretário-geral que aponta a necessidade de desafiar as pessoas a lerem e a usarem a Bíblia. “Temos o objectivo de levar a Bíblia às pessoas e trazer as pessoas à Bíblia”.

Porque se constituem como uma sociedade ecuménica, a SBP não tem como objectivo “formar” mas “servir todas as Igrejas”, estabelecendo parcerias com vários institutos religiosos e com as dioceses para a distribuição bíblica. Numa sociedade secularizada o secretário geral da SBP indica ser “um grande desafio promover a Bíblia junto de pessoas que não estão inseridas nas Igrejas”.

O encontro da Direcção Global das Sociedades Bíblicas Unidas em Portugal teve como objectivo delinear estratégias entre parceiros para projectos de cooperação internacional. Este encontro foi também preparatório da Assembleia Mundial que a Fraternidade Mundial das Bíblicas Unidas vai organizar em Setembro de 2010, em Seul, na Coreia do Sul. Este encontro pretende analisar os desafios colocados à sua missão na globalização e reflectir sobre a optimização dos novos suportes para divulgação bíblica.

Paralelamente à Assembleia Mundial vai decorrer um encontro internacional com jovens representantes de diferentes regiões da Fraternidade. Serão cerca de 50 jovens a discutir sobre a importância da Bíblia na sua cultura e a influência no mundo contemporâneo.
Timóteo Cavaco rejeita que a publicação da Bíblia se extinga, mas reconhece o crescente protagonismo dos suportes digitais. São evoluções que a SBP quer acompanhar até porque “são um espaço com grande potencial”.

Uma presença na rede social «facebook» que a Sociedade Bíblica concretizou recentemente conseguiu juntar “num curto espaço de tempo cerca de um milhão de fãs”. Também no facebook, a SBP publica todos os dias um versículo da Bíblia e “registamos muitas reacções e comentários”.

:: Fonte: Notícias Cristãs





Somália demonstra fortes violações da liberdade religiosa

31 10 2009

SOMÁLIA - Na edição do dia 22 de outubro de 2009, a revista The Economist publicou uma matéria tratando sobre a gravidade da perseguição religiosa na Somália, analisando suas razões e indicativos.

Onde é o pior lugar do mundo para ser cristão? Talvez a Coreia do Norte? Arábia Saudita? Tente a Somália. Estima-se que existam menos de mil cristãos em uma população de 8 milhões de pessoas, com um pouco mais de mil no exílio. A milícia islâmica Shabab, que controla a maior parte do sul da Somália, está decidida a persegui-los.

Cristãos freqüentam as mesquistas às sextas-feiras, para não levantar suspeitas. Bíblias são escondidas. Não há reuniões públicas, igrejas católicas e cemitérios foram destruídos. As últimas freiras da capital foram “caçadas” em 2007. No ano anterior, uma enfermeira idosa que trabalhava em um hospital foi assassinada. Os únicos cristãos que restaram são somalis nativos.

Prender e matar os cristãos é uma propaganda útil para o Shabab, e também para ensinar seus militantes e homens-bomba que a América, Inglaterra, Itália, o Vaticano, juntamente com a Etópia e o Quênia, todos são “expedicionários” tentando converter os somalis ao cristianismo, e que a ONU se esconde atrás deles de forma abominável. Israel, é claro, também faz sua parte para minar o islamismo.

O governo inconstante dirigido pelo Sheikh Sharif Ahmed, cuja lei é muito fraca no território que não é dominado pelo Shabab, não irá responder por qualquer cidadão que for pego com uma Bíblia. Apesar de professar moderação, ele defende uma versão da sharia (lei islâmica) segundo a qual todos os cidadãos da Somália nascem muçulmanos e qualquer um que se converte a outra religião é culpado de apostasia, crime punível de morte.

Todos os meses, muitos somalis são mortos por serem cristãos. Às vezes, esse é somente uma desculpa para que os jihadistas perseguirem as pessoas suspeitas de trabalhar para a Inteligência etíope. Mas muitos são simples cristãos. De acordo com fontes somalis e grupos cristãos estrangeiros que monitoram a Somália, pelo menos 13 membros de igrejas clandestinas foram mortos nos últimos meses. A maioria era menonita¹, evangelizados por missionários no rio Juba, sul da Somália.

Entre eles, uma mulher de 46 anos que foi baleada depois que encontraram uma Bíblia em sua cabana; um senhor de 69 anos foi morto próximo a um porto em Mogadishu depois que militantes do Shabab encontraram 25 Bíblias somalis em sua bolsa; dois meninos, de 11 e 12 anos, foram decapitados pelo Shabab depois que seu pai se recusou a divulgar informações sobre uma igreja clandestina. Centenas de somalis foram mortos por serem cristãos desde que o Shabab surgiu em 2005.

Tais atrocidades – e relatos de que o Alcorão era lido para as vítimas, mesmo no momento da decapitação – estão perturbando os cristãos evangélicos na América. O governo de Ahmed precisa de dinheiro para se sustentar. Mas se ele falhar em sugerir que os cristãos devem ser tolerados, vai perceber que o Congresso Americano estará cada vez mais relutante em ajudá-lo.

¹ pertencente à seita protestante do cristianismo que prega vida simples e se nega ao batismo

:: Fonte: Missão Portas Abertas