Bando atravessa culto evangélico fugindo da polícia

9 02 2010

BRASIL - Bandidos em fuga assustaram fiéis de um culto evangélico em uma igreja na Travessa Cunha Galvão, na Freguesia, em Jacarepaguá. Segundo policiais da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), o pastor disse que três homens atravessaram o templo correndo e fugiram para os fundos, onde existe um matagal.

Os agentes foram para a Rua Domingos Cabral no fim da noite de quinta-feira, com o objetivo de prender uma quadrilha que tinha se reunido para combinar o assalto a duas agências bancárias. Quando eles chegaram, houve uma intensa troca de tiros.

Márcio Vieira da Silva foi baleado, socorrido para o Hospital Cardoso Fontes e agora está preso sob custódia. Fernando Luciano de Oliveira foi preso em flagrante. Com eles, foram apreendidos dois revólveres calibre 38. Segundo a investigação, um dos homens que fugiu seria vigilante de uma agência bancária na Barra da Tijuca.

:: Fonte: O Verbo





Da pegação para a pregação: Como é a cabeça dos jovens que decidem ser padre ou pastor?

9 02 2010

Como é a cabeça dos jovens que decidem ser padre ou pastor?

Jovens, bonitos e regiliosos! Conheça a história de vida de padres e pastores que, mesmo na adolescência, decidiram atender ao “chamado de Deus”.

Você teria coragem de se tornar um servo de Deus como o jogador Kaká, do Milan, que declarou à imprensa que, quando parar de jogar futebol, se tornará pastor? Pois é, muitos jovens no Brasil optam por esta escolha e cedo largam as festas, as pegações e as noitadas para se dedicarem inteiramente a Deus.

É claro que as igrejas são diferentes, mas a rotina e a “vocação” são as mesmas. Segundo o Padre José Aguirre, 71 anos e 47 de sacerdócio, “Deus chama, mas tem que ter muita força e principalmente vocação, pois hoje vivemos em um mundo muito materialista, em que os valores foram invertidos”.

Mas o que seria esta tal vocação? Como uma pessoa tão jovem sente a necessidade de seguir a Jesus desta forma única? E a rotina, se transforma? Perante seus amigos e familiares você terá que mudar suas atitudes? E a pergunta que não quer calar, rola conflito ou até preconceito em cima destas pessoas que seguem esta estrada muitas vezes deixada de lado?

Vamos começar definindo o que é esta tal de vocação. Segundo o dicionário Aurélio este termo significa “escolha, predestinação, talento ou aptidão”. “É Jesus quem toca o coração e chama as pessoas para seu reino. Hoje dou graças a Ele, porque muitos jovens estão ouvindo seu chamado e descobrindo seu verdadeiro talento”, comenta o Pastor Luis Henrique Amando Gonçalves, de 37 anos, que guia uma unidade da Igreja Bola de Neve há quatro.

O adolescente que sente este chamado que o pastor Gonçalves tanto ressalta, tem que ter muita fé e cuidado, porque o início na caminhada na igreja é muito delicado, gera insegurança e muitas perguntas. “Acredito que quem decide seguir rumo ao sacerdócio, nunca o faz totalmente seguro de si, no começo há questionamentos e dúvidas, mas tudo é pensado e amadurecido nos dez anos de estudo. Toda a opção supõe uma renúncia, mas é uma escolha livre, com todas as suas responsabilidades”, destaca o Padre Paulo Afonso da Silva, 40 anos e 12 de sacerdócio.

O início

Os padres e pastores jovens que entram no seminário optam por este caminho ainda na adolescência e quase 100% deles foram criados dentro de uma religião. Apenas o Padre George Fernandes, 31 anos, começou a freqüentar a igreja mais tarde, com 16, mas já com 19 sentiu a necessidade de se tornar sacerdote. “Fiquei entusiasmado pelo poder de Deus, com os escritos bíblicos que se tornavam reais e perceptíveis. Uma transformação começou a ser realizada em meu coração e o único caminho de estar mais próximo de tudo isso era me tornando padre”, afirma.

Já a trajetória de vida do Padre Ariel Alberto Zottola, 29, foi bem diferente. Ele foi criado dentro do catolicismo e com 15 anos decidiu que se tornaria padre para melhorar a vida das pessoas, tanto que, saiu de sua terra natal, a Argentina, e está há quatro anos e meio no Brasil como sacerdote. “Tenho prazer como padre em poder ajudar os outros, mas meu desejo maior é de alguma forma mudar este mundo e foi no seminário que encontrei este caminho”, comenta.

O Pastor Felipe Martines de Oliveira, 30 anos

A história dos evangélicos não é diferente. O Pastor Felipe Martines de Oliveira, 30 anos, foi convertido para Igreja Bola de Neve com 21 e a partir deste momento achou mais prudente deixar sua vida nas mãos de Deus. “Com o passar dos anos, vi que era mais seguro viver na dependência de Deus do que na dos homens”. A mesma reação aconteceu com o Pastor Felipe Lopes Correa, 23, que lidera o grupo de jovens na Igreja Renascer em Cristo, ele percebeu que ´mergulhar de cabeça´ nos ensinamentos de Deus era mais vantajoso, pois Nele encontrou o que nunca tinha visto na bebida, prostituição e drogas.

Nova Vida

Hoje, para o jovem ser um religioso ele pode, ainda, enfrentar alguns conflitos e até preconceitos como o Pastor Felipe de Oliveira que precisou explicar nos detalhes para sua família e amigos que se tornaria pastor, muitos deles não aceitavam e não entendiam como um garoto que estudou tantos anos e estava em um momento excelente em sua profissão largaria tudo para seguir os ensinamentos de Deus. Já Padre Fernandes, quando comunicou à mãe da sua decisão ela ficou um mês sem falar com ele e ainda emendou a frase: “Eu quero netos”.

A rotina destes fervorosos na fé muda completamente, Fernandes afirma que seu dia-a-dia não tem uma programação pré-definida, antes, por exemplo, ele sabia a hora de levantar e o que o emprego exigia dele, já hoje, apenas espera o que Deus tem reservado para aquele dia. “Padre é uma condição existencial”, diz. Já a rotina do Pastor Felipe de Oliveira é repleta de estudo bíblico e contato direto com os membros da igreja, ações que quando não era pastor, ficavam limitadas aos fins de semana.

Em relação ao modo de vida de um padre ou pastor perante a qualquer outro jovem, as três denominações concordam e vão direto ao assunto: O que muda é que tanto o padre e o pastor ganham novas responsabilidades e suas atitudes precisam ser condizentes a essa nova realidade. “A vida religiosa possui seus deveres e direitos”, afirma o Padre Fernandes, e o Pastor Felipe Correa encerra: “Eu jogo bola e passeio, mas sempre cumpro com as responsabilidades e atitudes que assumi em minha nova vida”.

Ponto de vista médico

A adolescência é um período instável e é justamente nesta época que muitos jovens escolhem em seguir a vida religiosa. Para a psicóloga Beatriz Guimarães Otero esta opção implica alguns pontos, pois na puberdade o jovem é repleto de conflitos, dúvidas e muitos estão em busca de um sentido para vida e acabam encontrando na igreja uma forma de mudar o mundo. “O jovem é cheio de idéias e projetos e quer sempre lutar por uma sociedade mais justa, por isso que muitos deles optam por seguir a religiosidade”, afirma.

E realmente isto foi constatado! Os padres e pastores disseram que têm esta esperança e vontade de fazer este mundo melhor, como destaca o Padre Fernandes: “Todo o jovem possui um desejo muito grande pelo novo e de transformar o que é ultrapassado. É cheio de sonhos e projetos, de melhorar o que se vê”, diz.

Mas Beatriz ainda afirma que um jovem padre ou pastor recebe uma carga de responsabilidade psicológica muito grande e que o ideal é que estes religiosos tenham outra pessoa em quem eles podem confiar para conversar e até desabafar.

:: Fonte: O Verbo





Um terço dos jovens reconhece valor cultural da Bíblia

9 02 2010

FRANÇA - A capital francesa acolhe uma exposição sobre a Bíblia de 8 a 12 de Fevereiro. Uma oportunidade para os cidadãos se aproximarem da Palavra de Deus.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, sediada em Paris, apresenta ao público francês uma exposição sobre a Bíblia. O objectivo é promover a importância cultural do Livro Sagrado. Uma sondagem, realizada por esta ocasião, prova que é pouco conhecida dos cidadãos franceses. Apenas um quarto da população (26 por cento) afirma ler a Sagrada Escritura. Apesar dos 300 mil exemplares vendidos a cada ano, apenas 62 por cento dos compradores se debruçam sobre ela. Em suma, 74 por cento dos franceses nunca pegaram no Livro Sagrado, revela o jornal francês, Le Figaro.

Contudo, há um dado revelador. O estudo comprova que cerca de um terço das pessoas com menos de 25 anos reconhece valor cultural à Bíblia. E só 26 por cento dos mais de 60 anos concordaram com isso, quando seria de esperar o contrário. A opinião dos franceses divide-se entre o interesse «espiritual e religioso», em 66 por cento, e o interesse «cultural, literário e histórico», em 43 por cento dos casos. Entre os episódios mais conhecidos, 91 por cento dos inquiridos apontaram para a «Arca de Noé». Seguem a morte e ressurreição de Jesus e multiplicação dos pães.

Fátima Missionária/Notícias Cristãs/Amigos de Oração





Música secular – Posso ou não ouvi-la?

9 02 2010

“Podemos curtir música secular?” “Deus se importa com isso?” “É pecado curtir música secular?”

Só para responder essas três perguntas rapidamente:

1. Pode-se curtir música secular. Pode se jogar na frente de um caminhão. Pode até ir para o inferno se quiser também (existe vida além do “pode ou não pode”).

2. Claro que Deus se importa com isso.

3. Não, não é pecado curtir música secular. Mas, também, não é pecado atravessar a rua de olhos fechados. Só que isso não é muito esperteza.

Primeiramente, não gosto de dizer se pode ou não pode, criando uma aparência de regras e correndo o risco de virar religioso. Acho muito raso e imaturo a atitude de querer colocar regras, poder ou não poder, em tudo. Existem muitas coisas nesta vida cristã que podemos fazer as quais não são muito boas ou não fazem nada por sua vida espiritual, mas, ao mesmo tempo não podemos dizer enfaticamente que são pecados.

Para mim, a música é uma dessas coisas. Curtindo música secular, em si, não levará ninguém pro inferno. Entretanto, não levará ninguém a ser mais íntimo com o Senhor. Pelo contrário, pode até te fazer esfriar na sua vida espiritual. A pergunta que eu sempre tenho é, “Porque os filhos de Deus querem curtir um som que não edifica ou glorifica a Deus, enquanto que tem sons feitos por Deus que fazem isso?”

“E que comunhão tem a luz com as trevas?” (2 Coríntios 6:14)

Eu já li artigos pobres de pessoas que dizem que, pela razão de melhorar o seu talento dado por Deus, precisam curtir música secular. Tá legal. Deus te deu, mas o diabo vai te ajudar a aperfeiçoar. Faz muito sentido. Tanto quanto uma menina querendo assistir Carnaval na televisão para aprender novos passos pra usar na coreografia de sua igreja.

“E que comunhão tem a luz com as trevas?” (2 Coríntios 6:14)

Eu até já li um cara que falou que não conhece nenhum pastor que não curta música secular. Será????? Eu conheço pelo menos um.

Sei que a música foi criada por Deus e não pelo o diabo. Mas, isso não é uma boa desculpa para se curtir música secular. Meu amigo, sexo foi criado por Deus e não pelo o diabo. Porém, isso não vai me justificar de alugar um filme pornográfico. Tá entendendo? Claro que Deus criou a música e é óbvio que o diabo a perverteu. Por isso, vou procurar a coisa do jeito que foi criado por Deus e não a perversão. Há uma diferença muito grande.

Se você enche a sua cabeça com as letras de músicas seculares, me diga que não vai ter efeito na sua vida. Claro que vai. Se você enche um copo com suco de laranja, cheio de suco de laranja será. E se você encher a sua mente com a porcaria do mundo, cheia de porcaria será. E isso fará efeito no seu relacionamento com Jesus.

Existe uma história de um menino que ia para a casa do seu coleguinha todo dia para brincar. Depois de um mês, a sua mãe perguntou:

“Como está o seu amigo?”
“Qual amigo?”
“Aquele com quem você brinca todo dia”.
“Ah, ele. Ele não é o meu amigo”.
“Mas, você brinca com ele todo dia. Como vai me dizer que ele não é o seu amigo?”
“Ele não é meu amigo. Eu só gosto dos seus brinquedos.”
“Então, deixe me entender, você vai para a casa dele todo dia para brincar com ele e os seus brinquedos, mas não gosta dele?”
“É. Mas, sabe, por mais tempo que gasto com ele, mais posso me dar bem com ele.”

E esse daí é o risco de curtir tempo com o diabo. Muitos de nós passamos um bom tempo brincando com os brinquedos dele, mas não o consideramos nosso amigo. Será? Será que não estamos aprendendo a tolerá-lo porque gostamos dos seus brinquedos. Eu não sei, mas não curto tempo com os meus inimigos.

Para ver quais são as prioridades de um homem, só tem que prestar atenção aonde ele gasta o seu dinheiro. Para saber quais são os amigos daquele homem, é só prestar atenção com quem ele curte tempo.

“Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (Tiago 4:4)

A realidade é seguinte, Deus está levantando uma geração forte, ungida e separada. A força vem Dele. A unção vem Dele. Mas a decisão de se separar do mundo é sua. Você tem que decidir até que ponto quer ir com Ele. Não posso dizer que curtindo música secular vai destruir a sua vida espiritual, mas posso te garantir que não ajudará nem um pouco.

“E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2)

“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (2 Coríntios 6:14)

Vamos curtir tempo com a pureza e perfeição e não com a perversão. Vamos ser um povo separado e santo. Vamos ser radicais para que possamos ver resultados radicais. Vamos curtir tempo com Deus e não o diabo.

:: Fonte: Monte Sião





“Ninguém pode parar o evangelho”, afirma evangelista preso

9 02 2010

TANZÂNIA - Dois evangelistas cristãos em Dar es Salaam, Tanzânia, foram presos depois que muçulmanos os convidaram para discutir religião. No entanto, eles chamaram agentes de segurança que acusaram os evangelistas de pregar ilegalmente.

Os evangelistas anglicanos Eleutery Kobelo e Cecil Simbaulanga, soltos sob fiança, disseram que cristãos e muçulmanos organizaram o debate inter-religioso em um local neutro, para outubro de 2009, em Kariakoo, região de Dar es Salaam.

Eleutery disse que ninguém apareceu no debate, até que os muçulmanos chegaram com agentes de segurança do governo, que os acusaram de “usar sermões religiosos para incitar a desconfiança entre muçulmanos e cristãos”.

“Essa intimidação constante, em que os muçulmanos têm o apoio da polícia, está nos preocupando.”

Eleutery e Cecil ficaram presos por sete dias antes de ser liberados sob fiança no dia 27 de outubro. Outras acusações de reuniões ilegais foram feitas contra os dois cristãos, mas não está claro se as primeiras acusações ainda estão valendo.

Os cristãos Joseph Lima, Shadrack Mwasonya, Festo Mumba, Erastus Mwarabu, Joseph Mmari, John Chacha, and Daniel Mwakemwa também foram presos.

Eleutery disse que ficou muito preocupado com a acusação de ajuntamento ilegal, pois contradiz seu direito como cidadão. A Constituição da Tanzânia garante a liberdade de religião e de realizar ajuntamentos.

Muitos outros casos contra cristãos estão esperando julgamento no país; alguns, desde 2007.

“A mensagem que queremos passar é que precisamos de oração e ajuda em favor de nossas vidas.”

Cecil conta que os muçulmanos estão recorrendo à polícia para perseguir os cristãos porque eles têm poder político. O presidente da Tanzânia, Jakaya Mrisho Kikwete é muçulmano.

“Estamos sendo muito bem-sucedidos com nosso ministério aos muçulmanos, com milhares recebendo Cristo. Por isso, os muçulmanos querem impedir o movimento, mas ninguém pode parar o evangelho.”

:: Fonte: Missão Portas Abertas





Olhos que buscam a paz

9 02 2010

Aquela criança deveria ter não mais que 10 anos de idade. Seus olhos, cheios de raiva, fitavam o trem que passava lentamente pelo arrozal, a caminho de Pyongyang, capital da Coreia do Norte. Pedras eram atiradas pela criança contra o trem, que continuava em movimento, Os adultos, curvados, não se davam conta do que se passava. Estavam cabisbaixos, trabalhando no arrozal.

Eu estava naquele trem. Vi as pedras atiradas e o ódio nos olhos daquela criança. Uma imagem que não me sai da mente.

As horas se passavam lentamente e a fome começou a apertar. Deixei minha cabine e fui a caminho do vagão-restaurante. Descobri que não havia vagão-restaurante! Eu e meu companheiro de jornada, Aguinaldo, presidente do conselho da Missão, não podíamos transitar entre os vagões. Estávamos presos ali, sem comida, sem água e sem liberdade de movimentos.

Assim começou nossa viagem para a Coreia do Norte, o país mais fechado ao evangelho em todo o mundo.

É PROIBIDO CORRER

A sensação de clausura durou a viagem inteira.

Duas “guias turísticas” foram designadas pelo governo para nos acompanhar por todo canto. Não tínhamos liberdade para ir e vir, pois, na prática, elas funcionavam como agentes para nos fiscalizar.

Logo nos primeiros dias, perguntei a elas se a Coreia do Norte era um país livre. Elas responderam que sim. Disse, então, que sairia sozinho pela cidade, para fazer minha corrida diária. Uma das guias, visivelmente tensa, disse que isso não era aconselhável.

Perguntei se a cidade era perigosa e ela respondeu que não existia violência em Pyongyang. Comentei que em minha cidade, São Paulo, existia muita violência, mas que, mesmo assim, corria pelas ruas para me exercitar. Dei um grande sorriso, agradeci e informei que faria meu exercício diário.

Ela limitou meu trajeto a algumas ruas próximas ao hotel e, quando desci para correr, lá estava ela. Fui correndo até uma barreira policial. Lá estava a guia. Sorrindo, ela disse ter sido uma coincidência ter me encontrado.

Dei a volta e retornei para o hotel. Quem estava lá? Era a guia, já me esperando, sorrindo, dizendo que estava surpresa com tantas coincidências. Por onde eu passava por aquela cidade “livre”, lá estava ela. Tentava ser onipresente e parecia de fato conseguir.

UM LÍDER ONIPRESENTE

Todos naquele país são vigiados dia e noite. Relatos indicam que professores estimulam as crianças a denunciar os pais que fazem orações ou lêem a Bíblia em casa.

No metrô, nos jornais, nas ruas, há quadros e fotografias do falecido presidente Kim ll-Sung, chamado de “grande pai” Todos os habitantes que vi usam um broche com a fotografia dele. Quando se casam, viajam até a grande estátua de Kim ll-Sung, como a pedir bênção e prestar adoração.

Não se passa um quilômetro sem que sejam vistos outdoors, estátuas ou objetos que lembrem Kim ll-Sung ou seu filho e atual presidente, Kim Jong-ll. Logo pela manhã, os microfones de Pyongyang tocam uma música do falecido líder.

Durante toda a viagem, tentaram estar com os olhos presentes sobre nossos passos e comentários, determinando horários, itinerário, o que podíamos ver, o que deveríamos fotografar e até o que deveríamos dizer.

Em determinado momento, nos levaram para ver a estátua de Kim ll-Sung, e as guias queriam que nos curvássemos diante da estátua. Respondemos que éramos cristãos, respeitávamos as tradições, mas não faríamos aquilo. Elas ficaram surpresas e chocadas. Depois de muita insistência, nos desobrigaram de nos prostrar ou ofertar flores ao pai do atual ditador.

RESTARAM OS OLHOS

Mas vimos Deus agindo.

Mesmo na Coreia do Norte, o país mais opressivo do mundo, manifesta-se o Pai presente e amoroso, o Filho que se sacrificou na cruz pelos que sofrem e o Espírito Santo, Único e Consolador.

Um dia, fomos a um restaurante almoçar. Obviamente, as guias e o motorista que nos acompanhavam estavam juntos, vigiando. Fomos encaminhados a uma sala isolada para turistas, como normalmente fazem, para evitar nosso contato com a população.

Por alguma razão, esqueceram que estávamos naquela sala e trancaram o restaurante. Ficamos lá presos, eu, Aguinaldo, as guias e o motorista. Sem ter o que fazer, começamos a conversar. Falamos sobre nossas vidas, nossas famílias, nossas alegrias e tristezas. Falamos sobre o perdão e sobre um Deus que nos dá capacidade para perdoar.

Lembrei-me dos olhos daquela criança que apedrejava o trem. Vi os olhos das guias. Olhos comovidos e que deixavam de lado, aos poucos, o medo e a raiva. Elas nos contaram um pouco como viviam. A dificuldade de conseguir alimento, o desrespeito contra a mulher, as lutas e conflitos familiares, a tensão no ambiente de trabalho. De repente, ficamos todos iguais. Com lutas, alegrias e tristezas.

Fui orientado pela Portas Abertas Internacional a não divulgar detalhes da viagem, por motivos de segurança. Mas me sobraram os olhos. Os olhos da criança raivosa que clama por liberdade e deseja salvação. Os olhos das guias, que vivem privações e precisam desesperadamente do evangelho. E os meus olhos, que se enchem de lágrimas ao lembrar que temos um Santo Espírito Consolador, que ama os norte-coreanos com a mesma infinita intensidade que ama você.

Neste momento em que escrevo em minha casa confortável, num país livre, com meu filho ao lado, tendo alimento e teto, compartilho sobre milhões de pessoas que clamam por sua vida e por seus olhos que, voltados a Deus, farão diferença na vida dos nossos irmãos perseguidos por amor a Cristo.

:: Fonte: Revista Portas Abertas – Edição Fevereiro de 2010





Polícia auxilia muçulmanos a perseguir cristãos

9 02 2010

TURCOMENISTÃO - A perseguição de protestantes que se reúnem e oram sem a permissão do Estado continua no Turcomenistão. A agência Forum 18 relata que até grupos de civis muçulmanos invadem as casas de cristãos, confiscam Bíblias e levam os cristãos até a delegacia.

No dia 20 de dezembro, na cidade de Dashoguz, o chefe mufti, imam da região, liderou uma invasão policial contra a igreja Batista Caminho de Fé, onde os cristãos se reuniam para o culto de domingo. Os policiais tiraram fotos de todos os presentes e confiscaram mais de 100 Bíblias e outros livros cristãos. Todos os 22 cristãos presentes foram levados à delegacia e interrogados por horas; alguns, por medo, assinaram um documento prometendo não frequentar mais nenhum culto cristão.

As autoridades declaram que é proibido um grupo se reunir sem estar registrado no Estado, mas alguns cristãos disseram que tentaram se registrar a muito tempo atrás, mas não obtiveram respostas.

No dia 28 de janeiro, em Gurbansoltan-eje, ainda na região de Dashoguz, a polícia interrompeu uma festa de aniversário em uma residência, identificou e interrogou todos os presentes e levaram o pastor Yuri Rozmetov e sua mãe para a delegacia, onde ficaram detidos por horas.

A Forum 18 relatou que tais ações são frequentes: Na cidade de Maria, a polícia secreta intimou os fieis da igreja Pentecostal Paz para o mundo, e os interrogou durante horas. Eles foram forçados a assinar documentos desistindo da fé cristã.

No fim de janeiro, o pastor Ilmurad Nurliev, de Maria, foi impedido de deixar o país. Ele foi forçado a desembarcar do avião, pois, em 2007, ele foi proibido de viajar para outros países, sem saber o motivo.

:: Fonte: Missão Portas Abertas





Paraíba realizará Seminário sobre a Igreja Perseguida

9 02 2010

BRASIL - A partir do dia 10 a Paraíba recebe o XII Encontro para a Consciência Cristã. Durante sete dias, a cidade de Campina Grande sediará o encontro, onde temas variados serão abordados. Inserido no evento, acontece o II Seminário Paraibano sobre a Igreja Perseguida, sob coordenação da Missão Portas Abertas.

A conferência abordará o tema: “Os desafios da liberdade religiosa no Ocidente e os ensinos dos que vivem sem ela.” O secretário geral da Missão Portas Abertas, Carlos Alfredo de Sousa, será o responsável pelo seminário que acontece nos dias 14, 15 e 16 e discutirá os seguintes temas, sempre no período da manhã, das 9h30 às 11h30:

- Dia 14 – A liberdade religiosa está ameaçada no Brasil?

- Dia 15 – Os focos e tipos de perseguição no mundo contemporâneo

- Dia 16 – Entendendo a perseguição para ajudar a Igreja Perseguida

O encontro acontece no Parque do Povo. Para mais informações, acesse o site www.consciênciacrista.org.br

:: Fonte: Missão Portas Abertas





Exemplos de Perseverança

8 02 2010

Temos muito onde nos inspirar na oração perseverante. Olhemos para Abraão, o pai da fé. Por seis vezes colocou sua oração diante de Deus, e o resultado é que Ló não foi destruído com Sodoma e Gomorra (Gn 18:22-33). O que dizer das orações desse gigante da intercessão que foi Moisés, permanecendo sobre seu rosto, diante de Deus, por quarenta dias e quarenta noites, sem comer, Sem beber, intercedendo pela nação, até que o cetro de Deus se levantasse e o povo fosse poupado (Dt 9:18-20)? Isso é que é perseverança!

Moisés foi tão insistente, que nos assombra em sua ousadia e importunação diante de Deus. O povo pecara grosseiramente, quebrando a primeira palavra de aliança. Diante da justiça e retidão de Deus, não havia como poupá-lo. Dera lugar ao diabo e este conquistara um direito legal de oprimi-lo. Deus informa o caso a Moisés, propondo consumir o povo e fazer dele uma grande nação. Moisés recusa terminantemente a idéia e argumenta com Deus com uma veemência singular:

“Por que se acende, Senhor, a Tua ira contra o Teu povo, que tiraste da terra do Egito com grande fortaleza e poderosa mão? Porque hão de dizer os egípcios: Com maus intentos os tirou, para matá-los nos montes, e para consumi-los da face da terra. Torna-te do furor da Tua ira e arrepende-te deste mal contra o Teu povo…” (Gn 32:11,12).

Só que Moisés ainda não vira o espetáculo. Vendo-o, porém, fica tão indignado e perplexo diante de tão monstruoso quadro do povo adorando um bezerro de ouro, que “acendendo-lhe a ira, arrojou das mãos as tábuas e quebrou-as ao pé do monte; e pegando no bezerro, que tinham feito, queimou-o no fogo, e o reduziu a pó que espalhou sobre a água e deu de beber aos filhos de Israel” (Ex 32:19b-20).

Agora Moisés pode entender bem o que Deus estava sentindo. Mesmo assim volta à Sua presença para insistir no perdão e, desta vez, vai ao cúmulo de dizer: “Agora, pois, perdoa-lhe o pecado; ou se não, risca-me, peço-te, do livro que escreveste” (Ex 32:32).

Deus ouve a Moisés, mas diz-lhe que não pode ir ao meio do povo, por causa da sua dureza, para que não o consumisse pelo caminho (Ex 33:33-5). Mas enviaria um anjo que os guiaria (Ex 33:2). Aí Moisés volta a insistir na sua maneira ousada e importuna de falar: “Tu me dizes: Faze subir este povo, porém, não me deste saber a quem hás de enviar comigo; contudo disseste: conheço-te pelo teu nome, também achaste graça aos Meus olhos…” (v. 12).

Deus atende Moisés: “A Minha presença irá contigo, e Eu te darei descanso” (v. 14). Ele ainda não se conforma, e insiste: “Se a Tua presença não vai comigo, não nos faças subir deste lugar. Pois como se há de saber que achamos graça aos Teus olhos, eu e o Teu povo? Não é porventura, em andares conosco, de maneira que somos separados, eu e o Teu povo, de todos os povos da terra” (V.15,16)? Mais uma vez Deus atende Moisés: “Farei também isto que disseste; porque achaste graça aos Meus olhos, e Eu te conheço pelo teu nome” (v. 33:17).

Você dirá: Agora ele vai se dar por satisfeito! Que nada! Aproveita a declaração de Deus e pede mais: “Rogo-te que me mostres a Tua glória” (v.17)! Isso é que é importunação, perseverança, determinação! E não pense que ele parou por aí. Deus pede que ele faça novas tábuas e suba ao monte, e ele confessa no texto que vimos que fez súplicas pelo povo por mais quarenta dias. Não admira que tenha tido o relacionamento com Deus que nenhum mortal até hoje foi capaz de provar na terra. Como precisamos do espírito de Moisés! Todo intercessor deve se debruçar sobre suas orações e aprender dele.

A igreja primitiva conhecia o segredo da oração perseverante. O capitulo doze de Atos relata a perseguição porque passava a igreja e a prisão do Apóstolo Pedro, por parte de Herodes, que pretendia matá-lo depois da Páscoa. Porém aí somos informados: “Pedro, pois, estava guardado no cárcere; mas havia oração incessante a Deus por parte da igreja a favor dele” (At 12:5). Resultado: Um anjo entrou na prisão, libertou-o e ele prosseguiu sua obra de implantação do Reino. Tudo porque a igreja perseverou em oração.

Que o fogo de Deus arda tanto em nosso coração, que jamais deponhamos as armas no combate da intercessão, até que vejamos as causas que nos impulsionam a buscá-lo, conformadas plenamente com Seus eternos propósitos.

:: Extraído do Livro – O poder da intercessão, de Valnice Milhomens.





O evangelho é como primavera! – É sob medida para os jovens

7 02 2010

Há em nossa casa uma mesa redonda onde acontece a maioria das nossas conversas. É lá que se fazem planos e se costuram acordos. Um dia, em torno da mesa, estávamos planejando um fim de semana em família. Como éramos seis e o lugar era longe, estava difícil achar uma solução. Quando finalmente as peças pareciam se encaixar, surgiu uma condição: os meninos queriam voltar no domingo à tarde, pois precisavam ir à igreja. Já meio exasperado, eu disse: “Mas não é possível faltar uma vez?” A resposta veio certeira: “Mas, pai, esse é o nosso ministério!”.

Eles haviam descoberto a palavra mágica: ministério. Afinal, era ela que, em nossa casa, tornava os compromissos “imexíveis”. Eles a usaram na hora certa e nós, como pais, entendemos a mensagem… Mas a verdade é que Silêda e eu estávamos muito felizes, pois víamos que eles, em plena adolescência, estavam achando o seu caminho e encontrando na igreja relações e atividades significativas. Ao nos mudarmos para Curitiba, no final de 1991, veio conosco uma preocupação: encontrar uma igreja que abraçasse os nossos filhos e lhes transmitisse significado. Isso aconteceu na Comunidade do Redentor. Ali eles encontraram evangelho e amigos, música e quadra de basquete, ministração bíblica e grupo de teatro. Silêda e eu somos profundamente gratos a esta igreja, que acolheu os nossos filhos e ajudou-os a encontrar o caminho da vocação.

Por ocasião dos 40 anos da Revista Ultimato me pediram que falasse sobre “Jovens Alcançando Jovens”. Decidi olhar para dentro da minha própria casa e ver como isso aconteceu no nível familiar, e cheguei à conclusão de que o evangelho gosta de alcançar jovens!

É fundamental que nossas igrejas se coloquem a serviço desse evangelho e ofereçam espaço para que os jovens encontrem nesse evangelho e nesse espaço o seu significado de vida e o universo das suas relações de vida mais profundas. Os jovens sabem ocupar esse espaço e tornam-se instrumentos desse evangelho: jovens alcançam jovens. Olhando para a minha própria vida, vi que foi exatamente isso que aconteceu. Vindo de uma família luterana tradicional, o meu encontro com o evangelho, que começou na infância, mas se solidificou na adolescência e juventude, determinou fundamentalmente o meu caminho de vida. Foi nessa época e nesse contexto que Deus me deu a experiência da vocação. Gosto muito de lembrar o que o evangelho fez comigo na juventude, dando à minha vida o seu significado maior, levando-me a descobrir não apenas que Deus se importava comigo, mas que ele estava me chamando para servi-lo. Grande descoberta e grande caminhada! Assim, depois de um curso técnico em contabilidade, fui estudar teologia para servir a Deus em tempo integral em diferentes ministérios cristãos.

O encontro com o evangelho acabou determinando também os meus relacionamentos e me mostrando que a vida acontece em comunidade. Revendo a minha caminhada, constato que os meus relacionamentos significativos aconteceram a partir do evangelho e por causa dele. O próprio encontro com a Silêda é expressão deste fato. De que outra maneira um “alemão” de Joinville iria conhecer uma maranhense e viajar mais de cinqüenta horas de ônibus para transformar esse relacionamento em casamento? Foi coisa do evangelho. E é claro que ela era ela!

O evangelho me levou, não apenas a conhecer o Brasil, através do ministério estudantil na Aliança Bíblica Universitária, no qual Silêda e eu estávamos envolvidos. Deu-me também uma percepção de realidade que vai além da geografia, me possibilitando encontrar diferentes expressões culturais e enxergar a realidade a partir da ótica do pobre e da busca da justiça.

A minha geração, assim como a dos meus filhos, tiveram o privilégio de vivenciar um tempo em que os jovens estavam buscando o evangelho e o evangelho encontrava os jovens. Isso é muito bom e muito bonito! Quem sabe até onde irá este tempo de oportunidade? Depende de como estes jovens serão discipulados e de como as igrejas e os vários ministérios existentes entre nós continuarão gerando espaço para o jovem alcançar outros jovens, sem uma tutela enquadradora.

Uma experiência que Osmar Ludovico, Ricardo Barbosa e eu estamos fazendo, de mentorear alguns líderes jovens, revela que um grande número deles está em dificuldades com suas igrejas. Essa dificuldade acontece diante de igrejas autoritárias sem espaço para uma liderança jovem autêntica. Igrejas conservadoras onde presbíteros consideram a igreja o seu monopólio. Igrejas cujos pastores não permitem a emergência de uma liderança jovem contestadora. Igrejas que vivem para si mesmas, perdendo a relevância para a sociedade. São estes alguns dos lamentos que temos ouvido e acompanhado, o que nos faz orar e clamar por uma igreja que saiba honrar o tempo de oportunidade que Deus nos está dando hoje. Uma igreja que saiba dar espaço para que jovens encontrados pelo evangelho moldem caminhos de obediência que tenham cara de primavera, assim como é primaveril a cara da juventude.

Valdir Steuernagel é pastor luterano e trabalha com a Visão Mundial Internacional e com o Centro de Pastoral e Missão, em Curitiba, PR. É autor de, entre outros, Para Falar das Flores… e Outras Crônicas.

:: Fonte: Revista Ultimato – Edição: Novembro-Dezembro, 2008.





“Eles são diferentes. E adoram isso” é a reportagem da revista Veja sobre jovens evangélicos

6 02 2010

Juventude Evangélica

Jovens evangélicos não bebem, não fumam,não têm sexo fora do casamento. Mas a rigidez diminuiu, eles se sentem melhores que os outros e acreditam num futuro de prosperidade.

Eles vão a baladas, namoram, surfam e usam roupas da moda. A diferença entre os evangélicos e a maioria dos outros jovens é que suas festas são sem álcool, o namoro é sem sexo e as roupas, sem exageros – nada de saias pelos pés e cabelos pela cintura, mas decotes e comprimentos moderados. A maneira brasileira de ser evangélico ajuda a explicar os números impressionantes: 17% dos jovens entre 15 e 29 anos se identificam como seguidores de alguma das confissões evangélicas. Basta entrar em qualquer culto pentecostal para constatar a vitalidade de sua presença: praticamente a metade da igreja é sempre composta de jovens. Orgulhosos de seguir uma doutrina aparentemente tão contrária a tudo o que a juventude aprecia em nome de valores espirituais, também assumem a busca da realização material (“Nós merecemos o melhor” é uma declaração constante). Em algumas igrejas específicas, a promessa de redenção é um atrativo poderoso. “A maioria vem aqui porque tem angústias de várias naturezas, entre elas o vício em drogas. Mas uma vida desregrada e um certo desconforto com o mundo, que muitas vezes nem eles mesmos sabem explicar, também trazem muitos jovens para a igreja”, enumera Rodrigo Ribeiro Rodrigues, membro há três anos e meio da Bola de Neve Church, igreja conhecida em São Paulo pela presença absoluta de jovens. Rodrigo trabalha como assessor de imprensa da Bola de Neve – sim, a igreja tem assessor. Além dos cultos, ele freqüenta o inusitado pub gospel Brother Simion, ponto de encontro de jovens crentes em São Paulo. O Brother Simion é isso mesmo: pub, ou seja, lugar meio escurinho onde jovens se encontram, e gospel, o que quer dizer que lá não se pode fumar nem beber. “O que mais sai aqui é açaí”, diz o Brother Simion em pessoa, o dono do estabelecimento. E que fique claro aos casais: beijar, pode; avançar o sinal, não.

Com o público jovem como alvo específico, as igrejas evangélicas organizam cultos e reuniões freqüentes, estimulam a integração, oferecem emprego e atividades esportivas, em ambiente de violência zero – um diferencial tremendo em locais atormentados por altíssimos índices de criminalidade. Praticamente garantem um futuro de prosperidade e um casamento estável. A quem já escorregou, asseguram a oportunidade de passar uma borracha no passado e ser acolhido como uma nova pessoa, querida pela comunidade. A maioria das religiões parte dos mesmíssimos princípios, mas as igrejas evangélicas aperfeiçoaram uma forma simples e envolvente de apregoar suas vantagens. O jovem vai, empolga-se e julga que não beber e não transar fora do casamento são requisitos razoáveis para um futuro tão promissor. “As pessoas criam esse estereótipo de que ser cristão é ser chato. Não é isso. A gente pode tudo, tem a mesma liberdade que qualquer um. Só que fazemos escolhas. E, na minha opinião, fazemos as melhores”, diz Rafael David, 21 anos, da mesma Bola de Neve. A igreja foi fundada em 2000 pelo surfista Rinaldo de Seixas Pereira, o pastor Rina, de 36 anos. Uma vez por ano, dezenas de ônibus de seguidores da Bola de Neve rumam para Florianópolis para participar de torneios de surfe e skate. Na praia, os meninos ouvem reggae com letra religiosa e as meninas usam biquínis comportados.

Os padrões da Bola de Neve são mais liberais, mas o excesso de modéstia constitui hoje exceção. “Antes éramos conhecidas como jovens velhas, por causa da saia e do cabelão comprido. Mas eu me visto como qualquer outra menina. Claro que não uso decote nem minissaia, mas adoro jeans e blusinhas de alça. O importante é estar vestida com decência. Somos reconhecidas por nossa sobriedade”, diz Janara Alves, advogada de 26 anos que freqüenta a Assembléia de Deus. Não fazer sexo com a namorada é difícil? “Ficar sem sexo dói, é um sacrifício, mas no final da minha busca eu vou ter um prêmio. O ápice da minha procura vai ser com uma pessoa que eu conheço e com quem tenho uma aliança verdadeira. Estou me guardando para o melhor”, acredita Jeferson Ricardo Silva, de 19 anos, estudante de moda e membro da igreja Sara Nossa Terra há um ano. Nessa antecipação de dias melhores, poucas coisas fazem tanto sentido quanto a valorização do progresso material. “Todas as segundas-feiras temos uma palestra na igreja chamada Congresso Empresarial. Nela aprendemos que prosperar financeiramente não é sujo. Se o casal não tem dinheiro, ele vai brigar por causa disso. O mesmo acontece na vida como um todo. Deus nos ensina a ter o melhor, a lutar para melhorar de vida”, empolga-se Nathalia Gomes, 20 anos, fiel há seis anos da Igreja Universal do Reino de Deus, que usa cabelo ruivo espetado, veste camiseta com ombro de fora e não dispensa seu par de coturnos.

A maior igreja pentecostal, o nome religiosamente correto dessa vertente do protestantismo, do Brasil é a Assembléia de Deus, com cerca de 100 000 templos e 15 milhões de fiéis. Em segundo lugar vem a discreta Congregação Cristã no Brasil, que não pede dízimo, proíbe participação em instituições políticas e veta a divulgação por meios de comunicação de massa. Entre as neopentecostais, o pódio é ocupado pela conhecida Universal do Reino de Deus, com 5.146 templos e 8 milhões de membros. De igrejas como a Universal partiu a bem-sucedida flexibilização de regras; as tradicionais, meio a contragosto, aderiram. “De um lado, as igrejas mais tradicionais deixaram de reprimir o ato de ver TV, de ir à praia, de usar maquiagem, cabelo curto e roupas da moda. De outro, as pentecostais passaram a fazer de seus cultos verdadeiros shows de música e dança, proporcionando-lhes um caráter de entretenimento. Isso atraiu muitos jovens”, explica Nicanor Lopes, professor de teologia da Universidade Metodista de São Paulo.

Segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas, cerca de 30% dos fiéis das igrejas evangélicas estão nas classes C e D, em que a teologia da ascensão material encontra terreno propício. “A igreja nos ensina a ter o melhor. Aqui a gente aprende que ter prosperidade é dom de Deus. Se somos pessoas boas, nossa fé vai nos dar condições de, por exemplo, viajar, fazer cruzeiros e ficar em hotéis cinco-estrelas”, diz Daniela Soares, 32 anos, fiel da Universal há dezoito. Empresária adepta do terninho, salto alto e maquiagem, ela coordena um grupo de jovens em atividades como um desfile de vestidos de noiva em que, microfone em punho, grita: “Quem quer se casar neste ano?”. Diante do mar de mãos erguidas, arremata: “Então, vai escolhendo o vestido, que ele pode ser seu”. Segundo levantamento feito pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser) com 800 cariocas entre 15 e 24 anos, os evangélicos são os que mais se reúnem, seja em cultos, seja em outras atividades. Mais de 52% deles disseram ir duas vezes ou mais por semana à igreja. “Aqui, eu me sinto em casa. Posso ser eu mesmo. No primeiro dia em que vim à igreja, o pastor me chamou no altar, me elogiou muito e, apontando para a multidão lá embaixo, me disse: ‘Veja a nova família que você acaba de ganhar’. Eu me senti muito acolhido”, recorda Jeferson, o estudante de moda.

A política de acolhimento tem resultados evidentes. “Procurei uma igreja católica, mas não achei nenhuma aberta. A primeira que apareceu foi uma Renascer”, recorda Carolina Chiarlitti Bassi, 25 anos, estudante de administração e ex-dançarina de axé – “tempo de top e shortinho, drogas, noitadas”. Hoje ela dá aulas de dança na própria igreja e tem um olhar crítico em relação ao passado: “Sexo, cerveja, cigarro, a gente sabe que tudo isso é passageiro, sem compromisso, e que não vai levar a futuro algum. Fumar e beber pode causar dependência. Transando com vários não vou fazer uma família”.

O fervor dos jovens convertidos pode incomodar e causar desconforto. “Sofremos preconceito o tempo inteiro. Meus próprios amigos criticam: ‘Vai lá na igreja dar dinheiro ao pastor’”, afirma Thiago Vignoli, 24 anos, estudante de administração e fiel da Sara Nossa Terra. Como é comum em grupos de alto teor de crença religiosa, a eventual discriminação vira motivo de orgulho. “Quando você começa a ter um pouco mais de convicção naquilo que segue, ser discriminado é tudo o que você quer. Eu sempre quero ser discriminado, para ter a oportunidade de contar meu testemunho”, diz Phillip Silva Guimarães, 23 anos, gerente de contas em um banco e membro da Renascer. As igrejas também propiciam métodos para enfrentar constrangimentos. Vanessa de Almeida, 26 anos, fiel da Sara Nossa Terra, aos domingos costuma ir com amigos fazer preces em voz alta em plena Avenida Paulista. “As pessoas passam, nos vêem orando e se emocionam. É um trabalho maravilhoso. Eu e meus colegas fizemos a Escola de Vencedores, da igreja, para aprender a falar em público e agir em situações como essas.” É difícil imaginar prova maior de fé do que esse mico total, como diriam jovens menos convictos.

Dois filhos, duas histórias

Manter os filhos no bom caminho é um dos maiores apelos de qualquer religião. Maria Negreiros, 48 anos, cozinheira, fiel da Igreja Universal, conta como Kleber e Clarice tomaram rumos totalmente diversos na vida. A mãe faz o seu relato:

“Minha filha de 21 anos foi criada na Universal. Aos 14, resolveu largar a igreja. Ela queria conhecer o mundo, sair à noite, fazer amizades fora da igreja e namorar. Em pouco tempo, já estava saindo quase todas as noites com as amigas do bairro. Passou a beber e a fumar muito. Entre os 18 e os 20 anos, envolveu-se com gente que usava drogas. Nesse período, engravidou de um rapaz que eu nem conhecia. Durante a gravidez, ele começou a namorar outra menina. Clarice sofreu muito. Hoje, trabalha como vendedora em uma loja. Ganha até razoavelmente bem, mas gasta na noite, com bebida e sei lá mais o quê. Ela sai toda sexta-feira e todo sábado. Volta só no dia seguinte, sempre de ressaca. Sou eu que fico com o filhinho dela, de 2 anos. Também pago quase tudo. Ela não tem paciência com o menino e vive irritada com ele. Meu outro filho, Kleber, 27 anos, só me dá orgulho. Ele passou por uma enorme transformação. Até cinco anos atrás, estava no fundo do poço. Era viciado em cocaína e em maconha e chegou a traficar. Uma vez foi até preso. Passava dia e noite nos bares e nos cantos das ruas se drogando. Um dia, acordou mal, depois de fazer coisa errada a noite inteira. Pegou um ônibus e foi para a sede da Universal, em Santo Amaro. Desde então, vai quase todas as noites. Está se preparando para ser obreiro e trabalha com meninos viciados em drogas. Para ajudar em casa, é manobrista. Nunca mais tocou num copo de cerveja e não sai com meninas. Diz que está esperando aparecer a mulher certa para se casar. O sonho dele, agora, é fazer uma faculdade.”

:: Fonte: Gospel Mais





Futebol Comunitário – Final

6 02 2010

O Projeto Amigos de Oração encerrou neste sábado o Futebol Comunitário na Comunidade do Córrego do Abacate, em Olinda.

Foram cinco fins de semana entre muito sol e também chuva. Algumas vezes a equipe era pequena devido às dificuldades (o campo onde as crianças jogam fica com muita lama e o acesso a comunidade não fica fácil).

Devido ao carnaval e a volta as aulas, o futebol encerra nesta etapa, podendo acontecer em outros meses.

Agradecimentos

• Adson André – Voluntário do Projeto
• Crianças do Grupo Crescendo com Cristo da Igreja Batista Missionária em Águas Compridas.
• Pais das crianças do Córrego do Abacate.

Projeto Amigos de Oração
Amigos que fazem a DIFERENAÇA!





Testemunho – Libertado pelo perdão

5 02 2010

O perdão é algo que podemos observar na prática da vida dos cristãos perseguidos como aconteceu com Samuel, da China.
Ele aprendeu o verdadeiro significado de perdoar e ser perdoado ao ser confrontado em sua maneira de viver.

Samuel era professor em uma pequena cidade na China. Um dia, ele teve de conferir os suprimentos da escola, que ficavam no porão do prédio. Quando chegou lá, se deparou com seis caixas de Bíblias.
Ele ficou furioso. Como alguém poderia tê-las escondido ali? Alguém as guardou por segurança, sabendo que raramente iriam até aquele lugar. Samuel decidiu se esconder e esperar os culpados irem até lá para buscar as Bíblias. Ele não tinha ideia de quem seriam. Durante três semanas, ele se escondia atrás das caixas, esperando por seus donos.

Surpreendido pela oração

Uma noite, ele estava dormindo em seu esconderijo quando despertou ao ouvir vozes. Samuel tinha certeza que eram os cristãos. Ele conta: “Naquele momento, tive três surpresas. Os cristãos estavam orando; um deles era o diretor da escola; e eles oravam por mim e pelo meu filho”.
Samuel tinha um filho de oito anos. No início, ele estava muito feliz por ter um filho que poderia carregar seu nome e, quem sabe, ser um grande professor um dia. Mas alguns meses após o nascimento da criança, o médico acabou com suas esperanças: o menino tinha uma deficiência mental e nunca iria além dos 10 anos de idade em sua capacidade intelectual.
A oração que os cristãos faziam naquela noite dizia: “Senhor, ajude Samuel a amar o seu filho. É tão triste a maneira como ele o trata, com crueldade, se recusando a passar tempo com ele, com vergonha do corpo deficiente de seu filho. Senhor, não sabemos o que se passa na mente do menino, mas sabemos que ele está muito triste. A esposa de Samuel diz que o garoto chora o tempo todo quando seu pai chega e vai embora. Ele pode não saber muito, mas ele sabe que não é amado.”
Aquelas palavras rodavam na mente de Samuel. Ele começou a chorar tão incontrolavelmente que os cristãos o ouviram e começaram a orar por ele.
Samuel foi direto para casa, e entrou no quarto de seu filho. Ao encontrar o menino dormindo, começou a acariciar o cabelo do filho e a chorar.

Perdão

Samuel ficou ao lado de seu filho por horas, apenas sussurrando “Me perdoe”. Quando olhou para a porta, lá estava sua esposa, que perguntou: “Você machucou nosso filho?”, pois ele era muito bruto com o menino. “Não”, ele respondeu. “Eu estava apenas fazendo carinho e pedindo perdão.”
Então, Samuel percebeu que seu filho estava de olhos abertos. Há quanto tempo o pequeno esperava por isso, sentir o amor de seu pai? Samuel segurou o filho em seus braços e disse: “Amanhã você irá á escola comigo”.
Na tarde seguinte, um oficial do Escritório de Segurança Pública visitou a escola e pediu para verificar o porão. Samuel permitiu, mas esperava que os cristãos tivessem removido as caixas de Bíblias na noite anterior. Infelizmente, as caixas ainda estavam lá.
O oficial abriu uma delas, e perguntou se a escola tinha permissão para possuir Bíblias. Samuel poderia ter salvado seu emprego e afirmado que não, mas ele disse: “Ainda não temos. É por isso que elas estão aqui no porão. São para um curso sobre a civilização ocidental”.
Samuel se perguntava: “Por que eu deveria entregar esses cristãos quando está claro que eles me amam, oram por mim, e tornaram a minha reconciliação com meu filho possível? Não! Irei protegê-los; eles merecem”.
Dois meses depois, a escola recebeu uma pequena repreensão do governo pela falta de permissão para as Bíblias. Aliviado, Samuel foi até o porão com seu filho, para mostrar-lhe as Escrituras. Quando ele retirou a Bíblia de dentro da caixa, seu filho falou: “Deus!”, apontando para o Livro. A partir dessa data, os dois liam a Bíblia juntos, e o garoto ajudava seu pai a segurá-la e a virar as páginas. Samuel sentia sua vida mudar enquanto conhecia as verdades descritas naquele livro.

Deus também perdeu um filho

Algum tempo depois, o filho de Samuel foi atropelado por um caminhão, e ficou gravemente ferido. Não havia nada que os médicos podiam fazer e, infelizmente, o menino faleceu.
Sofrendo, Samuel orava a Deus: “Por que o Senhor levou meu filho?”. O diretor da escola, ouvindo essa oração, disse para Samuel: “Deus devolveu seu filho para você”. Essa era a verdade, porque até aquele dia no porão, Samuel vivia uma vida como se não tivesse filho algum.
Samuel pediu para que os cristãos realizassem um funeral para seu filho, O pastor orou da seguinte maneira: “Senhor, tu sabias que esse menino iria morrer. Como o Senhor foi bom em reconciliar pai e filho. Obrigado por sua graça. E somos gratos por tua obra eterna também. Tu viste teu Filho, inocente, em carne, morrer, pois sabias que não amaríamos o Senhor de outra forma, pois somos cegos em nosso egoísmo”.
Samuel não entendeu tudo o que o pastor quis dizer naquela oração, mas de uma coisa ele tinha certeza:
Deus também havia perdido um filho. Ao contrário de Samuel, Deus perdeu um filho que sempre amou e que era perfeito. Foi muito mais difícil para Deus.
No domingo seguinte ao funeral, Samuel foi até uma igreja, onde os cristãos estavam celebrando o Natal, algo desconhecido para Samuel.
Até hoje, Samuel testemunha: “Eu vejo que passei pelo que Deus passou. Ele tinha um filho que amava, e que viu morrer para que o mundo pudesse viver. Eu também tinha um filho, mas não o amava. Então, Deus quebrantou meu coração, para que eu pudesse amá-lo, e depois o levou. Mas eu tenho uma nova vida agora, e sei que um dia verei meu filho novamente, e ele não será deficiente, e poderá falar. E nós andaremos juntos, não com medo e dor, mas paz e harmonia. Eu posso amar, e essa é alegria do Natal para mim. Mesmo de luto, sem meu filho, eu posso amar novamente. Todos nós podemos”.

:: Fonte: Missão Portas Abertas





No meio do caminho

4 02 2010

No meio do caminho

Nos capítulos 8 a 12 de Deuteronômio temos uma descrição do estilo de vida do povo de Israel no deserto, bem como uma explicação do motivo de sua peregrinação durante quarenta anos. De acordo com o apóstolo Paulo, esse estilo de vida no deserto serve de advertência para nós hoje.

Ora, irmãos, não quero que ignoreis que vossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, tendo sido todos batizados, assim na nuvem, como no mar, com respeito a Moisés. Todos eles comeram de um só manjar espiritual, porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E essa pedra era Cristo. Entretanto, Deus não se agradou da maioria deles razão porque ficaram prostrados no deserto, ora, essas coisas se tornaram exemplo para nós… Veja bem que a jornada no deserto serve para nós como advertência. Assim como o povo de Israel, nós fomos batizados no mar e na nuvem,e comemos o pão do céu e bebemos da fonte espiritual; todavia, devemos ser cuidadosos para que não desagrademos a Deus e aqueles o fizeram? (1 Co 10:1-6)
Talvez alguém possa estar se perguntando: ?como posso desagradar a Deus?? A resposta é muito simples: ?Não entrando em Canaã?. O propósito de Deus não foi tirar o povo do Egito para fazê-lo morrer no deserto. O alvo de Deus era Canaã. Contudo, por causa da incredulidade não puderam chegar lá. Também desagradamos a Deus quando vivemos fora do seu propósito para nós.
Vejamos, portanto, o que significa viver no Egito, peregrinar no deserto e conquistar Canaã.
Esses três estágios estão relacionados ao estilo de vida do homem no âmbito natural e espiritual, citado por Paulo em 1 Corintios 2:14-15. Nesse contexto o homem natural vive no Egito; o crente carnal peregrina no deserto; o crente espiritual conquista Canaã.
Conforme narra o livro de Êxodo, os filhos de Israel foram escravos, no Egito, por um período de mais de quatrocentos anos. Ali sofreram horrores amargos sob as cargas que lhes eram impostas por Faraó. Neste período o que lhes manteve acesa a chama da esperança foi a promessa feita por Deus a Abraão, de que livraria sua descendência da escravidão (Gn 14:13-14).
A partir do dia em que Adão transgrediu, o homem morreu espiritualmente, tornando-se escravo de satanás. Evidentemente não fazia parte do plano de Deus que o homem permanecesse nesta condição de privação espiritual e derrota, assim como não era vontade de Deus que o Seu povo, Israel, permanecesse no Egito, sob a tirania de Faraó.
Deus então, através de Moisés, ordenou que cada família dentre os filhos de Israel tomasse um cordeiro sem defeito e o abatesse, sem quebrar-lhe osso algum. O sangue desse cordeiro deveria ser aspergido nas ombreiras e nas vergas das portas das casas, mas ?a cabeça, e as pernas e a fressura? deveriam ser assadas e comidas (Ex.12:3-9). Esse ato foi designado de Páscoa. Que significa passar por cima. Naquela noite, Deus executou Seu juízo contra os egípcios e feriu todos dos egípcios, desde o primogênito de Faraó até o dos animais (Ex 12.13-14).
A imolação desse cordeiro prefigurava a morte de Cristo na cruz. E João Batista, ao encontrar-se com Jesus, fez referência a esse ato, dizendo: ?Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo? (Jo 1:29). Paulo também fez a mesma associação, ao afirmar: ?Pois também Cristo, nosso Cordeiro Pascal, foi imolado…? (I Co 5.7). Todos nós já sabemos que o propósito de Deus, na morte de Jesus, foi pecado, visto que Cristo morreu por nós, e libertos do poder do pecado, porquanto aquela velha natureza pecaminosa morreu com Ele.
O propósito de Deus para o povo de Israel foi este: libertá-lo da escravidão, a fim de que pudesse entrar na posse da herança ? a Terra Prometida. Nas Escrituras, Canaã não tipifica o céu, antes ilustra o próprio Cristo vivendo, agora mesmo, a sua vida vitoriosa através de nós. Ele não apenas morreu em nosso lugar por causa daquilo que temos feito, mas também ressuscitou para apropriar-se daquilo que somos. Ele morreu e ressuscitou para dar-nos o Seu poder em troca da nossa debilidade; a Sua sabedoria em troca da nossa insensatez; a Sua paz em troca dos nossos conflitos, e a Sua alegria em troca da nossa tristeza. Isto é Canaã. Fomos tirados para fora do Egito e levados para dentro da Terra Prometida.
Esse foi o propósito de Deus para o povo naquele tempo, e é o mesmo para nós agora. Ele deseja que o homem natural? destituído da vida de Deus, escravo de satanás e destinado ao inferno ? seja transformado em homem espiritual, ou seja, um homem cheio do Espírito de Deus, vivendo para Deus como instrumento de justiça e manifestando o reino de Deus sobre a terra.

Então, qual a necessidade do deserto?
Esta é a tragédia que assola a Igreja hoje, da mesma forma como assolou o povo de Israel no deserto, durante quarenta anos: muitos ainda estão lá… vagando sem rumo. O número quarenta significa um tempo completo para mostrar que o povo andou no deserto por toda vida. O povo de Israel viveu numa pobreza que eles mesmos se impuseram, pois Deus já lhes havia dado a terra. No entanto, não quiseram crer que o Deus que os conduzira para fora do Egito era o mesmo Deus que poderia fazê-lo entrar na Terra Prometida.
O deserto é uma figura dos crentes carnais, citados no Novo Testamento. O crente carnal é aquele que foi redimido, mediante a fé em Cristo, recebeu o dom do Espírito Santo mas ainda vive numa pobreza espiritual que a si mesmo impôs, debaixo das sutis influências de um adversário já derrotado ? a carne. À semelhança do povo de Israel, o crente carnal não usufrui nem das panelas de carne do Egito, nem do trigo e do mel de Canaã ? ele está abandonado no deserto.
O deserto é algo inevitável em nossas vidas à medida que todos nós um dia também fomos crianças na fé. (Toda criança na fé é carnal e ainda está passando pelo deserto.) Todavia, viver toda uma existência no deserto é anormal. Houve um dia em que Deus conduziu Israel até um lugar chamado Cades-Barnéia. Dali, Deus mandou que se enviasse espias para observar a terra de Canaã. Dez deles voltaram com um relatório infamante, dizendo ser impossível conquistar a terra. Foram incrédulos. A partir daquele dia começaram a peregrinar no deserto ? tudo porque não creram em Deus. Não creram que o Deus que os fizera sair também os podia fazer entrar.
O deserto é uma conseqüência da incredulidade. Paradoxalmente, todo crente carnal é incrédulo. Precisamos entender que o deserto não é apenas uma fase em nossas vidas, mas um princípio espiritual. Sempre que, por incredulidade, rejeitarmos a Palavra de Deus, seremos lançados no deserto. O tempo de nossa permanência ali, depende exclusivamente de nós mesmos. Quando resolvermos voltar os olhos em fé para o Senhor, estaremos aptos a desfrutar as delícias de Canaã.

Características da vida no deserto

Recordar-te-ás de todo o caminho, pelo qual o Senhor teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te provar, para saber o que estava no teu coração…(Dt 8.2).

Os crentes que vivem no deserto têm características próprias:

a) Motivação errada no coração

Motivação errada é a primeira característica daqueles que vivem no deserto. Realizam a obra de Deus, mas o que estão edificando é um monumento para si mesmos. Por esse motivo, o deserto não é apenas uma disciplina de Deus, mas a única forma de percebermos as motivações erradas no nosso coração.
Deserto é lugar de sol. É o lugar onde podemos nos ver à luz de Deus.
Deserto é lugar de sequidão. Todo aquele que vive no padrão da carne é seco, árido, não tem nada para ministrar ao outro. Todavia, pelas constantes frustrações sofridas, a luz de Deus manifestará as motivações erradas do nosso coração e, depois disso, poderemos avançar para a Terra Prometida.
Em Êxodo 13.3,5 lemos: ?Disse Moises ao povo: lembrai-vos deste mesmo dia, em que saístes do Egito, da casa da servidão [...] quando o Senhor te houver introduzido na terra [...] guardarás este rito…?

b) Ausência de celebração

Somente depois de entrar na Terra Prometida é que o povo de Israel poderia celebrar, com revelação, o dia da Páscoa. Não se deixe enganar pela significação comum atribuída a Canaã, em muitos hinos. Canaã significa vida ressurreta e vitoriosa em Cristo, agora; e não essa mesma vida ? algum dia no céu.
Só podemos celebrar a redenção, com revelação, vivenciando a plenitude da vida ressurreta. Isto é um princípio espiritual.
A Páscoa era para ser contada aos filhos (Ex. 13:8). Não é difícil imaginar quão pouco impressionado se sentiria um menino no meio do deserto, se o seu pai lhe dissesse que a páscoa era a celebração da libertação do Egito. O que ele havia presenciado até aquele momento? Somente isto: maná no café da manhã, maná no almoço e maná no jantar. Aquele pobre garoto já tinha visto isso durante treze anos ou mais, e todo mundo sabia que ele iria comer maná na manhã seguinte. Penso que, diante disso, esse garoto faria esta pergunta: ?Pai, se a páscoa é isso, não seria melhor voltar para o Egito? Ouvi dizer que lá as coisas eram bem mais interessantes do que aqui neste deserto.?
Talvez seja esse o motivo por que muitos filhos de crentes não se convertem. Isso acontece porque muitos pais vivem toda a sua experiência no deserto. Demonstram tão pouco da plenitude da vida cristã aos filhos que, inevitavelmente, eles buscam algo que os alivie da monotonia do deserto. Deserto é um lugar de tédio. Aqueles que vivem no deserto estão entediados, pois para onde olham vêem apenas areia.
Sabemos que o Senhor ordenou a celebração de três grupos de festas, e todas elas estavam ligadas ao plantio e a colheita. Em Êxodo 23:14-16, lemos: ?Guardarás a festa da sega dos primeiros frutos do teu trabalho, que houveres semeado no campo, e a festa da colheita, à saída do ano, quando recolheres do campo o fruto do teu trabalho.?
Ora, o que os israelitas semearam no deserto? Nada. Qual o trigo que possuíam para celebrar a festa dos pães asmos? Nenhum. Nesse caso, como poderiam festejar no deserto?
Deserto não é lugar de festa, mas de tédio. Fico imaginando por que muitos crentes não conseguem se alegrar em Deus, no louvor e na adoração ? certamente estão no deserto; por isso, não podem festejar diante do Senhor (Dt 12:7).

c. Indisciplina e falta de compromisso com Deus

Lá comereis perante o Senhor vosso Deus, e vos alegrareis em tudo o que puserdes a vossa mão, vós e as vossas casas, no que vos tiver abençoado o Senhor vosso Deus. Não procedeis em nada segundo estamos fazendo aqui, cada qual tudo o que bem parece aos seus olhos? (Dt 12:7-8).

Por esse texto percebemos que a vida no deserto era bem triste ? sem fruto. No deserto não se semeia nem se colhe coisa alguma; logo, podemos afirmar que o crente carnal, que vive no deserto, também não semeia nem colhe coisa alguma. Ele não possui fruto nenhum para apresentar a Deus. Isso certamente acontece por que ele faz o que bem lhe parece aos próprios olhos. Não havia entre o povo de Israel, no deserto, um senso do senhorio de Deus. Cada homem fazia o que achava mais acertado. Sua conduta era controlada por suas próprias convicções ? talvez sinceras ? mas sem a direção do Espírito.
Se, ao tomar direções, você é guiado apenas pelo seu próprio entendimento, então você ainda está no deserto, e como foi dito, aqueles que estão no deserto não podem agradar a Deus.

d. Não entram no descanso de Deus

?Pois até agora não entrastes no descanso e na herança que vos dá o Senhor vosso Deus? (Dt. 12:9).
?Portanto, resta um descanso para o povo de Deus. Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas? (Hb. 4:9-10).

Enquanto vivermos apenas para fazer aquilo que agrada ao nosso coração, jamais desfrutaremos do descanso do Senhor, razão pela qual somos atribulados por preocupações e ansiedades. Esse descanso, prometido na Palavra de Deus, é tipificado por Canaã. Não o descanso sem a luta, mas o descanso da fé tranqüila ? aquele que opera tudo em todos. Se ainda não entramos nele, com certeza é porque ainda vivemos no deserto.

e. Não se apropriam da herança

O Texto de Deuteronômio também nos diz que os que estão no deserto ainda não se apropriaram da sua herança em Deus. Já mencionamos o fato ocorrido em Cades-Barnéia, quando os espias foram observar a herança (a Terra Prometida), mas não creram em Deus para se apropriarem dela. Veja bem: a incredulidade é o único motivo que nos impede de desfrutar tudo aquilo que Deus tem para nós em Cristo. Se não cremos na cura, não a veremos. Se não cremos na prosperidade, não a teremos. Se não cremos na vitória, nem mesmo lutamos. Se o inimigo conseguir minar a nossa fé, então já não representamos nenhum perigo para ele. O deserto é o lugar dos incrédulos. Todo crente carnal é também um incrédulo.
A incredulidade impediu o povo de Israel de conquistar toda a terra de Canaã. A incredulidade fez com que se sentissem pequenos, insignificantes e ineficazes diante adversários que o Senhor já havia entregado em suas mãos. Olharam para si mesmos, dizendo: ?…éramos aos nossos próprios olhos como gafanhotos…? (Nm 13:33). Essa atitude não reflete humildade; ao contrário, expressa dúvida, incerteza, temor, insegurança, incredulidade…
O crente carnal, que não entende a graça divina, julga que Deus depende de seus esforços e capacidade humana para assegurar-lhe a vitória. Que sem a ajuda dele, Deus não conquista coisa alguma. Esta é a expressão de uma mentalidade carnal, cuja conseqüência é a morte. O Senhor espera que, ao olharmos para Ele e para as Suas promessas, possamos dizer, como Calebe: ?Eia, subamos e possuamos a terra? (Nm 13:30).

e. Mente mundana

?E o populacho, que estava no meio deles, veio a ter grande desejo das comidas dos egípcios, pelo que os filhos de Israel tornaram a chorar, e também disseram: Quem nos dará a carne a comer? Lembramo-nos dos peixes que no Egito comíamos de graça, dos pepinos, dos melões, dos alhos silvestres, das cebolas e dos alhos. Agora, porém, seca-se a nossa alma e nenhuma cousa vemos senão o maná? (Nm 11:4-6).

Nada além de maná. Maná no café da manhã, maná no almoço, maná no jantar e, no outro dia… maná novamente. Depois de algum tempo, temos de concordar que, com tantos pratos à base de maná, o cardápio torna-se monótono. Entretanto, não era a intenção de Deus fazê-los comer maná um período tão prolongado. Deus havia preparado para eles a terra de Canaã, mas eles preferiram ficar no deserto sonhando com o Egito. O maná era bom, ao servir o propósito para o qual foi enviado; mas, originalmente, sua finalidade não era tornar-se dieta básica dos filhos de Israel durante quarenta anos.
Temos, então no deserto um povo redimido, comprado do Egito. Aqueles que, apesar de redimidos, ainda vivem no deserto, têm o apetite espiritual despertado para as coisas mundanas. O cristão do deserto, invariavelmente, é um homem mundano.
Poderíamos citar ainda muitas outras características. No entanto, basta-nos a exortação de Paulo, em 1 Coríntios 10:1-13, aconselhando-nos a não viver conforme o exemplo de Israel: Homens incrédulos, Idólatras, imorais e acima de tudo murmuradores ? sempre insatisfeitos com a vida. Quão triste e quão triste e quão amarga é a vida no deserto!

:: Fonte: Lagoinha.com





Relacionamentos inadequados

4 02 2010

TEXTO BASE: Pv 1.10-11,15,17.

NOSSAS AMIZADES: o livro de? Provérbios? foi escrito por Salomão e seu título significa ?comparações?

Nele, encontramos a diferença da vida e das escolhas dos sábios e dos tolos, dos justos e dos injustos, dos santos e dos impuros. Os dois caminhos estão à nossa frente, e a Bíblia, de maneira muito clara, nos adverte sobre onde iremos parar ao final de cada um deles. Devemos amar indistintamente todas as pessoas, mas devemos escolher com quem iremos andar. Quem serão os nossos amigos de fato.Encontramos, nas Sagradas Escrituras, que o temor do Senhor e o bom ensino dos pais nos ajudam,
dando sabedoria nas escolhas da vida (Pv 1.7-9). Esse texto nos fala sobre a escolha das amizades. Os apelos do mundo estão gritando por todos os lados, mas a escolha é nossa. O primeiro passo está na atração mundana (querem seduzir-te), em seguida nos convites (vem conosco…), e, finalmente, no arquitetar os projetos malignos (embosquemo-nos… lança a tua sorte entre nós…).

A sábia Palavra de Deus nos orienta: [...] ?Não te ponhas a caminho com eles; guarda das suas veredas os teus pés? (v.15). Existem ciladas malignas atrás de amizades mundanas (v.17-19).Não é por acaso que o primeiro Salmo da Bíblia e o primeiro capítulo de Provérbios nos alertam sobre as amizades. ?Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes o seu prazer está na Lei do Senhor, e na sua Lei medita de dia e de noite? (Sl 1.1-2). Davi escreveu este Salmo e nos mostra que quem busca o Senhor é bem sucedido e feliz, ao contrário do que vive entre más companhias, que, sem segurança, irá perecer no juízo (Sl 1.3-6). Infelizmente, há homens casados que, ao andarem com colegas de trabalho solteiros, começam a deixar as responsabilidades do casamento e desgastam seu relacionamento conjugal. Da mesma forma, mulheres casadas, que, longe do convívio do lar, na faculdade ou no serviço, também se esquecem de seu compromisso com o marido e do cuidado com os filhos. Tanto os solteiros como os casados devem tomar muito cuidado nas escolhas das amizades, das pessoas que freqüentam a sua casa. Às vezes, até mesmo tentando ajudar alguém, corremos o risco de prejudicar o nosso lar ou a nossa comunhão com Deus. Os jovens e adolescentes precisam estar muito atentos quanto às suas amizades. Tanto podem crescer espiritualmente com bons amigos, como podem, até mesmo, se desviar do caminho da verdade devido às más companhias. Não há dúvida de que o nosso melhor amigo é Jesus. Que tal deixá-lo ajudar-nos na escolha de nossas amizades?

RELACIONAMENTOS

INADEQUADOS: temos visto tantos casamentos

desmoronarem no abismo da fornicação e da imoralidade por causa de relacionamentos inadequados. Pessoas divorciadas, os que estão com casamentos em crise, ou jovens adultos que estão cansados de esperar por sua ?alma gêmea?, às vezes caem nas ciladas da fornicação e do adultério. Se há um descuido na vida de comunhão com o Senhor: pouca oração, coração impaciente por fraqueza espiritual (sem o alimento diário da Palavra) ou se o foco da vida não está no Senhor, mas no próprio ?Eu? com suas paixões, então o perigo de cair no pecado da imoralidade é muito grande.

No mundo de hoje, tudo é permitido, o importante é ser feliz, mas essa filosofia de vida não mostra os resultados desastrosos dos relacionamentos inadequados:

gravidez indesejada, destruição do casamento, doenças fatais, feridas na alma, traumas emocionais dificílimos, vergonha e morte. Estes conceitos falsos de felicidade pelo prazer já são bastante antigos. Em Provérbios, encontramos palavras de alerta sobre o adultério: ?Filho meu, atende à minha sabedoria, [...] porque os lábios da mulher adúltera destilam favos de mel, e as suas palavras são mais suaves que o azeite; mas o fim dela é amargoso como o absinto, agudo como a espada de 2 gumes. Os seus pés descem à morte, os seus passos conduzem-na ao inferno. [...] Afasta o teu caminho da mulher adúltera e não te aproximes da porta da sua casa.? (Pv 5.1,3-4,8.) Estes conselhos servem para todo o tipo de atração sexual pecaminosa, onde há somente morte e destruição. É impossível colher frutos de alegria e paz do espinheiro do pecado da imoralidade. As conseqüências são irreversíveis: Tomará alguém fogo ao seio, sem que as suas vestes incendeiem? Ou andará alguém sobre brasas, sem que se queimem os seus pés? Assim será ao que se chegar à mulher do seu próximo…? (Pv 6.26-29.)

PONDO EM ORDEM OS RELACIONAMENTOS:

quando Abraão encarregou seu servo Eliezer de buscar uma noiva para seu filho Isaque, ele ordenou que este não lhe trouxesse moça de Canaã, mas da casa de seu pai, em Harã (Gn 24.3). As nações de Canaã estavam condenadas por causa de sua cultura pagã imoral e pervertida. A futura esposa de Isaque deveria conhecer e amar o Deus verdadeiro e santo, o Deus de Abraão. E Eliezer ora, pedindo a ajuda e direção
para tão importante tarefa (Gn 24.12-14). Sabemos que o jugo desigual é um sério problema no casamento. Muitas lágrimas são derramadas por conflitos provocados pela falta de entendimento espiritual. Siga a instrução bíblica, querido irmão, não entre em jugo desigual com os incrédulos. Isto é válido para o casamento e sociedades.

Muitos problemas e sofrimentos serão evitados na escolha orientada por Deus. Rompa, enquanto
é tempo, com laços de jugo desigual que poderão prendê-lo.CONCLUSÃO: evitamos
muito sofrimento ao orarmos ao Senhor sobre nossos relacionamentos: ?Pois livraste da morte a minha alma, das lágrimas os meus olhos, da queda os meus pés. Andarei na presença do Senhor, na terra dos viventes.(Sl 116.8-9.) Os pais precisam ser amigos de seus filhos (Cl 3.21; Pv 4.1-6). Os cônjuges precisam ser os melhores amigos e buscarem, juntos, agradar um ao outro (1Co 7.32-34). Os jovens precisam buscar a santidade na conduta, nas palavras, no procedimento e na escolha das amizades
(Tt 2.6-8; 2Tm 4.9-15).

RESPONDA SINCERAMENTE:

você está envolvido em algum relacionamento inadequado? Você tem percebido que, embora dizendo ?somos só amigos?, há algo mais, que já é pecado e não deveria haver entre você e alguma pessoa? Você está se preparando para um casamento em jugo desigual? Você tem sido amigo de seus filhos e de seu cônjuge? Você tem permitido amizades que estão prejudicando sua família e seu relacionamento conjugal? Arrependa-se, acerte seus relacionamentos e escolha, hoje, a vontade do Senhor para sua vida.

Autora: Pra. Ângela V. Cintra

:: Fonte: Lagoinha.org.br





Como estudar a sua Bíblia?

4 02 2010

I. Tenha Tempo Todos Os Dias Para Estudar – Salmos 1:2,3

A pessoa resoluta para fazer um voto de estudar a Bíblia logo verá que cumprirá esse voto. O estudo diário será fato singular e fará diferença em sua vida. Pouco a pouco o estudo vai se transformando em qualidades que você mesmo não perceberá até ter feito o estudo por muito tempo. A quantidade de tempo a ser gasta é você deve decidir. Uma hora diária seria melhor, mas muito pode ser feito em quinze minutos. Tenha uma visão longa sobre este estudo. Talvez cada sessão de estudo não abra maravilhas para você, mas com o correr do tempo você verá que tem sido uma boa influência.

II. Estude Mesmo a Bíblia – João 5:39

Não fique satisfeito com um simples correr de olhas pelas páginas da Bíblia. Examine-a! Leia e releia as passagens para que se aproveite a verdade que se esconde nas páginas. Examine-a! Faça perguntas e procure as respostas: O que isto significa? O que isto significa para mim? Só tem isso? Procure entendimento pelas palavras diferentes que notar. Pese cada uma. Verifique outros versículos que têm a mesma palavra. Não seja um bebê o tempo todo. Estude você mesmo a Bíblia. Você pode atingir o significado. Forme o seu próprio pensamento sobre o assunto.

III. Estude Pelos Tópicos – Jeremias 15:16

Essa é a maneira mais simples para se estudar a Bíblia, é o método que mostra os resultados mais rapidamente. Procure estudar tópicos na Bíblia. Não isole o seu estudo em uma única parte. Veja o assunto por inteiro! Dessa maneira saberá tudo o que Deus diz sobre o assunto. Compre ferramentas para ti ajudarem no estudo, tais como: uma concordância, comentários, dicionário bíblico. Não é necessário ler um livro da Bíblia por inteiro para ter um estudo pelos tópicos. Use as ferramentas. Procure cada versículo que menciona o seu tópico; seja de cidades (Galiléia, Jerusalém, Palestina, etc.), de assuntos (oração, amor, arrependimento, lar, paciência, etc.) ou de pessoas (Jesus, Moisés, Pedro, Noé, José, etc.) e logo ficará sabendo tanto mais sobre a matéria.

Mas lembre-se:

1. Seja Sistemático – Faça anteriormente uma lista dos assuntos que quer estudar e faça-os um por um. Inclua vários para não ficar parado sempre em um só.
2. Seja Completo – Não estude só uns poucos versículos. Vá até que não possa ir mais.
3. Seja Exato – Entenda realmente as palavras. Anote-as, use um dicionário para entendê-las. Anote o que vem antes e depois, compare outras passagens iguais.
4. Seja Organizado – A informação pode ser boa, mas muitas vezes precisa ser considerada de uma maneira útil. Escreva em um caderno o que aprende e o que quer aprender. Faça uma lista de perguntas e anote a resposta pelo estudo (I Coríntios 14:40).

IV. Estude Pelos Capítulos – Isaías 28:10-13

Essa maneira de estudo é o que toma o menor tempo. Selecione os capítulos que quer estudar. Não comece por Gênesis, mas talvez João, Atos, ou Salmos. Leia o capítulo cinco vezes (uma destas vezes em voz alta). Divida o capítulo em seções e descreva a seção com um título. Anote os fatos principais na ordem que aconteceram. Anote as pessoas mencionadas e algo que aprendeu sobre elas. Anote as principais lições do capítulo (1, 2, 3,). Procure uma verdade central no capítulo e anote-a. Há um versículo chave no capítulo? Qual versículo você gostou mais? Marque-o e memorize-o. Coloque um nome no capítulo. Anote assuntos para estudos posteriores. Anote frases ou palavras para estudos posteriores. Anote as novas verdades que aprendeu através do capítulo. Anote as coisas que aprendeu, as verdades que já conhecia e viu no capítulo. O que mudou na sua vida através do estudo do capítulo?

V. Estude a Bíblia Pelo que Ela É, A Palavra de Deus – I Tessalonicenses 2:13

Desenvolva um desejo maior de conhecer a Bíblia, mais do que por outro livro qualquer. Aceite o que Ela ensina, mesmo sem entender tudo ou concordar com todo assunto que estudou. Tenha confiança no que Ela diz. Obedeça o que aprende dEla (Mateus 7:24,25). Seja atento para ouvir a Deus por Ela. O estudo da Palavra de Deus é tempo gasto com Deus.

VI Estude Com Oração – Filipenses 4:6

Antes de começar o estudo, ore. Durante o estudo procure a Deus pela oração. Depois de estudar entre em oração. É Deus quem explica o que vai ser estudado (I Coríntios 2:15,16). Peça graça para aceitar a verdade que não entende. Peça a graça de Deus para eliminar da mente e da crença o que não é verdadeiro. Deus é sempre presente.

VII. Procure Por Cristo – Lucas 24:27

No estudo da Palavra de Deus procure pelo Filho de Deus em cada página. A Bíblia tem como tema central a exaltação de Jesus Cristo. Por Cristo, o Pai é exaltado sempre. Anote onde se acha Cristo.

VIII. Use Os Momentos Vagos – Efésios 5:16; Colossenses 4:5

Em nossa vida nem sempre é fácil estudar a Bíblia, mas podemos achar tempo nas salas de espera, filas e pontos de ônibus, nos minutos vagos entre atividades (refeições, tomar um banho, etc.). Tenha uma Bíblia ou Novo Testamento, ou folha com o seu estudo contigo sempre. Lê, anote um pensamento, continue a aprendizagem.

IX. Grave O Que Aprender – Salmos 119:11

Lembre-se da referência da verdade aprendida (o endereço dela). Anote o versículo principal e memorize-o. Ensine a verdade aprendida aos outros. Use as verdades na sua vida.

:: Autor: R. A. Torrey





Missões: O que você tem feito?

4 02 2010

Missões: O que você tem feito?

Dezenove séculos depois de Paulo, a igreja ainda não conseguiu cumprir a ordem do Senhor. Creio que esta demora passa pela atitude que nós, os embaixadores celestiais, temos adotado em relação ao mundo que devemos alcançar (2Co 5.20). Os sacerdotes do reino de Deus (1Pe 2.9; Hb 5.1,2) não conseguem ter pelos ignorantes a mesma compaixão que teve Jesus, nosso Sacerdote Eterno: “Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor” (Mt 9.36). “…Ele, porém, lhes disse: É necessário que Eu anuncie o Evangelho do Reino de Deus também às outras cidades, pois para isso é que fui enviado” (Lc 4.42,43; 8.1; Mc1.38).
A maior parte da igreja no Ocidente é absolutamente indiferente à situação de, pelo menos, metade da população do mundo que não tem chance de ouvir o Evangelho do Reino de Deus e se quer sabe quem é Jesus, o Filho de Deus, o Amado de nossa alma, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, Emanuel – o Deus que veio estar conosco!

Estamos satisfeitos com a nossa salvação e não conseguimos ter compaixão dessa gente. A ocupação com a obra em nossa cidade e país não nos permite parar e pensar neste assunto incômodo. Se não pensamos, então, não nos informamos, não oramos, não nos movemos, nem nos comprometemos.

Um dos motivos pelos quais somos indiferentes e não nos movemos é que, mesmo depois de décadas e até séculos da igreja estabelecida em uma região, ainda não podemos dizer como Paulo disse, depois de 20 anos de trabalho: “… não tendo já campo de atividade nestas regiões…” (Rm. 15.23). Os anos passam e o avanço da igreja é quase insignificante. Nos últimos 10 anos, quantos alcançamos na nossa família, trabalho, bairro ou cidade? Não temos ímpeto suficiente para alcançar nossa região. Isso só acontecerá quando pudermos, como Paulo, dizer:“…ai de mim se não pregar o Evangelho… Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos,a fim de ganhar o maior número possível… Fiz-me de tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns” (1Co 9.16-23).

Creio que precisamos de arrependimento. Sinto muita vergonha porque não consigo ter compaixão pelos perdidos que estão ao meu redor. Tenho orado para que Deus não me abandone, para que me conceda arrependimento, para que o Seu amor ao mundo encha meu coração também (Jo 3.16). Esta oração tornou-se minha última esperança, para que eu não me torne um insensível egoísta. Quero alegrar ao meu Amado Senhor! (Is 53.11).

Há, ainda, muito lugar na casa de Deus! Sua festa foi preparada para muito mais gente! É preciso sair pelos valados e trazer à força, os que não sabem das Bodas do Cordeiro (Lc.14.15-24).

“Lembrai-vos dos encarcerados, como se presos com eles; dos que sofrem maus tratos, como se, com efeito, vós mesmos em pessoa fosseis os maltratados. Lembrai-vos, porém dos dias anteriores em que, depois de iluminados,sustentastes grande luta e sofrimento: ora expostos como em espetáculo, tanto de opróbrio, quanto de tribulação;ora tornando-vos co-participantes com aqueles que desse modo foram tratados.Porque não somente vos compadecestes dos encarcerados, como aceitastes com alegria o espólio dos vossos bens, tendo ciência de possuirdes vós mesmos patrimônio superior e durável”. (Hb.13.3; 10.32-34).

É certo que o apóstolo não está se referindo aos criminosos, mas aos santos prisioneiros. Santos estes que foram maltratados, porque tentaram fazer o que hoje fazemos sem nenhuma oposição: pregar o evangelho e se reunir como igreja, para ter comunhão e se edificar mutuamente.

É impressionante a insistência do Senhor Jesus e dos apóstolos em falar de perseguição. Como a Palavra de Deus é para todos os tempos, e não só para o primeiro século, só há uma explicação: “…estamos designados para isto” (1Ts 3.3). “Porquanto para isto mesmo fostes chamados…” (1Pe 2.20,21).

Quase nenhum de nós sabe mas, durante o século XX, mais cristãos foram mortos por causa da sua fé do que durante todos os outros dezenove séculos juntos.

Todos sabem dos seis milhões de judeus mortos pelo nazismo de Hitler mas, quantos sabem dos milhões de cristãos zombados, humilhados de modo degradante e mortos durante o domínio comunista na União Soviética? Foram 70 anos de feroz perseguição aos nossos irmãos, desde a Revolução Bolchevista em 1917, que marcou o início do comunismo com Lênin, até a queda do muro de Berlin em 1989, que marcou o fim da União Soviética e seu comunismo anti-Deus. Livros como: “Cristo em Cadeias Comunistas”, “Torturados por Amor a Cristo”, “Quando vem a Perseguição” e outros trazem relatos dramáticos deste tempo de terror.

A Rússia e todo o Leste Europeu era de tradição cristã milenar. O movimento dos Morávios, que enviou missionários por todo o mundo, aconteceu nos países da Europa Oriental.

O comunismo é um sistema ateu baseado no ódio. Seria impossível implantar o comunismo sem eliminar o cristianismo. Estima-se que, só Stálin, assassinou dezessete milhões de pessoas. Quantos eram nossos irmãos em Cristo? E os demais dirigentes soviéticos, nestes 70 anos, quantos cristãos mataram? E na China, Cuba, África e onde quer que tenha chegado o comunismo?

E no mundo islâmico, ainda hoje? E o catolicismo mexicano? E nas guerrilhas do Peru e Colômbia? Calcula-se que só no Peru 700 pastores tenham sido assassinados, desde o surgimento do movimento guerrilheiro “Sendero Luminoso”, no final da década de 70, até início da década de 90. Quantos, ainda, sofrerão e morrerão por causa do testemunho que têm que sustentar (Ap 12.11)?

“…Vi debaixo do altar as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, Santo e Verdadeiro, não julgas nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram” (Ap 6.9-11).

É certo que este número não se completou, ainda.

Se aqueles que entenderam o Propósito Eterno de Deus – uma só família (Gl 6.10), que entenderam que a igreja de Deus é um único pão (1Co 10.17), um só corpo, o Corpo de Cristo (Rm 12.4,5; 1Co 12.25,26), se estes não se incomodarem com estas coisas, quem o fará? Hoje, nos esforçamos para que a igreja saiba, se incomode, se comprometa e se mova. Mova-se para resgatar os que nunca ouviram do Senhor Jesus, do Seu amor e da Sua autoridade. E se mova, também, para consolar os santos que sofrem e morrem por amor de Jesus. Consolar e socorrer as viúvas e órfãos dos mártires do século XXI.

Sejamos as mãos do Senhor Jesus, a lavar os pés destes servos que vivem “onde a fé tem o seu preço mais alto”.

“Então darei lábios puros aos povos, para que todos invoquem o nome do Senhor, e o sirvam de comum acordo.” (Sf. 3.9).

“E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl 2.32).

Fonte: Fazendo Discípulos





Jovens com propósito

3 02 2010

Jovens com propósito

Como ser um jovem com propósito em meio a tantas pressões?

Ei, jovem, você sabe o que é propósito? Você tem um propósito em sua vida? “Propósito” é quando temos um objetivo, um alvo a ser atingido. E qual é o seu alvo? Espero que sua resposta seja única: Jesus.

Mas como ser um jovem com propósito em meio a tantas pressões? Esta é uma pergunta que, constantemente, vem à mente dos jovens. Não há como negar que as pressões do mundo sobre a vida do jovem cristão aumentam a cada dia. Por onde passa, há uma “porta larga” esperando por ele. Manter um jovem dentro da igreja hoje não é tarefa fácil. Os pastores e líderes que o digam! A concorrência com o mundo lá fora é grande e, na maoria das vezes, desleal, pois tudo é colocado de forma a atraí-los para o mundo das drogas, da prostiuição e do crime.

Perseverar até o fim deve ser o propósito de cada um. O jovem precisa ser estável espiritualmente falando, precisa fazer parte de uma geração radical que não se corrompe com o mundo. Pois assim está escrito: “[...] para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus imaculados no meio de uma geração corrupta e perversa, entre a qual resplandeceis como luminares no mundo [...]” (Fp 2.15).

Sendo assim, quero colocar alguns passos importantes para que você, jovem, caminhe em direção a uma vida com propósito diante de Deus.

1- Mente sábia – “O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.” (Pv 1.7).
Neste versículo, o sábio Salomão enfatiza que o temor, ou seja, o respeito a Deus é o princípio, a base, a fonte da sebedoria. Quando um jovem respeita a Deus, obedecendo aos seus preceitos, ele usa de sabedoria e contempla as bênçãos de Deus sobre a sua vida.
Paulo, aos conríntios, fala que “nós temos a mente de Cristo” (1Co 2.16). Ter a mente de Cristo, é deixar que o Espírito Santo revele os pensamentos de Deus para a nossa vida. Você sabe quais são os pensamentos de Deus para você? Como um jovem cristão, você precisa ter uma mente sábia, precisa avaliar e examinar todas as coisas. Não haja precipitadamente, não haja sem pensar, sem consultar o Espírito Santo, use de sabedoria. Guarde isto: sabedoria é você saber usar a sua inteligência. E eu espero que você a use para o bem.

2- Ouvidos que discernem e que atendem à disciplina: “Os ouvidos que atendem à repreensão da vida farão a sua morada no meio dos sábios. O que rejeita a instrução menospreza a própria alma, mas o que escuta a repreensão adquire entendimento.” (Pv 15.31-32).
Você precisa avaliar tudo o que escuta, pois nem tudo o que chega aos seus ouvidos, é bom e edifica. Peça a Deus discernimento. Cuidado com as fofocas, com as piadinhas de mau gosto que ouve a respeito das pessoas. Ouça, analise e se cuide para não cair nas armadilhas do inimigo. Outra coisa, seja um jovem “ensinável”, aprenda a lidar quando você ouve um “não”, aprenda a ouvir críticas e a receber a repreensão tanto por parte do pais quanto dos líderes. Ninguém gosta de receber um puxão de orelhas, mas de vez em quando ele é necessário.

3- Olhar compassivo: “Jesus pois, quando a viu chorar, e também chorando os judeus que com ela vinham, moveu-se muito em espírito, e perturbou-se.” (Jo 11.33).
Esta passagem de João, falando sobre a morte de Lázaro, é uma das mais belas da Bíblia. Aqui, Jesus mostra a sua sensibilidade para com o próximo. Ele se comoveu ao ver aquela situação. A Bíblia diz que Jesus “viu”, ou seja, ele olhou para aquelas pessoas e usou de compaixão. Assim como o Mestre nos ensinou, você também, jovem, deve ter um olhar compassivo a respeito das coisas. Jesus poderia ter visto aquela cena e não ter dado à mínima. Mas ao contrário, ele se comoveu. Muitas vezes, você passa pelas pessoas e simplesmente as vê com os seus problemas, porém não faz nada para ajudá-las. Jesus jamais faria isso! Passe a enxergar melhor o seu próximo e as necessidades dele. Cuidado com os pré-conceitos a respeito dos outros. Conheça primeiro para depois você tirar as suas conclusões. Lembre-se: você deve olhar como Jesus olharia.

4- Lábios que encorajam: “As palavras suaves são favos de mel, doces para a alma, e saúde para os ossos.” (Pv 16.24).
As palavras, quando bem empregadas, encorajam, trazem cura, alívio e perseverança. Da sua boca deve sair bênção. Existem pessoas que quando abrem a boca, só falam besteiras, fofocam e murmuram. Fique atendo ao que você tem falado por aí. Por meio dos seus lábios, você pode abençoar ou destruir a vida de alguém.

5- Mãos que abençoam: “Abre a sua mão ao pobre, e estende as suas mãos ao necessitado.” (Pv 31.20).
Por meio das nossas mãos, podemos abençoar a vida das pessoas. Muitos jovens se preocupam com tudo, menos em ajudar ao seu próximo. O escritor George Eliot (1819-1880), disse certa vez: “Para que vivemos, senão para tornar menos difícil a vida dos outros?”. Torne menos difícil a vida de alguém. Estenda as suas mãos para ajudar àqueles que precisam. Não falo somente de ajuda material. Mas um aperto de mão, um afago, um abraço carinhoso. As suas mãos foram feitas para abençoar.

6- Pés firmados na Rocha
O salmista Davi declara: “Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos.” (Sl 40.2).
Será que você pode declarar o mesmo que o salmista Davi declarou? Os seus pés estão firmados na Rocha que é Jesus? Por onde você tem andado? Por quais caminhos tem passado? Ou será que você está a um passo de cair, assim como falou o salmista Asafe, no Salmo 73.2: “Quanto a mim, os meus pés quase que se desviaram; pouco faltou para que escorregassem os meus passos.” Aqui, o salmista ressalta que por pouco os seus pés não se desviaram do Caminho. Isso acontece com muitos jovens que se deixam levar pela pegadas erradas. Você precisa ter passos firmes. Tomar cuidado para não pisar em terreno inimigo. Se os seus passos não estão firmados em Deus, firme-os agora mesmo, em nome de Jesus.

7- Coração fiel
Deus não se agrada de um coração infiel. De um coração que desiste facilmente e que não persevera até o fim. Muitos jovens, à primeira tribulação, pulam fora do barco. Deixam Deus de lado e vão curtir uma vida fora da presença dele. Guarde bem isto: o apóstolo Paulo diz que a tribulação produz paciência, experiência e esperança (Rm 5.3-4). Durante toda a sua vida, você vai passar por diversas situações difíceis. E essas dificuldades vêm justamente para lhe ensinar, para desenvolver em você virtudes e habilidades que, de outra forma, você não conseguria desenvolvê-las. O Senhor disse: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.” (Ap 2.10). Se você deseja ser coroado por Deus, então seja fiel. Chega de ser um jovem descompromissado com as coisas de Deus.

Jovem, esses são alguns passos que vão auxiliar você a viver uma vida com propósito em meio a esta geração aflita que vemos por aí. Não dê ouvidos àquilo que os outros falam de você. Tenha em mente que você faz parte de um povo separado e escolhido para fazer a diferença. Sua caminhada não será fácil, mas se usar de sabedoria, se não der ouvidos a conversas alheias, se olhar como Jesus olharia, se usar a sua boca para proferir palavras que encorajam, se estender as suas mãos ao necessitado, se tiver os seus pés firmanados na Rocha e um coração fiel a Deus, você trilhará o caminho do sucesso e colocará o seu nome na galeria daqueles que mudarm a história do cristianismo. Pense e guarde isso.

Ana Paula Costa

Fonte: “Um Ministério com Propósito”, de Doug Fieds.





A importância da leitura da Bíblia

3 02 2010

Leia a Bíblia Sagrada!

“Os nossos antepassados comeram o maná no deserto, como dizem as Escrituras Sagradas: ‘Do céu ele deu pão para eles comerem’” (Jo 6.31).

Pelo milagre do céu, o povo de Israel, durante a sua peregrinação no deserto do Sinai, cada manhã colhia o maná. Esse maná veio do céu como disse Jesus em João 6.31-33: “Os nossos antepassados comeram o maná no deserto, como dizem as Escrituras Sagradas: ‘Do céu ele deu pão para eles comerem. ’ Jesus disse: – Eu afirmo a vocês que isto é verdade: não foi Moisés quem deu a vocês o pão do céu é o meu Pai. Porque o pão que Deus dá é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.”

O pão de Deus dá vida ao mundo. O nosso corpo precisa de alimento diário, também nossa alma carece de nutrição. O mundo “que jaz no maligno”, oferece “ricos” manjares, semelhantes, porém, aos que o Pródigo comeu no chiqueiro.

A Palavra de Deus, no entanto, alimenta a alma como o maná do deserto alimentava, a cada dia, aquele povo cansado e faminto. O Salmo 119 é um rico manjar do céu: 22 estrofes com 176 versículos, oferecendo nutrição a todos os que buscam a Deus em verdade.

O israelita do deserto, toda manhã, colhia o maná para cada pessoa da família. Esse maná – a Palavra de Deus -, nunca faltou e jamais faltará. Está ao alcance de cada um de nós. É abundante, rico e supre todas as necessidades.

A pobre velhinha, viúva e sem recursos, morava num casebre retirado do centro. Dependia de mãos generosas. Uma menina, de seus 9 ou 10 anos e abastarda, atendia a velhinha. Além do pão material a menina lia-lhe a Bíblia e a confortava com orações. E a pobre alma ficava edificada com o manjar do céu.

Aquela família pobre – além do pai, os três filhos trabalhavam -, toda noite, logo após o jantar, reunia-se, lia textos selecionados da Palavra, cantava e orava. Esta família era feliz e abençoada. A Palavra manteve unida a família, cada um guiado pelo Senhor no caminho do respeito e da obediência.

Certo cavalheiro cometeu um crime e foi parar atrás das grades de uma prisão. Trouxeram-lhe um exemplar da Bíblia, cujas palavras penetraram-lhe o coração, porque a Palavra de Deus é viva e eficaz e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes. Penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração a Jesus e foi transformado e cresceu na graça, alimentado pelo Livro Santo.

Uma senhora internada num leprosário ouviu meu programa pela Rádio América, se converteu e queria me conhecer. Num domingo de manhã, visitei o leprosário. Lá estava à senhora convertida. Acabara de amputar uma perna e muito feliz com sua Bíblia. Aproveitei a visita e me aproximei de diversos leitos. Grande sofrimento, mas alimentados e alegres com sua Bíblia na mão. Li, para cada um, um texto da palavra e orei. Todos foram edificados.

Deveria ser nove da noite. Fui chamado para ir com urgência a um hospital, pois um membro da minha igreja estava à morte. Enquanto o médico foi procurar socorro para o paciente, li alguns versículos no Evangelho de Mateus. Ele melhorou. No dia seguinte, fui visitá-lo. Estava sentado na cama. Disse-me: “Ontem à noite, quando o senhor leu a Palavra, parecia uma pancada de martelo no meu coração e voltei, pois eu estava muito longe”.

Estava viajando a serviço do Evangelho. Onésimo, meu companheiro, estava ocupado no escritório. Toca o telefone. Era uma senhora. “Meu marido está morrendo. Onésimo leu a Bíblia e apresentou-lhe o plano da salvação em Cristo. O enfermo recebeu Cristo, Onésimo orou, o paciente disse: “Agora estou bem, virou o rosto e morreu.”

A Bíblia é consolo para o coração ferido. Alívio para a alma cansada. Luz para as trevas. Gozo na aflição e paz para os atribulados.

“SOCORRO BEM PRESENTE NAS AFLIÇÕES”

Pr. Enéas Tognini é presidente da Sociedade Bíblica do Brasil.
Revista: A Bíblia no Brasil (SBB), N° 217, Outubro a Dezembro de 2007, Ano 59





Testemunho – Jesus me curou de câncer

3 02 2010

Ao completar 17 anos, tive uma experiência marcante, foi um sonho em que era levado a um local que ficava bem abaixo da superfície da terra. Vi-me em um corredor ladeado de grades pelos dois lados. Por detrás das grades, pessoas que eu conheci e que haviam morrido, gritavam me pedindo que as tirasse de lá. Eu não podia fazer nada por elas, graças a Deus ao terminar o sonho eu não me lembrava mais de quem se tratava, seria um sofrimento se lembrasse. Ao meu lado caminhavam dois homens pelo corredor. Ambos eram de boa aparência, sendo que eu identificava os dois como sendo um do bem e outro do mal. Fomos caminhando até o final deste corredor. No final havia um trono em que o homem do mal se assentava. O homem do bem me deu dois textos e me pediu que os guardasse, sendo que antes que eu os guardasse o homem do mal roubou-me um. O outro era o texto de Habacuque 1.14 “Farias os homens como os peixes do mar, como os répteis, que não têm quem os governe.” O contexto, desde o primeiro versículo do capítulo, trata da independência do homem, fala da falta de governo do homem natural. Creio hoje, que o segundo texto que me foi entregue e que o homem do mal me roubou, fale sobre o propósito eterno de Deus, que me foi pregado anos após, fale também sobre o remédio para a falta de governo na vida do homem, e sobre o fim da tortura que o império das trevas nos impõe.

No final de 1981, estava jogando futebol e após chutar a bola senti uma dor muito forte acima do joelho, esta dor se repetia sempre que forçava a perna e isto me obrigou a procurar um hospital. O médico bateu uma radiografia e verificou a existência de um tumor com características malignas, claro, me omitindo isso e dizendo apenas aos meus pais. Marcou então uma biopsia que confirmaria a malignidade do tumor. Meus pais e irmãos choravam o tempo todo, quando iam me visitar, o que me deixou preocupado, pois até então eu achava que estava tudo bem, ou seja, retirariam o tumor e eu iria para casa. Foi então que procurei o médico e este me disse do que se tratava. Não recebi isso, olhei para minha perna e chorando pedi a Deus que não deixasse que eu a perdesse. Abri minha bíblia e meus olhos se depararam com Jeremias 30.17 “Eis que te restaurarei a saúde e curarei as tuas chagas”. Peguei uma licença de fim de semana e não voltei mais, era um hospital universitário. Neste fim de semana, fizemos uma vigília de oração.

Procurei em seguida o INCA, (Instituto Nacional do Câncer). Eles examinaram as mesmas lâminas e ficaram estupefatos, pois o laudo do hospital universitário foi dado pela maior autoridade em patologia da América latina, na época. Após a analise deles, foi verificado benignidade na lâmina. O tumor foi curetado e o local enxertado com pedaços de ossos da tíbia.

Em 1985, já casado com Lili, as dores voltaram e bem piores que antes. Voltei ao Inca e o tumor tinha aspectos de malignidade, partes moles haviam sido afetadas, achavam que seria um osteosarcoma (tumor ósseo maligno). Mais uma vez confiei na primeira palavra que o Senhor me dera 4 anos antes. Submeti-me a biopsia e para espanto dos médicos o resultado foi fibroma não ossificante(tumor benigno). Eles resolveram fazer enxerto com um material sintético e uma aste ao centro ligando a cabeça do fêmur até um terço acima, pois não haveria osso suficiente para um segundo enxerto devido ao tamanho do segundo tumor e mesmo tirando-se os dois ilíacos (ossos da bacia), não conseguiriam êxito. Daí comecei a ter dores sem fim. A perna inchou, o organismo rejeitou e abriu-se uma fístula como defesa do organismo. Eram feitos três curativos por dia devido a quantidade de secreção. Os médicos mudavam os antibióticos e o secreção não cedia, as dores eram terríveis, eles revezavam entre antinflamatórios e injeções de corticóides para o alívio das dores, nada mudava, foi quando a fístula fechou e eu já não agüentando mais ir ao INCA. Procurei o HTO (Hospital de tráumato-ortopedia), não havia vagas, pois eu estava infectado e para pacientes infectados existia apenas um quarto com 8 leitos, todos ocupados, eu seria o próximo. Lili, minha esposinha amada, que estava comigo o tempo todo, suplicou a direção do hospital, então um dos médicos, penalizado, com o tamanho de minha perna, entrou em contato com uma clínica, na qual também dava plantão e pediu que me atendessem, pois ninguém, nenhum hospital ou clínica mesmo tendo um bom plano de saúde, julgava-se capaz de mexer na minha perna. A direção da clínica disse que o que poderiam fazer era uma pequena incisão e retirar a secreção até surgir uma vaga no HTO. Liguei para minha mãe e pedi a ela que orasse para que conseguíssemos, pois a dor estava ficando insuportável. Ela me pediu que cresse e que o Senhor era comigo e que mandaria um anjo a minha frente. Chegando a clínica fomos falar direto com o diretor, levando o pedido do HTO, ele pediu que eu fosse ao setor de cadastro dar meus dados pessoais, para dar entrada no hospital, enquanto a Lili detalhava toda a situação a ele. Chegando a sala de cadastro, para o meu espanto, a pessoa responsável já estava escrevendo, olhei para a ficha e o meu nome, endereço, documentação e dados pessoais já estavam sendo colocados por ela. Eu disse que estava ali a mando do diretor para fazer a ficha de entrada. Ela olhou para mim e para o meu lado e perguntou. “Quem vai ser operado? Você ou ele?” eu olhei para o lado e não vi ninguém, daí lembrei-me do que minha mãe disse quando liguei prá ela. Tratava-se do anjo que foi a minha frente e que estava ali.

Dias depois surgiu a vaga no hospital, corremos prá lá e o médico disse que iria examinar a lâmina e caso fosse tumor benigno, seria usada uma técnica recém criada de crescimento de ossos, eles retirariam a aste e o material sintetico, curariam a infecção e colocariam este aparelho que faria crescer o fêmur até o tamanho ideal, mas se fosse maligno não teriam mais nada a fazer a não ser a amputação e bem rápido, pois o osteosarcoma é um tumor muito agressivo.

Nesta época, Lili estava grávida da Thalita. Para minha surpresa eles examinaram a lâmina do INCA e discordaram do laudo, achavam mesmo que seria um osteosarcoma, embora não achassem explicação para eu estar vivo.

Neste ano, 1987, teve um congresso de ortopedia no Rio e haviam médicos de várias partes do mundo. Um médico cubano que havia vindo para este evento e que diziam ser uma das maiores autoridades em ortopedia do mundo, disse também não entender o porquê de eu estar vivo, mas que se tratava mesmo de osteosarcoma e que o melhor a ser feito era mesmo amputar, por se tratar do meio mais seguro, assim tentariam me manter vivo para criar minha filha. Já cansado de indas, vindas, sofrimentos com dores terríveis e na expectativa de ser amputado e me livrar daquelas dores, acabei concordando, sendo que desde o começo da doença Lili me dizia: “Você vai ficar bom!!! Não desiste!!!”.

Era uma segunda-feira e o médico disse-me que a psicóloga iria conversar comigo e em seguida uma assistente social levaria um documento em que eu autorizaria a amputação. Concordei aliviado de que tudo aquilo, enfim, iria acabar. Contudo não tive paz durante toda semana, o documento não chegava, me deixando agoniado, era um conflito terrível!! Já achava que Deus iria me curar após a amputação e ao mesmo tempo a promessa que ele me fez não saía da minha cabeça. Eu teria visitas no domingo e na noite de sábado para domingo, tive um sonho em que alguém dizia prá mim: “Depois de tudo o que passou e de todos questionarem o porquê de você ainda estar vivo, você vai desistir agora?”. Acordei, meio sobressaltado, mas achei que aquilo tudo, fosse coisa da minha cabeça. No domingo, na hora da visita, todos em volta da minha cama, eu demonstrando um “alívio” devido a cirurgia em que o “problema” seria tirado(amputação), procurava sorrir, contar piadas e descontrair a todos que chegavam, quando de repente, meu tio chegou acompanhado de um Senhor bem moreno, alto, muito bem arrumado e com uma bíblia nas mãos. Meu tio me apresentou e disse que o havia conhecido no ônibus, após ver que ele portava uma bíblia, o convidou para fazer a visita, contou-lhe resumidamente a minha situação. Este homem se dirigiu até mim e disse que eu havia tido um sonho e que eu já havia tido a resposta de que precisava e que não era para interromper a vontade de Deus. Após dizer isso se retirou e todos ficaram olhando uns aos outros. Meu tio foi imediatamente atrás do homem e não o encontrou no corredor, sendo que o tempo que meu tio levou para chegar ao corredor era ínfimo se comparado ao tempo de caminhada do corredor aos elevadores, ou seja, o homem desapareceu, o que me levou a crer que se tratava do mesmo homem que não consegui ver na clínica, um anjo do Senhor. Minha fé se renovou.

Naquela tarde um médico residente, meu xará, Dr. Evandro foi tirar seu primeiro plantão nos infectados. Ele olhou para mim e disse: “Meu amigo, depois de tudo o que li na sua ficha eu pensei que chegaria aqui e me depararia com um semi cadáver, se não com um próprio, porém seu quadro clínico não espelha a realidade de seu prontuário. Rapaz, se eu fosse você, depois de todos esses anos com osteosarcoma estando ainda vivo eu procuraria um tratamento na medicina alternativa, mas jamais deixaria amputar minha perna.” Em seguida me deu o endereço de um amigo seu, que clinicava como veterinário no Rio e como homeopata em Teresópolis, disse que ele se interessaria pelo meu problema e que não cobraria um centavo. Na segunda-feira, como era quase véspera de natal eu pedi para ir de licença para casa, não voltei mais, pois se voltasse seria para ser amputado.

Fui a Teresópolis, mas decepcionei-me com o cansaço e o desgaste, pois ainda sentia muitas dores, a fístula às vezes fechava e eu mesmo a abria, pois não aguentava a dor. O médico então pediu-me que passasse a ir em sua clínica veterinária e que daria um jeito de me consultar lá. Era Deus, mesmo, curando minhas chagas como me prometeu em Jeremias 30:17, pois eu ficava ali esperando a vez de ser chamado no meio de cachorros e gatos (risos). A clínica era em Copacabana, eu chegava sem nenhum bichinho e as mulheres com seus cachorrinhos e gatinhos me olhavam admiradas como se pensando: “Onde está o cachorinho dele?”. Daí o médico me chamava, os risinhos eram nítidos, pois após chamar os rexs, totós e mimosos, ele chama “Evandro”. Era engraçado, eu mesmo, ria daquilo tudo. Essa situação durou ainda dois anos, sendo que nada mudou.

Em 1990, estávamos eu e a Lili assistindo um tele-jornal, quando a chamada anunciava o primeiro transplante de fêmur da América Latina. Ele seria feito no HTO, pela mesma equipe que, há dois anos atrás, queria amputar minha perna, por não existirem recursos. O médico que deu a entrevista era o Dr.Sérgio Rudge, chefe da equipe e diretor do hospital. Naquela noite, como em muitas outras, eu não dormi. Primeiro devido as dores e depois pela notícia do tele-jornal que me deixou ansioso. Primeiro fomos a clínica particular do Dr. Sérgio, pois para obter uma consulta com ele no HTO demoraríamos alguns meses e depois ele conhecia minha perna como nenhum mortal conhecia. Ao chegar lá ele se espantou e disse exatamente isso: “Evandro!!! tu fugiu do hospital e ainda tá vivo cara !!!”. Eu perguntei a ele se teria como me transplantar um fêmur de cadáver, ele disse: “Claro!!! Já temos um banco de ossos te esperando. Vai no Hospital e procura o Miguel(chefe da equipe em 88), ele vai gostar de saber que você ainda está vivo e vai te arranjar uma vaga.

No dia seguinte estávamos lá, eu e a Lili. Fiz todos os exames e eles me explicaram o que fariam: retirariam o material sintético e a aste metálica que fazia a ponte entre a cabeça inferior do fêmur com o restante que ficava 1/3 acima, colocariam em seguida um fixador externo que é um aparelho que fixaria pinos na canela até acima da parte afetada, este aparelho sustentaria a perna, ou seja, faria as vezes do osso, pois 1/3 do fêmur ficaria vazio até a cicatrização e a cura da osteomielite(infecção óssea causada pelo material sintético do segundo enxerto). Após isso seria feito o enxerto, que no caso de osso o percentual de rejeição é muito baixo, ou seja, minha cura total !!! eu não acreditava naquilo, ficaria curado após 10 anos de sofrimento.

Quando minha mãe, foi me visitar e soube do que seria feito, ela deu um sorriso meio amarelo e disse: “Eu não concordo com esse negócio de colocarem um osso de mulher na sua perna, o Senhor fez pedaço por pedaço de você dentro de meu ventre e pode restaurar esses pedaços que se perderam, ou você depois de tudo o que aconteceu ainda duvida?” Eu ri do jeito simples daquela mulher, de joelhos calejados, se expressar e disse a ela: “Mãe, o milagre que Deus me prometeu lá em 1981 acaba de chegar!! Como Deus irá fazer não importa.” Ela disse: “Pois eu vou orar e Deus irá fazer crescer um osso, para que creias no que estou falando.”

Fui para a cirurgia, esperando voltar com o fixador externo, imaginando, muito nervoso, como seria, sentir aquela grade com pinos espetados na carne da minha perna. Quando passou o efeito da anestesia, minha perna estava enfaixada, mas sem o fixador externo e pela primeira vez após cinco anos ininterruptos eu não sentia dor, era incrível !!! Pouco a pouco os médicos foram entrando no quarto, Um deles que era professor de medicina da UFRJ disse: “Rapaz, nós não entendemos nada, no raio X antes da cirurgia, não tinha osso nenhum dos lados, apenas a cabeça do fêmur e aquele material sintético que te matava de dor. Quando abrimos e tiramos tudo, vimos no fundo uma casquinha de osso como se estivesse se formando um novo fêmur, sem falar, que não está infectado. Vamos fazer o seguinte, você vai ficar ainda uns dias em observação, depois vai para casa de alta, para não se contaminar com outras bactérias, pois sua perna está aberta, mas não me coloque esta perna no chão! Vamos deixar encher de partes moles, para depois fazermos enxerto com os seus ilíacos, o transplante está descartado, não há mais necessidade.”.

Lembrei-me, mais uma vez, da oração da genitora e vibrei muito, em choros e agradecimentos ao Senhor, contudo era terrível ficar ali, sem dor nenhuma, depois de tantos anos em que mesmo com dor eu andava de muletas, agora sem dor nenhuma tinha a ordem de não colocar a perna no chão. Fui para casa de alta e embora ainda usasse muletas, fazia muito a contragosto, pois não sentia mais nada, eu queria andar !!! E sei que se arriscasse conseguiria. Um dia levantei-me para beber água e arrisquei colocar a perna no chão, não havia dor nenhuma, fui andando até a geladeira, Lili ficou desesperada e de manhã ligou para o hospital e dedurou-me ao médico. Ele mandou que eu fosse urgentemente para o hospital e quando cheguei lá, me olhou esbravejando: “Já para o raio X”. Quando o raio X ficou pronto, ele chamou todos os médicos da junta, inclusive o Dr. Sérgio Cortez, hoje interventor da saúde no hospital, eles não acreditaram no que viram, o fêmur estava quase todo recomposto, eles disseram que não mexeriam em mais nada, pois a “natureza” estava operando em minha perna e então testemunhei sobre o Senhor que cura. Desde então nunca mais apareci por lá.

Esse é o meu testemunho de cura. Ele é bem grande e animador para quem encontra-se em situação semelhante a que vivi, mas o maior testemunho que tenho em minha vida, foi quando conheci o evangelho do reino. É muito gostoso ouvir do Senhor, “filho a tua fé de salvou”, mas nem sempre estamos dispostos a ouvir e obedecer o “Vai e não peques mais”. Esse segundo milagre demanda entregarmos o governo de nossas vidas a Jesus e depender dele eternamente.

Beijos em todos.

Evandro Ferreira

:: Fonte: Fazendo Discípulos





Como conservar a santidade na juventude?

3 02 2010

Como conservar a santidade na juventude?

Desde o final da década de 60 que o jargão se fez notório: Sexo, Drogas e Rock Roll.

Este foi o grito requerendo ajuda de uma juventude em decadência profunda daquela época e é o mesmo grito nos dias de hoje.

Tudo o que precisavam era de um referencial e o buscaram de forma errada nas pessoas erradas, já que a própria estrutura familiar estava desabando frustrando os sonhos e gerando desequilíbrio emocional.

Nos dias de hoje não é diferente, a juventude esta em busca de referencial, tudo o que querem e paz e amor em suas vidas.

Porém Jesus disse em João 14:27:

“A minha paz voz deixo, a minha paz voz dou, dou não como o mundo a dá, não se turbe o vosso coração e nem se atemorize.”

Conhecendo a raiz desta afirmação:

A Palavra paz liberada por Jesus é, Shalom que quer dizer, paz perfeita, sem barganhas, paz sem mistura, este nível de paz somente um ser perfeito em tudo pode conceber, e a paz que não depende de circunstâncias.

Por duas vezes no mesmo versículo o Senhor Jesus afirma que concebia a Paz, pois ninguém melhor do que ele para ser o referencial de alguém que caminhava debaixo deste principio de paz que o povo daquela época não conhecia.

Jesus estava nos chamando a caminhar debaixo de uma paz que o mundo não pode em hipótese alguma oferecer, pois esta paz gera alicerces para fé.

“A PAZ de Cristo gera alicerces para a fé do Crente”.

E o que isto tem haver com a juventude? Tudo! Pois a única classe que abertamente declara a sua busca pela paz é a classe juvenil, é a juventude.

Um jovem como referencial de Paz é um jovem que pode atrair multidões, por cauda da graça que naturalmente já lhe é concedida por meio de uma intimidade contínua com o Criador.

O príncipe deste mundo sabe exatamente o que um jovem busca.

O jovem busca a Paz, e esta não lhes é normalmente oferecida em seus lares que é a base social, e eles em sua própria linguagem buscam entre si soluções para resolverem seus problemas e questionamentos.

Um jovem sempre está disposto a mudanças e se ele estiver convencido de que a melhor forma de se viver é baseado na santidade ele vai procurar buscá-la, porém ele precisa de um roteiro a seguir e um referencial para imita-lo e uma inspiração para motivá-lo.

“Todo jovem está em busca de um referencial, um modelo”

Se a juventude perceber que aqueles que estão ao seu redor são santos será mais fácil para eles.

A criança e o jovem são perspicazes e extremamente inteligentes eles percebem quando algo está errado e respondem na mesa dimensão.

“A Juventude costuma responder ao Modelo”

Em sua existência é apresentada a juventude vários modelos a serem seguidos. Já sabemos que o principal deles é a família, mais especificamente o pai e a mãe.

“Na ausência do modelo ideal o jovem busca modelos paralelos”

Quando estes ou a ausência destes modelos não responde satisfatória mente dando-lhes a direção correta, o jovem sai em busca de outros modelos a seguir, e geralmente os mesmos modelos que os pais estão fundamentados: Novelas, filmes, conceitos impiedosos e princípios baseados no espírito deste mundo, costumes pagãos etc.

Porém se lhes for oferecido o modelo santo a probabilidade de obtermos uma resposta santa aumenta. E é a esse tipo de exposição que a juventude precisa ser submetida.

“Se oferecermos um padrão de santidade, o jovem responde”

Manter-se santo é um ato individual, porém gerar um estilo em santidade é esforço coletivo, onde há um santo deve haver mais.

Um rapaz ou uma moça tem total condição de se manter puros para um matrimonio de sucesso. Deus acredita nisto (Jovens eu vos escrevo porque sois fortes – I João).

Há uma força especifica observada por Deus na juventude para que este vença a sua carne e os apelos do mundo, isto é possível.

É possível um jovem caminhar em um estilo de santidade a tal ponto que incomodo de outros ao seu redor e desperte uma curiosidade e inspiração em outros jovens.

Porém creio que no que diz respeito à igreja isto terá que começar do líder e passar a repousar nos demais.

Dizer não para o pecado é uma questão de em primeiro lugar decidir que devo dizer: Eu decido caminhar em santidade, dizer não para o pecado.

Depois de ter decidido, ai começa a segunda fase, que é lutar, esmurrar o seu próprio eu para ver a glória de Deus.

“Fazer a vontade de Deus atrai a Sua Glória”.

:: Fonte: Monte Sião





Indonésia muda de posição na Classificação 2010 da Missão Portas

3 02 2010

O Projeto Amigos de Oração adotou em 2010 a Indonésia como destaque no Domingo da Igreja Perseguida (DIP) no dia 30 de Maio. Nos próximos meses, todas as informações (artigos e notícias) daquele país receberão destaque no Blog do Projeto. Veja a página de apresentação do DIP dos Amigos de Oração 2010.

A nova Classificação de países por perseguição da Missão Portas Abertas já está disponível. Enquanto a Coréia de Norte permanece na primeira posição da Classificação (pelo 8º ano consecutivo), a Indonésia caiu da 41º para 48º. A mudança na posição da Indonésia na Classificação não indica uma melhora para os cristãos daquele país, mas não o fim da perseguição. O mesmo acontece com os outros países que estão próximos da última posição (50º) na Classificação da Missão Portas Abertas.

Entenda a Classificação

A Classificação é compilada anualmente pela Portas Abertas Internacional, a partir das pesquisas que faz no campo. Ela lista as 50 nações mais intolerantes ao cristianismo. Os países que se aproximam da primeira posição indicam que subiram na Classificação, isto que dizer que a perseguição ficou mais severa.

Classificação

>> 2008
>> 2009
>> 2010

Com informações da Missão Portas Abertas

Projeto Amigos de Oração
Amigos que fazem a DIFERENÇA!





Menina de 12 anos desiste de anular casamento na Arábia Saudita

3 02 2010

ARÁBIA SAUDITA - Uma menina de 12 anos cujo casamento foi arranjado pelo pai com um primo dele, de 80 anos, desistiu de lutar pela anulação do matrimônio em um tribunal da Arábia Saudita.

Um dia antes da audiência que poderia determinar a anulação, a jovem – que contava com o apoio da mãe – retirou a queixa, informou nesta terça-feira a imprensa saudita.

A Comissão dos Direitos Humanos, ligada ao governo, que havia formado um comitê para investigar as circunstâncias do casamento, se surpreendeu com a retirada da queixa, informou o jornal saudita de língua inglesa Arab News.

Uma fonte teria dito ao jornal que ninguém sabe por que a menina mudou de ideia, mas segundo outro jornal, o Okaz, ela teria dito que concorda com o casamento “em respeito ao meu pai e em obediência ao seu desejo”.

O pai da jovem recebeu um dote de cerca de US$ 22 mil (cerca de R$ 41 mil) em troca da mão da filha.

O casamento teria sido consumado e a mãe da menina, que é separada do pai dela, acusa o marido da jovem de ter estuprado a filha.

Em janeiro, quando o caso veio a público, a jovem teria dito a um jornalista do jornal Al-Ryiadh que não queria o casamento e pediu a ele que a salvasse.

Lei

O caso teve grande repercussão na Arábia Saudita, onde se discute atualmente a questão do casamento arranjado de meninas.

No ano 2000, o reino ratificou a Convenção dos Direitos da Criança, que define como criança qualquer pessoa com menos de 18 anos de idade.

O Artigo 16.2 da Convenção na Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra Mulheres, afirma que “o casamento de uma criança não deve ter nenhum efeito legal, e todas as ações necessárias, inclusive a legislação, devem ser tomadas para especificar uma idade mínima para casamentos e para tornar obrigatório o registro de casamentos em um cartório oficial”.

Ao ratificar a convenção, no entanto, as autoridades sauditas fizeram a ressalva de que “em caso de contradição entre qualquer termo da Convenção e as normas das leis islâmicas, o reino não está obrigado a observar os termos contraditórios da Convenção”.

Na Arábia Saudita não há leis contra o casamento de menores de idade, e clérigos e juízes religiosos justificam a prática baseados na tradição islâmica e saudita.

Mas setores ligados à defesa de direitos humanos vêm lutando por uma lei estabelecendo a idade de 16 anos como mínima para o casamento.

:: Fonte: O Verbo





Embora apenas 5% dos haitianos se digam praticantes, o Vodu é forte no país

3 02 2010

HAITI - Ex-padre católico, o então presidente do Haiti Jean Bertrand Aristide declarou, em abril de 2003, o vodu como religião oficial do Haiti. Com essa posição do governo, os casamentos realizados no vodu passaram a ser aceitos e considerados oficiais, tendo valor religioso, como ocorre com as demais religiões ao redor do mundo. Aristide acabou expulso do país por tropas francesas e norte-americanas em 29 de fevereiro de 2004, mas o vodu ficou.

No entanto, a religião sofre fortes preconceitos dentro e fora do país, onde dois terços da população são de católicos. Muito acusam o vodu de ser uma crença(1) primitiva e responsável pelo atraso social e até econômico do Haiti. Em meio à catástrofe humanitária vivida pelos conterrâneos, o cônsul do Haiti em São Paulo, por exemplo, afirmou que toda aquela tragédia era culpa de uma “maldição” feita “pelos africanos que moram lá”. Tentando associar a “maldição” à “macumba”, George Samuel Antoine quis dizer basicamente que o terremoto foi culpa do vodu. Ele ainda disse que a “desgraça de lá” estava sendo “boa pra gente aqui”. No dia seguinte, o cônsul pediu desculpas.

Roseana Kipman, mulher do embaixador brasileiro no Haiti, Igor Kipman, vivenciou a veneração dos haitianos pelo vodu no dia do terremoto. Durante cinco horas subindo morro, passando por corpos, ela se deparou com milhares de pessoas rezando, cantando e queimando as vitimas. “Essa história de que eles estão queimando corpos porque são violentos, esse monte de coisa que estão falando lá no Brasil, não é nada disso. Eles aqui acreditam que quem morre sem uma parte do corpo vai voltar na próxima vida sem aquela parte. Por isso, eles queimam o corpo”, explicou Roseana, que professa o judaísmo, a um grupo de jornalistas brasileiros no Haiti.

Roseana Kipman dá aulas de português no Haiti. Ela já se acostumou aos costumes de um povo que não costuma chorar e entrar em desespero em meio a um cenário catastrófico. “É um povo sobrevivente, que já passou e ainda passa por muitas privações. O índice de mortalidade infantil é muito alto. Por isso, ninguém pode ficar se apegando a uma criança que pode morrer”, destacou. “As pessoas comem, em média, um prato de comida dia sim, dia não. E os mais fortes são os primeiros a comer. As crianças ficam para o fim. Um homem forte pode salvar uma criança. Mas alimentar a criança que não vai poder salvar a vida de um adulto forte não faria o menor sentido, é a cruel lógica da sobrevivência.”

Grande mistura“Primo” do candomblé e da umbanda, tão comuns no Brasil, o vodu haitiano veio com os escravos africanos e é baseado em elementos dos povos Ibo (no Congo) e Yoruba (da Nigéria). É uma crença claramente sicrética, já que une elementos das antigas práticas religiosas tribais da África — baseadas na presença de uma ampla gama de espíritos — com pinceladas do catolicismo romano. O vodu, paradoxalmente, tem características associadas com a modernidade, como a não discriminação de homossexuais. A orientação sexual ou identidade de gênero não são levadas em conta nos rituais. Há até templos (os “hounfos”) nos quais todos os líderes são gays ou lésbicas.

A religião no Haiti

64% dos haitianos são católicos
23% são protestantes
5% praticam o vodu
8% não têm filiação

:: Fontes: Correio Brasiliense/Notícias cristãs/Amigos de Oração





Templos em construção são incendiados por extremistas

3 02 2010

INDONÉSIA - Extremistas muçulmanos queimaram dois templos em construção em um vilarejo da Sumatra do Norte no dia 22 de janeiro.

Os criminosos vieram de outra região para incendiar os templos em construção das igrejas Huria Kristen Batak Protestan (HKBP) e a Igreja Pentecostal (GPDI) no vilarejo de Sibuhuan em plena luz do dia, conta o pastor S. Lubis.

“O dia estava calmo quando, de repente, centenas de pessoas chegaram em motos e incendiaram a igreja vazia. Depois disso a multidão queimou o templo da Igreja Pentecostal”.

Ninguém foi ferido nos incêndios. Lubis afirma que os criminosos não eram da região.

“Não conhecemos ninguém da multidão que incendiou o templo. Quando perguntamos para nossos vizinhos, eles também não os reconheceram, e não colaboraram com o incêndio.”

Lubis conta que a igreja se reúne no local desde 1970, e que em 1981, eles construíram um pequeno salão. Em 2009 – depois que oficiais entregaram a permissão – a igreja começou a construção do templo. Os muçulmanos da região interromperam a obra antes de ser concluída.

“Em todo esse tempo, nunca tivemos problemas com os moradores da área. São os muçulmanos de outras áreas que provocaram o povo local a rejeitar a igreja.”

O pastor Marolop Sinaga, pastor da HKBP para o sul de Tapanuli, disse que os líderes da igreja realizaram uma reunião com os representantes muçulmanos e o governo de Padang Lawas. Os líderes muçulmanos pediram que a construção fosse interrompida porque os cristãos não possuíam nenhuma permissão para realizar a obra.

A igreja concordou e parou a construção. Os líderes muçulmanos pediram que a igreja derrubasse o que já havia sido construído e os cristãos também concordaram.

A demolição foi iniciada no dia 13 de janeiro, mas aparentemente, não foi rápida o suficiente na opinião da multidão que incendiou a estrutura dos dois templos, afirma Sinaga.

A igreja HKBP em Sibuhuan tem 272 membros. A congregação está traumatizada e muitos fugiram, temendo por suas vidas.

:: Fonte: Missão Portas Abertas