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Conheça as últimas provações enfrentadas pelos irmãos eritreus

A Eritréia proibiu o funcionamento de todas as igrejas protestantes independentes em maio de 2002. O governo reconhece só a Igreja Ortodoxa, Católica e Luterana como oficiais, além do tradicional islã praticado por metade da população. O governo de Asmara prendeu 2000 cristãos evangélicos que estão divididos em penitenciárias,delegacias de polícia e acampamentos militares porque eles se recusaram a aderir à restrição imposta sobre as comunidades protestantes.

Esses cristãos encarcerados são mantidos principalmente em circunstâncias horrorosas. Repetidamente eles sofrem espancamentos e tortura. Alguns são mantidos em celas subterrâneas ou em contêineres de metal, onde enfrentam calor sufocante durante o dia e o frio amargo durante a noite. A comida é insuficiente para sustentar os prisioneiros e o atendimento médico é só para os casos mais graves.

O presidente da Eritréia, Isaias Afwerki, e o governo dele negam categoricamente que exista perseguição religiosa no país, insistindo que relatos de organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional, por exemplo, são baseados em “falsas alegações, exageradas e infundadas”. Porém, a detenção de cristãos continua e não diminuiu em 2008.

Os principais acontecimentos na Eritréia ao longo de 2008:

6 de janeiro: 35 membros da Igreja Fé em Jesus são presos em Massawa.

13 de fevereiro: 10 cristãos (7 homens e 3 mulheres) da Igreja do Evangelho Pleno detidos na prisão militar Asabe há 4 anos são transferidos para a terrível prisão de Adi-Abyto, seis meses antes de serem soltos.

16 de fevereiro: os 35 membros da Igreja Fé em Jesus são soltos.

Fim de fevereiro: 10 membros da Igreja do Deus Vivo (uma dissidência copta) foram presos e mantidos na delegacia de polícia de Mendefera.

23 de maio:Os 10 membros da Igreja do Deus Vivo passam três meses na delegacia e 15 membros da Igreja Kale-Hiwet, presos em uma data desconhecida, são libertados sob fiança.

25 de maio: Incursão policial em uma residência privada de Abdi-Kuala prende 25 pessoas (20 homens e cinco mulheres do grupo Medane ( outra dissidência copta) que se reunia para orar pela nação no Dia da Independência. Eles foram levados para a delegacia de Abdi Kuala.

27 de maio: A polícia realoca os 25 membros do grupo Medane no notório centro de reabilitação militar Wi’a.

28 de maio:A polícia prende 34 membros (24 homens e 10 mulheres) da Igreja Berhane Hiwet (Luz de Vida) em Keren. Todos eles são levados para a prisão, os filhos deles são deixados para trás sem qualquer cuidado.

29 de maio: polícia transfere as 10 mulheres que pertencem ao Berhane Hiwet para a prisão militar de Adi-Abyto.

30 de maio: Os 24 homens da Igreja Berhane Hiwet são transferidos para o centro de reabilitação militar Wi’a.

31 de maio: seis das dez mulheres que estavam na prisão militar de Adi-Abyto são libertadas sob fiança. Quatro das que ficaram, uma delas grávida, são mantidas sob custódia.

10 de junho: duas das mulheres ainda presas, incluindo a mulher grávida de sete meses, são soltas. As mulheres não assinam o papel de retratação, mas são advertidas a não participarem de qualquer atividade da igreja.

Motivos de oração:

1 – Ore pelos cristãos que estão na prisão. Peça para que eles permaneçam firmes na fé e vejam a graça do Senhor no meio de circunstâncias tão degradantes. Eles estão sendo mantidos sob circunstâncias terríveis de higiene, alimentação e maus tratos. Os cristãos são tratados de uma forma muito pior do que os mais violentos criminosos. Ore para que eles tenham o amor de Deus por aqueles que os perseguem.

2 – Ore para que o presidente e o gabinete dele tenham sabedoria e possam se tornar bons governantes. Peça para que eles entendam a responsabilidade deles para com os cidadãos da Eritréia. Peça para que eles posam aprender sobre o temor a Deus. Ore para que o Senhor possa impactá-los com a importância de ser fiel à própria Constituição do país, a fim de que ela não seja apenas letra morta.

3– Lembre-se de orar pelos líderes cristãos que enfrentam terríveis pressões. Agradeça ao Senhor por aqueles que insistem em continuar com seus ministérios a despeito dos riscos e eventuais conseqüências. Ore para que eles sejam fortalecidos, tenham fé e coragem para enfrentar circinstâncias tão hostis.

:: Fonte: Portas Abertas

Adolescentes cristãs são seqüestradas

Um pai cristão do Paquistão está em uma batalha legal com seqüestradores pela custódia de suas duas filhas pré-adolescentes, que supostamente foram forçadas a se converterem ao islamismo.

No último dia 10 de julho um juiz da província de Punjab, no Paquistão, ordenou mais investigações sobre o seqüestro de Saba Younis, 12 anos, e Aneela Younis, 10 anos, que estão desaparecidas desde 26 de junho na pequena cidade de Chowk Munda.

Os seqüestradores pediram a custódia das meninas na delegacia de polícia local em 28 de junho, declarando que as irmãs se converteram ao islamismo e que seu pai não tinha mais direito sobre elas.

Quando o pai das duas meninas, Younis Masih, foi intimado pela polícia para testemunhar, a polícia inicialmente se recusou a registrar o caso contra os seqüestradores - Muhammed Arif, Abjad, Ali e um quarto homem não identificado – que são conhecidos por pertencer a uma rede poderosa de tráfico de pessoas.

Ao contrário, como declararam ativistas dos direitos humanos ao Compass, Younis Masih foi orientado a “ficar em silêncio”, pois, como os oficiais disseram, as meninas abraçaram o islamismo em uma declaração por escrito.

Situação delicada

Foi apenas na semana passada que, com a ajuda de advogados e do Ministério dos Direitos Humanos e Assuntos das Minorias, Younis Masih registrou uma queixa oficial na delegacia local.

O advogado da família cristã, Khalil Tahir, disse que os seqüestradores provavelmente violentaram e venderam as duas menores a um bordel. Moradores do local vêem os homens como seqüestradores em série.

Muitos detalhes sobre as condições e o local onde estão as meninas permanecem desconhecidos, e a família não teve contato com elas. Tahir disse que os criminosos não levaram as meninas seqüestradas à audiência do dia 10.

“Provavelmente elas foram violentadas”, disse o advogado. “Nós não tivemos contato com as elas”.

Ação Institucional

Khalil Tahir, um ativista dos direitos humanos e advogado, declarou que no Paquistão menores não podem ser coagidos a mudar de fé. Tahir também é membro da Assembléia da Província e disse que se o Escritório do Distrito Policial não cooperasse e registrasse o caso em sua delegacia, ele iria entrar com uma ação imediata na Justiça.

“Eu estou tentando um contato com o Escritório do Distrito Policial para saber sobre o registro do caso criminal”, declarou Tahir. “Eles ainda não registraram o caso. É o dever deste escritório registrar o caso, mas não estão cumprindo com sua obrigação, então estou tentando contato com eles ou levarei o caso à Suprema Corte”.

Minoria cristã é alvo

Ashfaq Fateh, um advogado cristão que estabeleceu contato com Younis Masih nesta semana, disse que a família católica das meninas não recebeu ameaças por causa de sua fé. Ele afirmou, no entanto, que o seqüestro foi um problema religioso.

“Por serem fracas e pertencerem a uma comunidade cristã, as meninas foram seqüestradas”, disse ele.

Saba e Aneela Younis, as mais novas de oito filhos, foram seqüestradas enquanto estavam a caminho da casa do tio.

“O seqüestro das minhas filhas me fez sentir inseguro neste país”, declarou Masih a Fateh em uma conversa telefônica. “Meus conterrâneos muçulmanos pensam que nós [cristãos] não somos seres humanos. Eles pensam que não temos dignidade.”

“Isso acontece todos os dias”, disse Tahir sobre os seqüestros de crianças paquistanesas e o tratamento injusto para com os cristãos, “porque somos pessoas marginalizadas e humilhadas”.

:: Fonte: Portas Abertas

País não pretende mudar sua lei de religião

Apesar de discussões nos últimos anos, o Azerbaidjão não pretende mudar sua Lei de Religião agora, disse um funcionário sênior do Comitê Estatal para Trabalho com Organizações Religiosas, em declaração ao Forum 18.

“Não haverá nenhuma nova Lei de Religião”, afirmou categoricamente Jeyhun Mamedov. Ele se recusou a especificar por que tomou esta decisão.

A legislação atual, incluindo a Lei de Religião, é criticada há muito tempo pelas comunidades religiosas, que por sua vez, vêm pressionando as autoridades e pedindo por mudanças.

Reclamações

As principais reclamações da lei atual são: censura compulsória de todos os textos religiosos; negação arbitrária de status legal para as comunidades religiosas; restrições à entrada de estrangeiros e a detenção ou prisão de cristãos.

Fazil Gazanfaroglu Mustafaev, um deputado de oposição do Parlamento, também está preocupado com as ações arbitrárias das autoridades contra as comunidades religiosas. “É ilegal a invasão policial a comunidades religiosas”, disse ele.

“Mas ainda se faz isso. É o mesmo problema para com partidos políticos, jornalistas e organizações não-governamentais, isso não está na lei, mas é amplamente praticado”, afirmou.

Após a declaração do funcionário do governo, alguns cristãos se sentiram desanimados, mas garantem que continuarão em luta pela defesa da liberdade de culto no Azerbaidjão.

:: Fonte: Portas Abertas

Budistas fazem abaixo-assinado contra igreja em Middeniya, Sri Lanka

No último dia 12 de junho, um templo budista lançou uma campanha contra a existência de uma igreja em Middeniya, cidade que fica no distrito de Hambanthota, e recolheu assinaturas de residentes da área. Fontes locais dizem que os monges pretendem entregar o abaixo-assinado ao presidente Mahinda Rajapaksa.

Cristãos no distrito de Hambanthota pediram oração para desativar a iniciativa, a fim de protegerem o direito deles para adorar e proteger suas famílias (relembre o início da campanha contra os cristãos, clique aqui/Portas Abertas).

Extremistas budistas foram responsáveis por inúmeros ataques contra cristãos nos últimos seis anos, seguindo uma campanha anticristã lançada em 2002 por Gangodavila Soma, um monge budista muito venerado.

Depois da morte de Gangodavila Soma, em dezembro de 2003, extremistas estenderam a campanha deles para a implementação de leis anticonversão, convocando o governo a proibir o que eles chamam de ” conversões pouco éticas ao cristianismo”.

Leis anticonversão “importada” da Índia

Eles formaram o próprio partido político, o Jathika Hela Urumaya (Partido da Herança Nacional), para levar adiante a legislação anticonversão, nos moldes semelhantes aos partidos da Índia. Desse modo, converter alguém a uma outra religião “por força ou através de fascinação ou por qualquer meios fraudulentos” seria ilegal.

Ratnasiri Wickremanayake, o ministro do Sri Lanka para Assuntos Budistas, está ajudando na tramitação de uma lei anticonversão aprovada pelo gabinete em 2004.

Porém, ambas as leis acabaram intensificando o conflito local com os rebeldes Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE, sigla em inglês), que lutam por uma pátria independente no nordeste do país e por isso ainda não tiveram êxito.

Ore para que essa campanha dos budistas contra os cristãos não prossiga e para que esses projetos de leis anticonversão sejam desativados.

:: Fonte: Portas Abertas

Ataques a igreja jesuíta e orfanato protestante em Orissa, Índia

Mais um episódio de violência anticristã no Estado indiano de Orissa. Na última terça-feira (8), a residência, a igreja dos jesuítas e um orfanato protestante foram atacados e destruídos por um grupo de extremistas hindus pertencente à organização Vishwa Hindu Parishad.

O ataque ocorreu no distrito de Kandhamal, mesmo local onde sete meses atrás outro episódio de violência causou a morte de seis pessoas e a destruição de 95 igrejas (relembre). Desta vez, o motivo do ataque seria o abatimento de uma vaca, animal sagrado para os hinduístas.

O arcebispo de Cuttack-Bhubaneswar, dom Raphael Cheenath, condenou o atentado e se reuniu com as autoridades locais para pedir o restabelecimento da legalidade e da segurança para todos.

Esse ataque confirma o clima de intimidação e medo no qual a comunidade cristã continua vivendo no Estado de Orissa.

Em junho, os bispos indianos abordaram novamente a questão, recordando que os cristãos do Estado preferem permanecer em campos de deslocados montados pelas autoridades a voltar para suas casas. Uma comissão foi instituída para investigar os últimos casos de violência, mas, até o momento, nada foi divulgado.

:: Fonte: Portas Abertas