Ajudar na lição de casa não é fazer o dever pelo filho

Gostando ou não, com vontade ou cara feia, lá está ela – a lição de casa de cada dia na agenda dos alunos. Para não fazê-la, eles inventam de tudo: falta de tempo, ida ao médico, uma febre repentina e até a morte do pobre cãozinho.

Para que “a carga seja leve” e o dever de casa mais agradável, afirmam os especialistas em educação, é preciso que o aluno entenda a importância dos exercícios fora da sala de aula.

Além de revisar o que foi visto no colégio, a tarefa ajuda a apontar as dúvidas para serem resolvidas na próxima aula, afirma Solange Perazza, coordenadora pedagógica do Colégio Pentágono, de São Paulo.

- Se o aluno não fizer o dever cinco vezes seguidas, mando um comunicado por e-mail para o seu pai. Caso a situação se agrave, chamo o responsável até o colégio para conversarmos. Mas, antes disso, falo com o estudante, para explicar a ele o que ganha e o que perde com a lição.

Para a coordenadora, o acompanhamento de perto da família na vida escolar do aluno é necessário até o 8º ano (7ª série) do ensino fundamental. Depois disso, diz ela, “eles precisam saber organizar seu tempo e andar sozinhos”

- Se aprenderam o valor do conhecimento no início, na adolescência vão apenas continuar o processo.

Vera Lúcia Malato, coordenadora de orientação educacional do Colégio Bandeirantes, destaca a importância da frequência no acompanhamento dos pais na lição dos filhos.

- É bom sempre dar uma olhada na agenda, ver o que ele tem para fazer. Se não der para controlar diariamente, que seja uma vez por semana. Os pais devem dar ênfase à importância da obrigação dos filhos com autoridade.

Ajudar não é fazer lição de casa para o filho, destaca Solange. Ao pedir ajuda em matemática, por exemplo, não monte uma conta, pois metade do raciocínio está nessa etapa.

Além disso, é necessário reconhecer quando a família não tem condições de ajudar o aluno em casa. Caso isso aconteça, é melhor que os pais procurem os professores e peçam ajuda à escola.

Aulas de reforço

Nem sempre as aulas de reforço são bem-vindas. Para ter um bom resultado, um professor particular precisa ensinar quem quer e se interessa em aprender.

As aulas extras devem ser emergenciais e ajudar a tirar dúvidas sobre um determinado conteúdo. Caso contrário, alertam os educadores ouvidos pelo R7, tornam-se “muletas” para os adolescentes.

Notas

O boletim é o histórico do aluno. Solange Perazza aponta as notas como o indicador mais transparente da vida escolar de seus filhos.

Porém, ela diz que exigir notas altas como um dever cotidiano não é recomendável. A coordenadora destaca que “é preciso reconhecer quando o aluno precisa de ajuda para melhorar seu desempenho”.

As notas, acrescenta ela, são o resultado de todo o trabalho educacional na escola e na família.

Benefícios

Educação não deve ter moeda de troca. Os estudantes devem entender o valor do saber para o seu futuro profissional e pessoal.

Segundo os especialistas, ao trocar uma nota 10 por um videogame, o pai cria uma relação de condição para que o filho faça bem seu dever. Assim, é impossível entender que estudar é obrigação do jovem, alertam.

:: Fonte: CREIO / Projeto AMIGOS

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