Hoje é dia de oração pela família

15 11 2009

Campanha de Oração pela Família

BRASIL - Hoje, Amigos de Oração em várias partes do Brasil e em outros países estão orando pela família. Você também pode fazer parte dessa mobilização de 24 horas. Ore em sua casa, na sua igreja ou forme grupos de oração com seus amigos. Seja qual for à opção, interceda pelo seu lar, pelas famílias da sua igreja e também pelas famílias de sua cidade. Muitos lares do Brasil estão precisando de socorro urgente e a sua oração pode fazer a diferença.

Aproveite dia também para visitar algumas famílias que precisam de oração.

Fuso-horário

No momento, o Brasil está no horário de verão e com isso o país possui quatro horários diferentes. Em Pernambuco (onde estamos), o horário continua o mesmo, mas isso não muda em nada às 24 horas de oração pela família. Você seguirá a campanha pelo horário de sua cidade.

Horários no Brasil

Exemplo de fuso-horário no país:

São Paulo – 10:00 hs Manhã
Pernambuco – 09:00 hs – Manhã
Roraima – 08:00 hs – Manha
Acre – 07:00 hs – Manhã

Alguns Amigos de Oração começam e terminam a campanha primeiro que outros, mas o importante é que todos participem.

Clique aqui saiba mais sobre a Campanha 24 horas de Oração pela Família 2009.

Projeto Amigos de Oração
Amigos que fazem a DIFERENÇA!





Missionária brasileira realiza palestra em Newark-NJ

14 11 2009

BRASIL - A missionária carioca Flordelis foi destaque no programa Fantástico pelo lançamento do longa-metragem “Flordelis – Basta uma palavra para mudar”. O evento é grátis, aberto ao público e terá lugar na Catedral do Avivamento.

Movida pela Palavra do Evangelho, a missionária brasileira Flordelis desafiou o narcotráfico, a injustiça e o comodismo das denominações evangélicas a fim de praticar o amor de Deus através do resgate de crianças e adolescentes aprisionados em vícios e na desigualdade social. Mãe de 50 filhos, sendo quatro biológicos, Flordelis teve sua saga encenada por mais de 20 atores globais, entre eles Reynaldo Gianecchini, Alinne Moraes, Letícia Spiller, Cauã Reymond e Marcelo Anthonny. A pré-estréia do longa-metragem: “Flordelis, basta uma palavra para mudar” ocorreu no Festival de Cinema do Rio, no Cine Odeon. A vida da missionária também já foi destaque nos programas televisivos Fantástico, Mais Você e Show da Xuxa. A verba arrecadada nas exibições do filme será revertida na compra de uma casa própria para Flordelis e sua família.

Nos próximos 13, 14, 15 e 16 de novembro, de sexta a segunda-feira, Flordelis participará do Congresso Feminino, quando ministrará a Palavra de Deus e dará o seu testemunho de fé. O evento é grátis, aberto ao público e terá lugar na Catedral do Avivamento Mundial, localizada na 154 Clifford St., no Bairro do Ironbound, em Newark (NJ). Informações: (973) 799-0722 e (973) 755-2443 ou na página eletrônica: WWW.catedraldoavivamento.com

O evento também contará com a participação do cantor Luã Santos, do Rio de Janeiro, Luciana Leal, de Massachusetts, Cláudia Santos, de New Jersey, Pastora Alessandra, de São Paulo e Pastor Anderson do Carmo, do Rio de Janeiro.

Quanto à exibição do filme, a missionária comentou que “Com certeza. Já temos um projeto de passar esse filme nas comunidades até para que outras (os) “Flordelis” se levantem. Tem muita gente que tem vontade de fazer algo, mas fica esperando ter condições. Eu quero passar isso: Não espere as condições, faça. Deus vai prover todas as coisas”.

A comunidade brasileira de New Jersey não precisará esperar, pois no próximo 17 de novembro, terça-feira, às 8:00 pm, o filme “Flordelis, basta uma palavra para mudar” será exibido no Sport Clube Português, na 55 Prospect St., no Bairro do Ironbound, em Newark – NJ. Os ingressos são limitados, custam US$ 15 e também serão destinados à compra de uma casa para a missionária e sua família no Brasil. Informações: (267) 372-5943 ou (267) 372-5939.

:: Fonte: Notícias Cristãs





Ao contrário de católicos, pastor diz que evangélicos procuram entender o homossexualismo

14 11 2009

BRASIL - Em entrevista ao portal PB Agora o vereador pastor Edimílson (PRB) comentou a polêmica Proposta de Emenda Constitucional 122, que prevê pena de até cinco anos de reclusão por qualquer ato de censura, preconceito ou agressão contra os homossexuais. Edimílson disse que a igreja evangélica não é contra o homossexualismo, pelo contrário, procura compreender.

“Não somos contra a nenhum cidadão que escolha seu estilo de vida, a igreja não é contra, pelo contrário, procura compreender o porquê de a pessoa ter escolhido aquele modo de vida homossexual”, revelou.
Segundo Edimílson o direito de escolha é algo que todos possuem. “A lei diz que todos têm livre arbítrio para tomar decisões, agora lógico, como cidadão ele também possui seus direitos fundamentais”, afirmou.
Pastor Edimílson disse que não pode criminalizar o ato homossexual, mas também não aceita que uma lei o criminalize por traçar opiniões ou críticas à prática.

“Sou contra o estilo de vida gay, mas defendo os homossexuais por seus direitos como cidadãos, afinal, nenhum estilo de vida é perfeito ou igual a outro na sua prática. Na essência talvez seja, inclusive nas igrejas”, disse Edimílson. “De vez enquanto assistimos escândalos envolvendo nomes de padres e pastores, quer dizer, na essência é perfeita, mas na prática não é”, disparou.

Questionado sobre as declarações de Dom Aldo Pagotto, pastor Edimíson disse apenas que o arcebispo mostrou sua posição.
“Nós não discriminamos o homossexual, somos sim contra a lei que nos amordaça de forma que não possamos mostrar às pessoas que somos contra aquele estilo de vida”, concluiu.

:: Fonte: Notícias Cristãs





Assembleia de Deus é proibida de realizar cultos às sextas-feiras

14 11 2009

Haik Hovsepian, pastor martirizado em 1994

Haik Hovsepian, pastor martirizado em 1994

IRÃ - A maior igreja no Irã, que realiza cultos abertos e públicos no país, não poderá abrir a igreja às sextas-feiras, por causa da pressão do governo.

De acordo com relatos, as autoridades ameaçaram o pastor Sourik, líder e administrador das igrejas Assembleia de Deus no Irã, dizendo que iriam fechar definitivamente a congregação central em Teerã, a menos que ele parasse de cultuar às sextas-feiras, com o prazo máximo do dia 31 de outubro.

Sourik, que havia resistido às exigências das autoridades, finalmente anunciou que não haveria mais cultos às sextas-feiras, mas somente aos domingos.

“O anúncio do término dos cultos de sextas-feiras foi recebido com comoção e surpresa, e provocou muita tristeza na congregação”, divulgou a rede de notícias cristã farsi.

De acordo com informações, Sourik obedeceu as ordens para garantir a segurança e o bem-estar dos membros e visitantes que frequentam os cultos. O pastor, que tem problemas cardíacos, foi muito pressionado pelos oficiais do Ministério de Informação para que fechasse a igreja às sextas-feiras, que é, oficialmente, o dia sagrado no Irã.

Recentemente, o pastor também recebeu ameaças da milícia Pasdaran (Os Guardas Revolucionários), que deram um ultimato de que, se os cultos de sexta não fossem encerrados até 31 de outubro, a própria milícia fecharia a igreja.

Alguns cristãos que souberam da notícia temem que essa ação seja o início de uma campanha contra reuniões cristãs. A maior parte do cristãos no país cultuam em igrejas domésticas, mas a igreja Assembleia de Deus em Teerã é uma das poucas que realiza cultos públicos.

“Acredito que a principal razão pela qual eles proibiram esses cultos é para enviar uma forte mensagem para os cristãos dentro e fora do Irã, de que o cristianismo não será tolerado”, comentou um informante para a agência International Christian Concern (ICC). “O principal propósito de tudo isso é a intimidação.”

Até agora, os oficiais do governo não conseguiram fornecer explicações para essa proibição. Grupos de direitos humanos afirmam que são contra qualquer proibição de culto, seja às sextas-feiras ou não.

“Pedimos que o Irã respeite os direitos dos cristãos de praticarem sua religião livremente, sem a interferência do governo, ou ordem autoritária”, disse Aidan Clay, representante do ICC no Oriente Médio.

A Assembleia de Deus em Teerã é uma igreja independente, fundada por diversos pastores e líderes muito antes da revolução islâmica. A igreja continuou com seu ministério depois da revolução e muitos pastores foram martirizados por extremistas, incluindo alguns ligados ao regime.

:: Fonte: Missão Portas Abertas





Cristãos são detidos em visita de oração

14 11 2009

ÍNDIA - Kesboram Bhagel (33) é casado com Tabitha Bhagel (31), e tem três filhos: uma menina de 12 anos e dois garotos, um de 10 e um de 7. No dia 8 de novembro de 2009, ele e sua cunhada, Sangeetha Daniel (24), foram realizar uma visita em Yadunandan Nagar Bilaspur, Chattisgarh, a 8 km da estação de trem Bilaspur.

O dono da casa os convidou para orar por seu filho, pois ele não estava bem. Kesboram é um cristão da igreja IPC e trabalha como secretário no Supremo Tribunal. Kesboram e sua cunhada entraram na casa e ficaram lá por alguns minutos. De repente, um grande grupo de pessoas da colônia e dos partidos Bajrang Dal, Shiv Sena e Dharam Sena invadiram a residência e começaram a ofender os cristãos.

Então, eles arrastaram Kesboram para fora da casa e o agrediram com tapas e chutes, batendo nele com suas sandálias e sapatos. O pastor ainda sente muitas dores, e teve ferimentos internos. Algumas pessoas da colônia ligaram para a polícia. Quando os policiais chegaram, também agrediram o pastor e sua cunhada, e os prenderam. Kesboram e Sangeetha foram liberados cerca de cinco horas depois.

:: Fonte: Missão Portas Abertas





Senado realiza enquete sobre lei de homofobia. Vote!

14 11 2009

BRASIL - O site do Senado Federal está realizando uma enquete sobre a PL 122/2006. A pergunta é muito simples: “Você é a favor da aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que pune a discriminação contra homossexuais?” e pode responder sim ou não.

Em nome da necessidade de criminalizar a homofobia, o PLC 122/06 torna crime expressar qualquer opinião contrária ao comportamento homossexual.

O projeto de lei prevê detenção de um a três anos para quem for condenado por injúria ou intimidação ao expressar um ponto de vista moral, filosófico ou psicológico contrário ao dos homossexuais.

Isso significa que, na prática, a pregação de alguns trechos da Bíblia poderão ser criminalizados, a despeito das diferentes interpretações e de correntes doutrinárias.

O PL 122/06 está prestes a ser votado pelos senadores e em seguida seguirá para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para se tornar lei. Confira os principais pontos do projeto aqui.

Um projeto ainda mais pernicioso e semelhante a este que tramita na Câmara, o PL 6418/2005, ainda prevê aumento da pena em um terço para qualquer um que fabrique, distribua ou comercialize quaisquer pontos de vista contra homossexuais, sejam impressos ou verbais.

No caso de materiais impressos, a nova lei prevê o confisco e a destruição dos mesmos, o que expõe a Bíblia Sagrada ao risco de ser recolhida e destruída pelas autoridades brasileiras. No caso de transmissões televisivas ou radiofônicas, a lei prevê a suspensão delas.

Para participar é muito simples. Acesse o site do senado e dê seu voto.

“Por amor de Sião eu não sossegarei, por amor de Jerusalém não descansarei, enquanto a sua justiça não resplandecer como a alvorada, e a sua salvação,como as chamas de uma tocha.”
Isaías 62.1 (NVI)

Leia algumas notícias publicadas anteriormente em nosso site sobre o assunto:

LEIA TAMBÉM

CNBB alerta para os perigos do PL 122/06 que tramita no Senado

Projeto quer calar cristãos criando lei da mordaça

PL 122/06: manifestantes se opõem ao projeto, mas não às pessoas

:: Fonte: Missão Portas Abertas





Governo enfrenta tarefa difícil para proibir o uso da palavra “Alá”

14 11 2009

MALÁSIA - O governo da Malásia está enfrentando uma difícil tarefa para proibir o uso da palavra “Alá” no culto cristão, é o que afirma Bernard Dompok, presidente de um partido político local.

No dia 8 de novembro, ao falar no congresso nacional da organização Pasokmomogun Kadazandusun Murut (UPKO em inglês), Bernard afirmou que a comunidade cristã de idioma malaio, principalmente nos estados de Sabah e Sarawak, têm usado a palavra Alá para se referir a Deus há muito tempo.

O governo confiscou 15.000 bíblias no idioma malaio porque elas mencionavam a palavra “Alá”.

“Hoje, alguns cristãos das igrejas que trouxeram as Bíblias da Indonésia ainda estão esperando para que sejam liberadas. Existem dois casos pendentes no tribunal, esperando para serem ouvidos pelo governo. Eu acho desnecessário.”

A palavra “Alá” é usada normalmente para “Deus” no idioma nacional, o Bahasa Melayu.

A Federação Cristã da Malásia, que está lutando contra a proibição, diz que ela infringe a constituição federal.

O primeiro ministro da Malásia, Najib Tun Razak, abriu a conferência, na qual estavam presentes mais de 4.000 apoiadores, incluindo líderes federais e estaduais. O UPKO é um dos 13 partidos da coalizão governante. Seus membros são, em sua maioria, indígenas de Sabah, incluindo cristãos e muçulmanos.

Bernard, que também é ministro, disse que discutir o assunto poderia causar desconfortos para seus colegas no governo, mas ele se sentiu obrigado de ser a “voz do povo”.

“Com todo o respeito para aqueles que podem se sentir desconfortáveis, a comunidade cristã na Malásia, assim como os cristãos na Indonésia e mundo árabe, têm usado esse palavra há muito tempo. Será uma tarefa muito difícil para o governo, se de fato quiser, forçar a proibição da palavra no culto cristão.”

O governo disse que o uso da palavra “Alá” em publicações cristãs é “prejudicial para a ordem pública, e pode confundir os muçulmanos e levá-los a se converterem ao cristianismo.

:: Fonte: Missão Portas Abertas





Advogado é demitido por envolvimento em causa de cristãos

14 11 2009

CHINA - O doutor Fan Yafeng, um dos pesquisadores legais mais influentes da China, foi despedido da Academia chinesa de Ciências Sociais (CASS em inglês), na segunda-feira. O secretário político do Instituto de Estudos Legais informou o Dr. Fan que ele não poderia mais trabalhar na CASS por “questões políticas”. A ação foi drástica, mas não sem precedentes, pois o Dr. Fan tem trabalhado há anos com persistência em diversos casos de liberdade religiosa, incluindo a defesa do pastor de uma igreja não registrada, Cai Zhuohua, em 2004. A recente investida contra as igrejas não registradas em Pequim tem causado preocupação naqueles que defendem a liberdade religiosa com base nos direitos humanos.

Internacionalmente conhecido como um expert na constituição chinesa, o Dr. Fan Yafeng é um dos membros fundadores da Associação de advogados de defesa pelos direitos dos cristãos chineses. Ele também serve como líder em uma igreja não registrada em Pequim. Em 2005, ele foi convidado pela ChinaAid para visitar os Estados Unidos, juntamente com outros seis advogados. Recentemente, o Dr. Fan soube da terrível situação da igreja Linfen-Fushan em Shanxi, cujos membros foram instruídos a contratar advogados para apressar o julgamento. O advogado foi um dos diversos representantes legais que se ofereceram para auxiliar a igreja Linfen. Embora não tenha sido confirmado, a associação ChinaAid suspeita que essa triste demissão tenha acontecido por causa do envolvimento do pastor nesse caso. Essa ação foi ilegal e demonstra o aumento da repressão aos advogados que representam clientes com razões religiosas.

O presidente da ChinaAid, Bob Fu, demonstrou preocupação pelo advogado: “Utilizar uma tática ilegal para demitir um cristão estudioso da lei como o Dr. Fan mostra a falta de confiança da liderança chinesa. Ele tem lutado por moderação, paz e justiça. Pedimos que o governo chinês reconsiderem essa atitude e revertam a decisão equivocada”.

:: Fonte: Missão Portas Abertas





Diga não a VIOLÊNCIA!

13 11 2009

Diga não a violência!

O Projeto Amigos de Oração reservou esse espaço para todos os amigos que dizem NÃO A VIOLÊNCIA. Deixe aqui seu comentário, mensagem ou depoimento sobre a violência em sua cidade, estado e país. Não esqueça de informar seu nome.

REFLEXÃO:

Não vá aonde vão os maus. Não siga o exemplo deles. Não faça o que eles fazem. Afastes-se do mal. Desvie-se dele e passe de lado. Os maus não podem dormir sem ter feito alguma coisa má; eles ficam acordados até conseguirem prejudicar alguém. Porque para eles a maldade e a violência são comida e bebida. A estrada em que caminham as pessoas direitas é luz da aurora, que brilha cada vez mais até ser dia claro. Mas a estrada dos maus é escura como a noite; eles caem e não podem ver no que foi que tropeçaram. Evite o mal e caminhe sempre em frente; não se desvie nem um só passo do caminho certo. Provérbios 4:14-19, 27.

MENSAGENS

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Violência - vi.o.lên.cia sf (lat violentia) 1 – Qualidade de violento. 2 – Qualidade do que atua com força ou grande impulso; força, ímpeto impetuosidade. 3 – Ação violenta. 4 – Opressão, tirania. 5 – Intensidade. 6 – Veemência. 7 – Irascibilidade. 8 – Qualquer força empregada contra a vontade, liberdade ou resistência de pessoa ou coisa. 9 – Dir Constrangimento, físico ou moral, exercido sobre alguma pessoa para obrigá-la a submeter-se à vontade de outrem; coação.

Projeto Amigos de Oração
Amigos que fazem a DIFERENÇA!





De bem com a nova vida

12 11 2009

Testemunho

Este jovem representa Karim que foi expulso de sua casa depois de se converter ao cristianismo

TESTEMUNHO - O indiano Karim era bem jovem quando teve de optar entre a família e o luxo em que vivia ou a fé cristã

Karim* diz que, antes de sua conversão, era completamente ingênuo a respeito do custo de sua decisão de seguir Cristo. “Eu não sabia que a diferença entre o islamismo e o cristianismo era tão profunda. Eu pensava que, em razão da consideração e do amor do meu pai, se eu dissesse que queria me tomar cristão, ele apenas diria: ‘Tudo bem’. O pai de Karim, um rico industrial da Índia, proporcionava um confortável estilo de vida a seus cinco filhos. Karim tinha sua suíte particular, uma mesada mensal de mil dólares e férias freqüentes com toda a família na Europa e no Golfo Pérsico. Quando jovem, a vida de Karim começou a mudar. Com as pernas cruzadas no chão de cimento de seu modesto apartamento, ele conta a história: “Eu era um muçulmano sincero, porém não era religioso. Certa noite, ouvi uma voz que dizia: ‘Vem e segue-me’. Na manhã seguinte, contei a meu pai. ‘Talvez você deva irás cidades sagradas do islamismo e passar algum tempo’, disse ele. E eu fiz isso.

Voltei após cinco ou seis meses e senti que tinha paz. Mas, depois, comecei a sentir uma inquietação. Aquilo Continuou até 1992, quando o meu carro enguiçou três vezes em frente a uma igreja. Na terceira vez que ele quebrou, eu entrei e disse ao pastor que queria saber no que ele cria. Disse a ele que eu tinha ouvido uma voz que dizia: ‘Venham a mim [...] e eu lhes darei descanso’. Ele abriu em Mateus 11.28 e me perguntou se eram as mesmas palavras ou parecidas. Li a frase várias vezes. Era exatamente a mesma. Ele me deu um Novo Testamento. “Se você tiver qualquer dúvida, pode vir quantas vezes quiser e perguntar’, disse ele.

“Você não tem o direito de levar nada”

As coisas começaram a ficar tensas entre mim e minha família. Eu sempre lia o Novo Testamento e acabei contando a meu pai que estava pensando em me tomar cristão. Mostrei-lhe o livro que estava lendo. Ele o jogou fora e disse: Chega desse livro’. Depois de alguns meses, contei ao pastor que eu queria me tornar seguidor de Cristo. Ele respondeu: ‘Certo, mas você tem de obter permissão do seu pai’. Pedi permissão ao meu pai. Ele falou: Você tem de decidir: ou a sua família ou sua nova religião. Escolha uma delas. A luta para tomar aquela decisão durou entre quatro e cinco meses. Sinceramente, eu não sabia como era a vida real. A única coisa que eu sabia era sacar dinheiro do banco sempre que quisesse comprar alguma coisa. Mas, enquanto lia o Novo Testamento, comecei a pensar a respeito de Mateus 6.33: ‘Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas’.

Fui até meu pai e lhe disse que queria me tomar cristão. Ele respondeu: ‘Você tem de sair de casa’. Assim, arrumei tudo o que me pertencia, incluindo meus talões de cheques. Quando eu estava prestes a sair, meu pai disse: ‘Deixe todas estas coisas aqui. Você não tem o direito de levar nada’. Foi outra decisão difícil. Mas senti algo me dizer: ‘Está bem, vá em frente’. Então, saí de casa com a roupa do corpo: a calça e a camisa. Pedi ao meu pai 10 rúpias para pagar o ônibus. Fui até a igreja e contei minha história ao pastor. Ele ficou chocado e me disse que eu não deveria ter feito o que fiz.

“Sou apenas humano”

No dia seguinte, tomei um trem para ir viver num orfanato onde alguns cristãos tinham um ministério para viciados em drogas. Todas as manhãs, trazíamos crianças das ruas, dávamos banho nelas e lhes ensinávamos os números ou o alfabeto. Chamávamos a isso Clube do Asfalto. Acho que os meninos de rua ficaram atraídos por mim pelo fato de eu usar a mesma roupa todos os dias, exatamente como eles. Depois de seis meses de minha permanência lá, o Clube do Asfalto cresceu de 15 para 135 crianças.

Depois eu trabalhei numa igreja durante algum tempo, e ela me mandou para uma escola bíblica. Fiz trabalho missionário na zona rural durante um ano antes de entrar para o seminário. Agora eu estou casado. Minha esposa e eu queremos ir para o norte da Índia e começar algum tipo de negócio, ou seja, o que o Senhor nos orientar a fazer, para levar pessoas a Cristo. Esse é o nosso foco”. Quando indagado se tem saudades do estilo luxuoso de vida que ele deixou há uma década para seguir Cristo, ou se ele pensa ser possível, algum dia, voltar para a vida luxuosa, Karim demora um momento para pensar na resposta. “Quem pode dizer? Sou apenas humano”, ele dá de ombros. “Mas acho que não. Estou sentindo-me bem”.

* O nome verdadeiro foi alterado por motivos de segurança.

Nota: Esse texto foi compilado o partir da história publicada no livro A fé que persevera (pp. 218-220)

ÍNDIA: POPULOSA E COMPLEXA

O país das castas, dos múltiplos deuses e de Ghandi é também a casa de 130 milhões de muçulmanos – mais do que em qualquer país do Oriente Médio. Despontando como emergente na economia mundial, o país traz uma vergonhosa injustiça em sua prática social: quando um hindu pobre se converte ao cristianismo perde os direitos a serviços assistenciais do governo, como educação e saúde. O mesmo não acontece se a conversão é ao islamismo ou ao budismo. Em suas orações, lembre-se dessa nação e, em especial, interceda pelos nossos irmãos indianos.

:: Fonte: Revista Portas Abertas – Edição: Novembro de 2009
www.portasabertas.org.br





Três cristãos são presos e ameaçados

11 11 2009

MÉXICO - No dia 17 de outubro, três cristãos foram presos pelas autoridades locais e caciques por causa de sua fé, no município de Huixtan. Um quarto cristão não conseguiu enfrentar o medo de ser expulso da comunidade e concordou em obedecer as condições estabelecidas pelas autoridades. A confusão continuou durante horas depois que os cristãos foram soltos.

Os cristãos haviam sido alertados que se não abandonassem a religião cristã evangélica, seriam expulsos da comunidade, perderiam suas propriedades e direitos civis. Todos são membros das igrejas Elohim e Bíblica da Comunhão dos Cristãos no México. Os evangélicos que foram presos são Pedro Vasquez Jimenez, Sebastian Hernandez Santiz e Miguel Vazquez Moshan.

No dia 4 de outubro, as autoridades do ejido¹ Lazaro Cardenas Chilil convocaram uma reunião às 10h para tratar de diversos assuntos importantes da comunidade. Um dos primeiros assuntos abordados na reunião foi que um dos representantes do ejido, Manuel Sebastian Bolom Vazquez, contou sobre algumas pessoas que conhecia que haviam aceitado o evangelho. Ele declarou que não achava apropriado que os ejidatarios e avecinados da comunidade mudassem de religião ou que fossem qualquer coisa além de católicos.

Ele disse que ninguém em Chilil poderia praticar alguma religião que não estivesse estabelecida na tradição, e que eles perderiam suas terras e seriam expulsos da comunidade se não renunciassem ao cristianismo. Naquele mesmo dia, os oficiais da comunidade pressionaram os outros representantes para concordar em proibir a entrada do evangelho na comunidade.

Alguns dias depois, em 7 de outubro, os cristãos registraram uma queixa oficial para o presidente da região de Huixtan, onde moram, contando as ameaças feitas pelas autoridades de Chilil e a proibição contra a crença em Cristo. Por causa dessa carta, as autoridades marcaram uma reunião para o dia 17 de outubro às 17h. Na ocasião, dois assuntos seriam discutidos. O primeiro era um transformador elétrico que precisava ser substituído, e o segundo era o caso dos cristãos. “Todos no ejido estavam presentes na reunião”, disse Sebastian, um dos cristãos afetados.

Três dos quatro cristãos em questão estavam presentes na reunião. Miguel Vazquez Moshan ficou em casa para jantar com a família, mas logo foi interrompido por quatro policiais que o levaram de sua casa até o local da reunião. Assim que ele chegou, foi ordenado a parar de seguir o evangelho. Sua negação inflexível de renunciar sua fé provocou uma reação imediata na multidão que começou a gritar, pedindo que ele fosse preso juntamente com os outros dois cristãos. O quarto cristão que estava na reunião não conseguiu enfrentar o medo de ser expulso da comunidade e concordou em obedecer as condições estabelecidas pelas autoridades.

Um dos presos era Pedro Vasquez Jimenez, que aceitou a Cristo há quase três anos. Ele tem seis filhos, mas sua família rejeita o fato de que ele “mudou de religião”. Outro cristão, Sebastian, e sua família, começou a ouvir a Palavra de Deus há seis meses. Ele tem se encontrado com outros cristãos em casas e congregações em San Cristobal. Miguel era membro da igreja Elohim, nos arredores de Cascajal, também em San Cristobal. Ele e sua família começaram a acreditar em Deus há quarto anos, quando sua esposa ficou muito doente e o Senhor a curou milagrosamente.

Eles ficaram presos até às 23h. Primeiro, Miguel foi solto, e logo depois Sebastian e Pedro também. A confusão da multidão continuou durante horas. As pessoas gritavam, ameaçam e exigiam que eles negassem sua fé. Ainda assim, os cristãos continuaram firmes. Miguel dizia para a multidão: “O que estamos fazendo não é crime. Estamos apenas buscando a vida”. No entanto, a multidão continuou gritando e pedindo que eles fossem expulsos da comunidade. Alguns começaram a alertá-los, dizendo que nunca voltassem, porque se o fizessem, seria melhor “comprar gás e queimar os cristãos”. Em meio às ameaças, Pedro respondeu a multidão dizendo que “eles poderiam fazer o que quisessem contra a Palavra de Deus, mas que não seriam vitoriosos”.

:: Fonte: Missão Portas Abertas





Muito mais do que dois mártires

11 11 2009

INTERNACIONAL - Assustada com o seqüestro e morte de obreiros no Afeganistão, Igreja sul-coreana repensa sua ênfase missionária

Uma das nações mais envolvidas em missões transculturais de evangelização e assistência social, a Coréia do Sul passa por um momento de crise em sua vocação missionária. O assassinato de dois obreiros coreanos, mortos no Afeganistão em julho passado quando realizavam trabalhos evangelísticos e humanitários naquele país, provocou uma forte reação de diversos setores – inclusive, no governo e dentro da própria Igreja nacional. No centro dos debates, questiona-se a validade da obra missionária em regiões de alto risco e o custo humano que ações do gênero podem acarretar. A situação pode fazer com que a Coréia do Sul, que ocupa a segunda posição mundial no envio de missionários ao exterior – são cerca de mil por ano, um contingente menor apenas que o comissionado pelas igrejas dos Estados Unidos –, mude de posição em relação às missões cristãs ao redor do mundo.

Líderes evangélicos sul-coreanos falam em adotar uma postura de “cautela e sabedoria” no trato da questão. Pode ser apenas eufemismo para designar um recuo de proporções imprevisíveis. “O remorso tomou conta da Igreja”, reconhece o pastor Park Eun-jo, da Igreja Presbiteriana Saemmul, influente comunidade com mais de 5 mil fiéis. Localizada na capital Seul, foi essa congregação que patrocinou a viagem de um grupo de 20 missionários ao Afeganistão – um dos quais, o pastor Bae Hyung-kyu, de 42 anos, acabou morto. Lá, eles se juntaram a outros três compatriotas antes de cair nas mãos dos seqüestradores. O episódio ocasionou uma saraivada de críticas ao movimento missionário da nação asiática.

“Neste momento, é difícil prever o efeito quantitativo que os fatos causarão na obra missionária”, comenta Steve Moon, diretor do Instituto de Pesquisas para Missões da Coréia. Ele diz que, na melhor das hipóteses, a situação será uma oportunidade para o amadurecimento: “As igrejas precisarão pensar em novas estratégias, e tanto elas quanto as agências missionárias deverão se preparar mais.” Para ele, a motivação que moveu o grupo ao Afeganistão é “pura”, mas classifica sua ação de temerária. “Eles não foram realistas”, aponta. Moon receia que o incidente possa frear o ímpeto missionário dos crentes coreanos.

Longa agonia – O seqüestro, ocorrido no último dia 19 de julho, foi uma agonia que durou seis semanas – até agora, o mais longo episódio do gênero envolvendo estrangeiros em território afegão desde a queda do regime talibã, formado por radicais islâmicos que governou o país com mão de ferro até 2001. Apeados do poder graças à intervenção militar comandada pelos Estados Unidos depois do 11 de Setembro, os talibãs mantêm-se à margem do governo constitucional do país e o combatem com táticas de guerrilha. Os coreanos foram capturados por insurgentes na localidade de Qara Bagh, na província de Ghazni, quando viajavam de ônibus pela estrada que une Cabul, a capital, a Kandahar, importante reduto talibã. Considerada área de alto risco pelo próprio governo do presidente Hamid Karzai, a região é conflagrada e exige segurança redobrada de quem trafega por ali. Mas o ônibus que transportava o grupo, composto em sua maioria por mulheres, não tinha qualquer escolta e foi alvo fácil.

Iniciou-se, então, uma complicada negociação envolvendo a milícia talibã, autoridades do Afeganistão e o governo da Coréia do Sul. Karzai, sob pressão americana, recusou-se a libertar prisioneiros ligados aos talibãs em troca dos missionários. O terror aumentou seis dias depois, quando os rebeldes executaram o pastor Bae, provocando comoção internacional e intensos protestos do povo coreano. No dia 30 de julho, outro refém, Shing Sun-min, de 29 anos, foi assassinado. A partir dali, a Coréia do Sul resolveu negociar diretamente com intermediários indicados pelos seqüestradores. Seul prometeu atender exigências, como a retirada dos 200 soldados que o país mantinha em território afegão como integrantes da força multinacional de paz comandada pelos Estados Unidos. Os seqüestradores, então, começaram a entregar os reféns. Finalmente, no dia 30 de agosto, o restante do grupo que ainda estava em cativeiro foi liberto.

Versões de que um resgate de 20 milhões de dólares teria sido pago não foram confirmadas. De concreto, além da retirada das tropas coreanas, o saldo do seqüestro foi o anúncio de que as viagens de missionários coreanos ao Afeganistão – e, por extensão, a outras regiões sob conflito – estão canceladas. É uma guinada e tanto para uma Igreja acostumada à ousadia. Segundo o sociólogo americano Robert Wuthnow, da Universidade de Princeton, a diferença entre a obra missionária desenvolvida por seu país e aquela encetada pelos coreanos é justamente esta. “A maioria dos voluntários americanos para missões de curto prazo se dirige a locais relativamente seguros, onde executam atividades assistenciais. Muitas igrejas da Coréia do Sul, ao contrário, se dispõem a enviar grupos às regiões mais perigosas do mundo.”

Mea culpa – No entanto, dirigentes do movimento missionário da Coréia vêm questionando a motivação e o propósito das igrejas com relação às missões em larga escala. O mea culpa parece ter atingido boa parte da Igreja asiática. Após a libertação dos reféns, mais de 100 pastores, incluindo representantes do Concílio Cristão da Coréia e do Concílio Nacional de Igrejas Coreanas, realizaram uma reunião de oração e arrependimento. Após o ato, emitiram uma declaração com a relação de supostos erros cometidos pelas igrejas do país devido à sua paixão por missões. “Por causa do excesso de entusiasmo, adotamos grandes slogans, como ‘superioridade’, ‘conquista’ e ‘competição’”, reconhece o manifesto, “em vez de compreensão, aceitação e serviço aos que partem para o campo”.

O seqüestro não afetou apenas os cristãos. A atitude de Seul, que aceitou a pressão do Talibã, provocou polêmica e críticas veladas dos governos americano e afegão.“Os Estados Unidos defendem, com certeza, a separação entre Igreja e Estado”, afirmou Scott Moreau, professor de missões e estudos transculturais da Wheaton College, de Illinois (EUA). “Negociar em nome de uma agência missionária levantaria inúmeras questões espinhosas”, alerta.

O incidente teve outras conseqüências. O governo da Coréia determinou a volta do que já estavam lá no Afeganistão. Estima-se que, no momento do seqüestro, haviam outros 120 obreiros cristãos no país. “Eles preenchiam lacunas muito importantes. Suas ausências serão sentidas”, lamenta Rob Werner, obreiro cristão em serviço na Ásia central. Para o pastor Geoff Tunnicliffe, diretor internacional da Aliança Evangélica Mundial (WEA, sigla em inglês), existe atualmente um grande debate sobre o futuro do trabalho de missionários coreanos em situações perigosas ou complexas. “Precisamos discutir as implicações da decisão tomada pelo governo da Coréia do Sul de proibir a ida de trabalhadores cristãos para o Afeganistão”, declarou Tunnicliffe, na esteira dos desdobramentos da crise.

Enquanto isso, obreiros de outras nacionalidades em ação no território afegão estão reavaliando sua presença lá e os cuidados com a própria segurança. “Não sei de ninguém que tenha ido embora por ameaças de seqüestro”, continua Rob Werner. “Mas talvez as pessoas percam a coragem para vir. Não é possível ficar aqui muito tempo sem se entregar à soberania de Deus e às promessas dele de nos proteger”, sentencia.

(Tradução: Cláudia Ziller Faria. Redação e adaptação: Carlos Fernandes)

“Provação traz despertamento”

Para Ronaldo Lidório, um dos mais respeitados missionários transculturais brasileiros, a ênfase evangelística da Igreja da Coréia do Sul tem raízes espirituais e históricas. “Aquele país também martirizou missionários estrangeiros que lhe foram enviados”, conta. “Essa herança sacrificial explica parte de sua vocação hoje”. Pastor presbiteriano e membro da AMEM (A Missão de Evangelização Mundial), Lidório passou dez anos atuando junto aos konkombas, povo que vive em Gana, na África. Ali, traduziu o Novo Testamento para a língua nativa e deixou uma sólida igreja plantada. Hoje, ele coordena projetos missionários na região amazônica. Com tanto conhecimento de causa, ele sabe que nenhuma provação pode extinguir a obra missionária. Ronaldo Lidório conversou com CRISTIANISMO HOJE:

CRISTIANISMO HOJE – Acontecimentos traumáticos no campo missionário, como o seqüestro e a morte de cristãos sul-coreanos no Afeganistão, costumam ter grande repercussão. Como obreiro transcultural, de que modo o senhor vê a questão?

RONALDO LIDÓRIO – Missionários normalmente são alertados para os principais fatores de risco antes de se dirigirem aos campos onde atuarão – mas isso não dilui a dor da perda e o sentimento de incerteza em situações de opressão, seqüestro e morte. Percebo que o martírio daqueles que levam a mensagem da cruz sempre produz pelo menos um efeito na Igreja de Cristo: o despertamento de mais pessoas comprometidas a orar e a se envolver com a pregação do Evangelho.

A Igreja Evangélica sul-coreana tem tradição missionária cristã, o que não é comum no contexto oriental. Como explicar esse fenômeno?

É importante ressaltar que vários missionários estrangeiros também foram martirizados no início da evangelização da Coréia do Sul, o que certamente contribui para que a Igreja daquele país tenha desenvolvido essa força missionária que vemos em nossos dias. Algo semelhante ocorre na China, hoje. A Coréia do Sul experimentou um processo de evangelização, plantio e crescimento de igrejas jamais visto naquela região asiática, em nossa geração. Houve um derramar da graça de Deus de maneira impar sobre a Coréia do Sul, cuja Igreja é uma das mais ativas no envio missionário transcultural. A abundante evangelização, associada às atividades sociais, formam a herança missionária deixada na Coréia do Sul – e a essa herança associaram-se a disciplina, a valorização da honra e do sacrifício, elementos presentes naquela cultura. O efeito tem sido uma força missionária determinada, conduzida pela oração e com bom preparo. (Carlos Fernandes)

:: Fonte: Cristianismo Hoje





Alemães comemoram os 20 anos da queda do Muro de Berlim

10 11 2009

Visitantes colocam flores no que restou do muro de Berlim

Visitantes colocam flores no que restou do muro de Berlim

ALEMANHA - Líderes mundiais do passado e da atualidade participam nesta segunda-feira na capital alemã de eventos para comemorar os 20 anos da queda do Muro de Berlim, um marco que representou a desintegração do bloco comunista na Europa Oriental.

A chanceler alemã, Angela Merkel, se juntou ao ex-líder soviético Mikhail Gorbachev e ao ex-presidente polonês Lech Walesa em uma caminhada pelo antigo posto de controle na ponte de Bornholmer, o primeiro a ser aberto em 9 de novembro de 1989.

Merkel disse que este é “não apenas um dia de celebrações para a Alemanha, mas para toda a Europa”.

“(A queda do muro) foi o resultado de uma longa história de opressão e do esforço contra a opressão”, disse.

Antes, a chanceler alemã disse que a unificação das duas Alemanhas ainda está incompleta, já que o leste ainda não está tão desenvolvido economicamente quanto o oeste.

Histórico

Em 1989, a queda do muro levou ao colapso do poder comunista no Leste Europeu, à reunificação alemã e ao fim da Guerra Fria.

A Alemanha Oriental comunista ergueu o muro de concreto com 155 quilômetros de extensão em torno de Berlim Ocidental em 1961 para evitar que moradores do lado comunista fugissem para o reduto capitalista.

Acredita-se que mais de cem pessoas tenham morrido tentando escapar pelo muro.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, também participam das comemorações, junto e o ex-premiê húngaro Miklos Nemeth – que, com a decisão de abrir as fronteiras do país, foi o primeiro a permitir que alemães orientais fugissem para o Ocidente.

Centenas de dominós gigantes feitos de espuma, pintados por jovens com mensagens de liberdade, foram alinhados na linha onde ficava o muro e serão derrubados às 20h (hora local, 17h em Brasília), representando como os governos comunistas da Europa do Leste foram caindo, um após o outro.

As festividades serão encerradas com um show de fogos de artifício e um show com músicos de vários países.

A Igreja Sujeita ao Comunismo

O fundador da Portas Abertas, Irmão André, acompanhou as consequências vividas pelos cristãos no país, desde a inauguração do Muro, em 1961 até sua queda.

Ele foi um dos primeiros a passar por um dos postos de controle, Charlie. Ele tem uma lembrança vívida do impacto do Muro: “A multidão de refugiados sujeita a regras comunistas parou durante a noite. Não havia saída, ninguém podia escapar. O resultado foi uma onda de suicídios, incluindo alguns pastores evangélicos. Eles perderam a esperança”.

Havia um claro confronto ideológico e de valores. Um pensador comunista disse: “A responsabilidade do comunismo é ser militante ateu, um lutador ativo para a pureza da ideologia soviética e para uma erradicação completa do preconceito religioso”.

Além disso, havia um regime baseado em um controle rígido. A Igreja estava isolada e vivia sob ameaças. O colega do Irmão André, Johan Companjen, explica: “Os comunistas não toleravam os cristãos. Os cristãos caíram totalmente no abandono. Um pastor na Hungria disse: ‘Ninguém sabia onde eu estava, nem mesmo a minha família. Obrigado por vir’. Então, ele chorou muito. A polícia tinha fechado a igreja dele e o levado preso”.

Mas, apesar das ameaças, detenções e prisões, o Irmão André diz que a Igreja mostrou força.

A origem da Portas Abertas veio da determinação do Irmão André em fortalecer a Igreja Perseguida. Ele começou a fazer várias visitas, levando Bíblias através do posto de controle, orando para que os guardas não o vissem com elas e, pedindo para que Deus os “cegassem” quando ele passasse.

Centenas de milhares de Bíblias foram entregues. Sua convicção era que os cristãos que viviam sob este tipo de pressão precisavam de encorajamento e da força que podia ser encontrada na Palavra de Deus.

:: Fonte: Missão Portas Abertas

Neste mês de celebrações pelos 20 anos da queda do Muro de Berlim, a Missão Portas Abertas preparou uma página especial em nosso site falando sobre o aspecto religioso desse grande acontecimento na história. Confira!





Escola missionária cristã é incendiada

10 11 2009

Escombros de escola cristã incendiada PAQUISTÃO - Nesta terça-feira, 3 de novembro, militantes incendiaram uma escola cristã em Murree, reduzindo os três edifícios a cinzas, e causando um prejuízo em torno de 1 bilhão de rúpias (US$ 1.195.314,32).

Murree, uma região montanhosa e um resort de verão para moradores de Islamabad, está localizada a 30 km de Islamabad.

Militantes não identificados incendiaram os três edifícios da escola Saint Denys ao arremessar produtos químicos inflamáveis dentro da escola. O fogo estava tão forte que reduziu um prédio de cinco e outro de três andares a cinzas em apenas uma hora e meia.

O prédio de três andares que foi destruído continha uma sala de estoque, os dormitórios infantis, salas de aula e um salão. O de cinco andares tinha lojas no primeiro andar, residências no segundo, área de funcionários e uma livraria no terceiro, dormitórios no quarto e almoxarifado no quinto andar.

O outro prédio que também sofreu muitos danos continha uma cozinha, salas de aula, refeitórios e escritórios. Os documentos da escola, que era amparada pela Igreja do Paquistão, foram destruídos no incêndio.

Os locais menos afetados foram a capela e uma sala de aula para o curso preparatório.

O fogo provocou pânico entre os 142 residentes que estavam presentes na escola na terça-feira. Foram as crianças que avisaram o diretor, Noreen Barkat, que o prédio estava em chamas.

“Não houve mortes em consequência ao incêndio, mas o fogo destruiu o prédio inteiro. Não restou nada da escola. Oro para que ela volte a funcionar depois da reconstrução.”

A escola possuía 200 alunos internos, 20 professores e 32 outros funcionários.

Falando sobre a tensão que a atual situação no país tem causado nos cristãos paquistaneses, Sohail Johnson, presidente do ministério Sharing Life Pakistan, disse que muitas instituições cristãs foram fechadas por causa do recente aumento na violência.

Ele pediu que os culpados sejam presos pelo incêndio da escola missionária e encorajou os cristãos em todo o mundo a orar pela segurança dos cristãos paquistaneses.

:: Fonte: Missão Portas Abertas





Cristão é agredido sob acusações falsas de forçar conversões

10 11 2009

ÍNDIA - No dia 3 de novembro, cerca de 20 ativistas do Bajrang Dal atacaram um cristão e acusaram-no de forçar conversões no complexo de Attavar, em Magalore, Karnataka.

Manjunath, um operário na área de construção e morador de Ankola, foi atacado em frente ao prédio B G Court Apartments, quando esperava do lado de fora de sua residência.

Os extremistas o atacaram, alegando que ele estava envolvido na ajuda a um homem, morador do mesmo edifício, a realizar conversões forçadas.

Manjunath disse que as pessoas acreditarem em Deus ou não, não dependia de sua vontade.

Os radicais invadiram a casa de Manjunath e, ao encontrarem livros cristãos, começaram a agredir o cristão.

A maioria dos vizinhos negou qualquer evidência de que havia atividades “evangelísticas” na casa.

:: Fonte: Missão Portas Abertas





Conspiração

10 11 2009

Conspiração Com excessiva frequência somos confrontados com vigorosos ataques contra a fé cristã e com escândalos morais de toda ordem. A percepção de que há algo errado têm sido expressa nas mais diversas ocasiões. Max Ziegelbauer, por exemplo, bispo (emérito) da diocese católica romana de Augsburg, Alemanha, formulou recentemente1: “Vivemos numa época de ideologias, frequentemente militantes. Pontos de vista parciais na ‘qualidade’ de hipóteses são elevados ao todo e absoluto. Um mito qualquer está contra o mistério, uma alegação contra o Evangelho, a instituição de um novo mundo com uma sociedade livre de Deus contra a salvação em Cristo. Temperamentos calmos talvez perguntem: por que tal rispidez, tal pessimismo? A vigilância infelizmente precisa concordar: ‘O objetivo estratégico é a erradicação da religião’”. Semelhantemente Kurt Gödel, um dos maiores matemáticos do século 20, externava em 1961 a preocupação de que “noventa por cento dos filósofos contemporâneos consideram que sua principal tarefa é destruir a religião na mente das pessoas”.2

A ligação entre desenvolvimentos nas esferas moral e espiritual permanece muitas vezes subentendida e pode ser paradigmaticamente ilustrada com Bertrand Russell (1872-1970), brilhante matemático, apaixonado defensor do ateísmo, pioneiro do matrimônio aberto (sem compromisso de fidelidade sexual), autor do livro “Por que não sou cristão”, e profundo conhecedor de técnicas de manipulação social. Sobre (parte de) sua motivação o próprio Russell escreveu3: “Há um ódio feroz em mim, um ódio que é igualmente uma fonte de vida e energia – cessar de odiar não seria realmente bom… eu costumava estar receoso de mim mesmo e do lado escuro de meu instinto, [mas] agora não estou”.

Há muitos que veem em tal estado das coisas um prenúncio do fim dos tempos. Mas a Bíblia menciona ateus debochados e sociedades imorais e injustas desde a Antiguidade. Podemos ainda recordar o pântano moral das fases mais negras do Império Romano; a vida frívola em muitas cortes europeias do passado; ou a Viena de meados do século 19, onde mais da metade dos nascimentos ocorriam fora de casamentos.

É certo que nossa sociedade possui distintivos inéditos, como a invasão facilitada da privacidade pela mídia, por exemplo. Mas a raiz do problema continua sendo a mesma: “o mundo inteiro jaz no maligno”.4 As evidências que se manifestam são mais conspiratórias do que apocalípticas; e sabemos quem é o conspirador. Por incrível que pareça, o próprio Bertrand Russell admite a possibilidade de sua existência, mas afirma não se importar, alegando motivos filosóficos: “Também não posso provar que Satã seja uma ficção. E o Deus cristão pode existir, assim podem os deuses do Olimpo… Eles estão fora da região de conhecimento provável e por isto não há razão para considerá-los”.5 A essência de posicionamentos deste tipo é questionada por intelectuais de renome como Gödel e Einstein, que sempre relutaram em restringir o que existe àquilo que se pode conhecer usando o método científico.6 A atitude expressa na última frase da citação obviamente é um tiro que no cotidiano tipicamente sairia pela culatra. Mesmo não conhecendo os imprevistos de amanhã, por exemplo, nem sua probabilidade, o ser humano prudente prepara-se de alguma forma: financeiramente, emocionalmente etc. Além disto, escolher nivelar com mitos gregos a revelação de Deus ao longo da história, especialmente a revelação por meio do Jesus da história, só é possível com supressão de evidência. Está configurada, pois, uma questão de vontade e não filosófica. A ela Jesus se refere quando diz aos céticos do primeiro século: “Mas não quereis vir a mim para terdes vida!”.7

Quem observa sucessores de Russell – por exemplo Richard Dawkins, autor do bestseller “Deus, um Delírio” – constata que a estratégia de seduzir a humanidade a “não querer” não mudou: oratória, carisma, plausibilidades, endoutrinamento, deboche, enfim qualquer coisa para desestimular o contato do grande público com o Evangelho. Tudo isto acompanhado de uma avalanche de lixo cultural e moral que apela aos sentidos; tudo para blindar o indivíduo contra o Evangelho. Felizmente este objetivo é inalcançável, pois “não é a minha palavra como fogo, diz o Senhor, e como um martelo que esmiúça a pedra?”.8 São abundantes as biografias que confirmam isto.

Mesmo assim, às vezes o desânimo com o estado das coisas ameaça se impor. Para estes casos Ruy Barbosa deixou-nos um exemplo de reorientação. Em certa situação escreveu a um amigo: “Nunca senti pelas vilanias humanas mais enjoos e pela sorte de nossa terra mais desânimo. Felizmente a fé em Deus se me vai acendendo, à medida que se me apaga a confiança nos homens. No meio de tantos desconfortos e iniquidade tenho me entregado estes dias exclusivamente à leitura do Evangelho, a eterna consolação dos malferidos nos grandes naufrágios”.9 Ruy Barbosa apropriou-se de nova perspectiva lendo o Evangelho, onde Jesus diz: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”.10

Mais tarde João ensinaria que “todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?”.11 Esta perspectiva vitoriosa é, pois, a perspectiva cristã conclusiva em qualquer cenário, inclusive no enfrentamento de conspirações fadadas ao fracasso final.

Notas
1. No prefácio para Wilhelm Overhoff – “Welt ohne Gott?” Norderstedt, 2006.
2. Paul Yourgau – “A world without time – the forgotten legacy of Gödel and Einstein”, Basic Books, 2005, como citado em P.M.G. Ferreira – “A fé em Deus de grandes cientistas”, Loyola, 2009.
3. D. J. Peterson – “Revoking the moral order: the ideology of positivism and the Vienna circle”, Lexington Books, 1999.
4. João 5:19
5. D. J. Peterson, id.
6. Paul Yorgau, id.
7. João 5:40
8. Jeremias 23:29
9. Como citado no documento “Discurso no Colégio Anchieta”, Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro, 1981.
10. João 16:33
11. 1 João 5:4-5

• Karl Heinz Kienitz é doutor em engenharia elétrica pela Escola Politécnica Federal de Zurique, Suíça, em 1990, e professor da Divisão de Engenharia Eletrônica do Instituto Tecnológico de Aeronáutica. www.freewebs.com/kienitz

:: Fonte: Revista Ultimato





Fé é também obedecer

9 11 2009

Hebreus é um dos livros mais fascinantes de toda a Bíblia e nos conduz a crer que a missão da Igreja está fundamentada em Cristo. Este livro fortemente cristocêntrico apresenta Jesus logo no primeiro capítulo como O resplendor da glória, Herdeiro de todas as coisas, Sustentador do universo, Purificador de pecados, Majestoso e Superior aos anjos.

Inicia com dois versos que falam que Deus havia outrora falado e que hoje o faz através do seu Filho, Jesus Cristo, expondo que a fé cristã não é apenas um aglomerado de informações históricas mas é para hoje, nossos dias, nosso tempo.

Um dos principais temas deste livro é a fé. Enquanto a fé crê no invisível a superstição crê no inexistente. No capítulo 11 encontramos a galeria dos heróis da fé, aqueles que traduziram o conhecimento de Deus para a vida com Deus.

Se estamos sem direção nos lembramos de Abraão que saiu sem saber para onde ir, mas na dependência de Deus seguiu para a terra prometida. Se estamos no fim da vida nos lembramos de Jacó, que terminou seus dias prostrado em seu cajado, adorando ao Senhor. Se temos grande responsabilidade sobre nós lembramos de Moisés conduzindo uma nação inteira durante 40 anos de peregrinação por um deserto. Se somos discriminados lembramos de Raabe que era uma prostituta mas foi escolhida por Deus para ser da linhagem de Davi. A fé é transformadora e consoladora, fundamentada em um Deus que controla o incontrolável.

Hebreus afirma que eles creram, portanto, obedeceram. Assim nos apresenta uma fé não utilitária, fundamentada nos desejos humanos, mas sim obediente, fundamentada nos desejos de Deus. Não é manipulada pelo homem mas sim um instrumento para que o homem seja usado por Deus. Desta forma Hebreus nos fala que pela fé ruíram as muralhas de Jericó, subjugaram reinos, obtiveram promessas, fecharam bocas de leões, mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos. Esta fé nos ensina que o impossível pode, a qualquer momento, acontecer, se o Senhor assim desejar.

Há, porém, o outro lado das ações fundamentadas na fé, pois Hebreus nos diz que estes que creram, possuidores de fé, foram torturados, passaram pela prova de açoites, foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos ao fio da espada, andaram peregrinos. É a fé que nos prepara para continuar crendo mesmo no vale da sombra da morte. Uma fé que não apenas produz resultados mas prepara o cristão para passar pelo vale do sofrimento sem deixar de crer.

Hebreus nos diz também que somos estrangeiros e peregrinos. Refere-se àqueles que estão de passagem pela terra e nos lembra que não é aqui que devemos guardar nossos mais preciosos investimentos, que os bens desta terra são transitórios, que a eternidade nos aguarda. Ajuntemos tesouros nos céus.

Fé e fidelidade não são apenas termos etimologicamente próximos. Seus conceitos na Palavra caminham de mãos dadas. Devemos, portanto, crer para a fidelidade e não apenas para nosso contentamento. Abraão, que creu, saiu de sua terra sem saber para onde ir . Obedeceu. Uma igreja que crê é uma igreja que sai para mostrar Jesus ao mundo, que nega a si mesma, seus interesses e tesouros transitórios para investir na eternidade, que não deseja ser honrada na terra mas sim ser sal da terra. Crer é confiar, mas não apenas isto. É também permanecer no caminho e obedecer.

Por Ronaldo Lidório

:: Fonte: Cristianismo Hoje





Pelo fim dos muros de separação

8 11 2009

Irmão André

Irmão André

ENTREVISTA - Irmão André fala sobre os 20 anos da queda do Muro de Berlim e diz que os pacificadores devem trabalhar para que todas as barreiras de ódio deixem de existir

Em entrevista concedida à equipe da França, o fundador da Portas Abertas conta que fez questão de ir à Alemanha em 1989, quando caiu o muro que separava a Alemanha Oriental, comunista, da Alemanha Ocidental, capitalista. O Irmão André afirma ainda que a melhor arma para enfrentar as oposições é a oração e que espera se encontrar com Bin Laden para lhe falar do amor de Cristo.

Portas Abertas - Você teve contato com cristãos que estavam na Alemanha Oriental antes da queda do muro?

André - Eu fui um dos primeiros a atravessar o posto de controle para a Alemanha Oriental, a fim de visitar os cristãos. A paisagem do outro lado era terrível. Vimos que os cristãos eram muito maltratados. Eram muitos os suicídios — cristãos também, inclusive pastores evangélicos. Não havia mais esperança de uma vida sem o comunismo. Fui ao Muro todas as vezes que visitei a Alemanha Oriental. Mas, de repente ele caiu. Ficamos surpresos! Na verdade, não deveríamos ter nos surpreendido, pois o Muro era algo de Satanás, para separar as pessoas.

PA - Onde você estava quando o Muro de Berlim caiu? Como você se sentiu?
A - Eu fui até lá quando o Muro caiu. A Portas Abertas chegou a fazer uma filmagem. Fiquei imensamente feliz. Vieram me oferecer pedaços do Muro, para guardar de recordação, mas recusei. Quem vai querer uma lembrança daqueles anos negros? Foi tanto sofrimento, tanta dor e morte que, quando ele caiu, todos nós pensávamos: “Chega, por favor, que isso não aconteça mais”. No entanto, ainda havia um muro em Chipre* e em Jerusalém. As pessoas continuam a construir muros. Nossa postura de pacificadores encoraja os outros a trabalharem pelo fim dos muros, e me alegro ao vê-los ruir.

PA - Qual deve ser a nossa atitude em relação aos muros de ódio que vêm sendo construídos?
A - Devemos aprender a interceder por aqueles que se opõem. Eu tenho feito isso em relação ao Bin Laden, por exemplo. Devemos tentar alcançá-lo e lhe dizer que há outra forma de vida. Eu tento, mesmo que nunca consiga falar com ele. Muitas pessoas sabem disso, inclusive senadores, generais e embaixadores. Eu pergunto: “Onde está o Bin Laden? Quero falar com ele”. Claro, as pessoas riem e dizem: “Por que você está perguntando? Ele é inacessível”. Mas, espero que alguém lhe diga que o André aqui se importa com ele. Eu estive com milícias do Talibã não faz muito tempo, e lhes dei caixas cheias de Bíblias. Não os veja como inimigos, mas como pessoas amadas por Deus. Perceba que cada pessoa necessitada que você encontrar é uma pessoa pela qual Cristo morreu. Essa é a minha motivação.

*Esse muro separava os zonas turca e grego em Nicósia, capital da Ilha de Chipre. Ele foi erigido em ‘974 e demolido apenas em 2007.

:: Fonte: Revista Portas Abertas – Edição: Novembro de 2009
www.portasabertas.org.br





Presos acusados de matar pastor

8 11 2009

Presos acusados de matar pastor BRASIL - A polícia desvendou o latrocínio (mata-se para roubar) que vitimou o pastor Edmilson Batista de Melo, 49, na madrugada do domingo (1º), em um morro de Felipe Camarão. Está preso Josenildo Lima dos Santos, 24, conhecido como Pitanga. Um menor de 17 anos foi apreendido. Continua foragido o líder do trio, Nelson Francisco Silva dos Santos, 18. A prisão dos acusados ocorreu na noite de quinta-feira (05), na zona oeste da capital. Foram apreendidos dois revólveres calibres: 38 e 32 e recuperados vários aparelhos celulares, alianças e relógios que pertenciam aos evangélicos. Está marcada para a próxima segunda-feira (09), às 19 horas, uma manifestação com o objetivo de pedir justiça e paz, em Felipe Camarão, entre a população e evangélicos. O ato vai acontecer em frente a igreja Pentecostal Unidos por Cristo, onde Edmilson era pastor.

De acordo com a delegada Sheila Almeida, titular da Delegacia de Furtos e Roubos (Defur), Pitanga e o menor afirmaram terem participado do latrocínio. Após quatro dias de intensa investigação os policiais que faziam diligências, ininterruptamente, conseguiram localizar os criminosos. A polícia apreendeu, primeiramente, o menor, no bairro Planalto, em seguida, foi detido Pitanga em Felipe Camarão. Uma adolescente de 15 anos também foi apreendida, no mesmo bairro onde ocorreu o crime. Na casa da adolescente estava escondido parte dos objetos roubados no assalto e também as armas. Segundo a polícia, ela é namorada de Nelson.

Em depoimento à polícia, Pitanga e o menor atribuíram a Nelson os disparos que atingiram os fiéis. Foram três tiros, um deles atingiu o pastor na cabeça. Os outros acertaram de raspão Emisandra Freire de Oliveira, 42 e Maria José Silva da Costa, 40.

De acordo com a delegada, os acusados abordaram os 23 evangélicos, por volta das 2h30 da madrugada, durante uma vigília que acontecia no pé do morro. Todos foram obrigados a se deitar e entregar dinheiro e objetos de valor. Os evangélicos não tinham dinheiro o que deixou os assaltantes revoltados. Os bandidos decidiram então agredir os fiéis com socos, pontapés e até com coronhadas. Em determinado momento, um dos assaltantes teria levantado com a arma a saia de uma adolescente de 17 anos. A garota é filha do pastor que ao ver a atitude do bandido se levantou. “Foi neste momento que Nelson teria atirado em Edmilson. O pastor não iria reagir. Ele teve um impulso de se levantar ao ver a filha ser abordada”.

Sheila diz que os acusados foram cruéis e que humilharam muito os evangélicos. “Pisaram até na cabeça dos fiéis”.

Após ouvir 35 pessoas, entre vítimas e parentes dos envolvidos, a delegada não teve dúvidas de que havia desvendado o crime. “Foi um caso de comoção. Onde os evangélicos estavam orando, clamando a Deus quando foram surpreendidos pelos assaltantes. Desde que ocorreu o crime não paramos um instante sequer”.

O secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Agripino de Oliveira Neto, disse que a polícia vai continuar trabalhando no caso para prender Nelson o mais breve possível. “Não vamos descansar enquanto ele não for parar na cadeia e pagar pelo crime que cometeu. Essa é a determinação. Continuar investigando até chegar no principal acusado de ter cometido o latrocínio.

LEIA TAMBÉM:
Fiéis revoltados com morte de pastor marcam protesto

:: Fonte: O Verbo





Pastor evangélico desaparece no litoral

8 11 2009

Jackson Roberto Andrade, 35 anos, que desapareceu misteriosamente em Praia de Leste BRASIL - É grande a mobilização no litoral nas buscas pelo pastor evangélico e corretor de imóveis Jackson Roberto Andrade, 35 anos, que desapareceu misteriosamente no início da tarde de quarta-feira, depois de sair da Corretora Ideal, em Praia de Leste, onde trabalha e mora.

O carro dele, o Gol placa ABO-2287, foi encontrado abandonado na beira-mar, no balneário Monções. O veículo estava intacto, sem as chaves e com os documentos.

A investigação esta a cargo do delegado Zuba, de Ipanema. De acordo com o policial, são investigadas hipóteses de latrocínio (roubo com morte), sequestro (muito embora não tenha sido exigido nenhum resgate), caso passional ou desavença por motivos relacionados ao trabalho de Jackson.

Policiais de Santa Catarina participam das buscas, uma vez que Jackson é irmão de um PM daquele Estado, além da Marinha e Polícia Rodoviária Federal, policiais civis, militares e bombeiros.

Drama

Pastor Jackson, como é conhecido, é benquisto na região. Casado, tem dois filhos, o mais novo com apenas 3 meses. Sua família está desesperada e pede a quem souber do paradeiro dele que entre em contato com a polícia.

Os parentes também apelam para que não apliquem trotes, já que desocupados estão ligando para a delegacia fornecendo falsas pistas.

:: Fonte: O Verbo





Veto a crucifixos em colégios da Itália repercute na Alemanha

8 11 2009

ALEMANHA - As críticas não param, mesmo dias após a decisão do Tribunal Europeu de Direitos Humanos proibindo crucifixos nas salas de aula escolas públicas italianas. O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, afirmou que o veredicto é um motivo para se “duvidar da sanidade mental da Europa”.

A edição desta quinta-feira (05/10) do renomado jornal católico Avvenire também atacou a conclusão dos juízes, dizendo que ela cria uma onda de animosidade em relação à cruz e faz do continente uma “terra de ninguém”. A decisão repercutiu também na Alemanha, onde nos anos 90 Tribunal Constitucional Federal decidiu que crucifixos devem ser retirados da decoração das salas de aula, caso os alunos se sintam incomodados.

Na época, o símbolo cristão tinha como um de seus mais influentes aliados o cardeal Joseph Ratzinger, então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e hoje papa Bento 16. O Vaticano lamenta agora o veredicto europeu. “Esta Europa do terceiro milênio nos tira os símbolos mais valiosos e nos deixa somente as abóboras da festa de Halloween”, afirmou Tarcisio Bertone, secretário do Estado do Vaticano.

Liberdade de religião

No entender do tribunal sediado em Estrasburgo, uma cruz dentro de uma sala de aula de uma escola pública atenta contra a liberdade de religião dos estudantes e contra a obrigação de neutralidade religiosa do Estado. A decisão atinge a Itália, um país profundamente católico, dono de uma história longa e comum com a Igreja e com seus papas. Em 2006, os juízes do supremo italiano haviam decidido contra uma mãe que se disse incomodada com o crucifixo pendurado nas salas de aula de seus filhos. Após fracassar nos tribunais de seu país, ela foi até a última instância europeia.

Entre os argumentos dos magistrados italianos para negar o recurso, estava o conceito de que a cruz é hoje um símbolo para os valores da Itália e do Estado, considerando que a religião católica é a única citada na Constituição do país.

O governo de Roma pretende recorrer da decisão. Somente caso o recurso não tenha sucesso, os crucifixos terão que ser retirados das salas de aula italianas. Para Berlusconi, que há meses vinha enfrentando críticas da Igreja devido a seus deslizes na vida privada, essa é uma oportunidade para ganhar pontos com os religiosos e com o eleitorado católico, posando como novo defensor dos valores cristãos.

Na Alemanha, políticos conservadores e representantes da Igreja se manifestaram contra a decisão. O padre Hans Langendörfer, secretário da Conferência dos Bispos da Alemanha, disse que a notícia é uma “grande decepção”, observando, entretanto, que o veredicto só diz respeito à Itália e não terá influência sobre a situação atual na Alemanha.

Símbolo de humanismo

Há 13 anos, esse mesmo debate causou controvérsia no país. Em 1995, pais de uma escola no estado da Baviera, de população eminentemente católica, conseguiram que Tribunal Constitucional declarasse como inválido um trecho dos regulamentos escolares daquele estado, em que era prevista a presença de um crucifixo em toda sala de aulas dos colégios da região. Os juízes basearam a decisão na neutralidade do Estado, enquanto os religiosos alegaram que a cruz é um símbolo cultural para paz e humanismo.

Com a derrota, o governo da Baviera se decidiu por uma solução alternativa, segundo a qual os crucifixos poderiam continuar nas classes, até que alguém proteste com argumentos justos. A atual decisão de Estrasburgo foi considerada “infeliz” pelo secretário de Cultura bávaro, Ludwig Spaenle. Ele ressaltou que as cruzes continuarão penduradas nas salas de aula da região e que só serão retiradas caso pais ou alunos se manifestarem contra “por motivos de credo ou ideológicos”.

Algumas escolas básicas locais não apresentam mais crucifixos em seus recintos, devido a reclamações de pais ou de funcionários. Nos outros estados alemães, o problema é quase inexistente. Embora em muitos estados haja discussões sobre a importância de se ministrar aulas de religião nas escolas públicas, somente a Baviera tinha o crucifixo nas paredes como uma regra escolar oficial.

:: Fonte: O Verbo





Mocidade para Cristo doa bens de primeira necessidade a seropositivos no Lubango

8 11 2009

INTERNACIONAL - Um lote composto por bens de primeira necessidade será entregue hoje à Associação dos Seropositivos e à Associação de Luta Contra a Sida (ASPALSIDA) na cidade do Lubango, província da Huíla, pelo Conselho Regional Sul da Mocidade para Cristo (CRSMP). Constam do lote cinco sacos de arroz, igual quantidade de caixas de óleo alimentar, uma quantidade não especificada de balões de roupa usada e outros, no quadro de uma actividade inserida nas acções de solidariedade levada a cabo desde o princípio deste ano pela organização.

Falando à Angop, o secretário da juventude da sub-região do Lubango da CRSMP, Alexandre Lucas, fez saber que o gesto visa minorar as carências alimentares e de vestuário dos seropositivos. “Pretendemos com isso ajudar as pessoas vivendo com o VIH-Sida na nossa província, assim levar uma palavra de amor, para que não se sintam diminuídas pela doença que têm”, disse.

O conselho existe há seis anos, já realizou diversas acções filantrópicas em diversas unidades sanitárias do Lubango e no município da Chibia, com a missão de fortalecer o espírito entre irmãos, bem como promover acções para apoiar as pessoas mais carentes.
O mesmo conta com mais de dois mil membros, dos quais 800 estão inscritos na Huíla.

Com informação da Angola Press

:: Fonte: Notícias Cristãs





Membros da igreja Shouwang cultuam sob a neve

8 11 2009

CHINA - Na manhã deste domingo, os membros da Igreja Shouwang se reuniram no portão oriental do parque Haidian para outro culto ao ar livre. Expulsos da igreja quando foram condenados em abril, os cristãos têm se reunido no parque há 12 semanas, até conseguirem um novo local no Huajie Plaza em agosto. Enfrentando pressões das autoridades de Pequim, os gerentes do Huajie Plaza se recusaram a renovar o contrato de aluguel da igreja Shouwang, obrigando-os a se reunir novamente ao ar livre.

De 800 a 1.000 cristãos estavam presentes no culto de domingo, cantando hinos e orando sob um “mar” de guarda-chuvas. Antes do culto começar, às 9h, um policial apareceu e fixou um cartaz no portão do parque, declarando que “Hoje o parque Haidian estará fechado para o público”. Apesar não poderem entrar no parque, os membros da igreja se reuniram em frente ao portão leste, e realizaram um culto de mais de duas horas.

Desde o início de agosto, o Huajie Plaza tem sofrido muita pressão tanto do Escritório Público de Segurança quanto do Escritório de Assuntos Religiosos de Pequim, para encerrar o contrato com a igreja não registrada Shouwang. A associação ChinaAid e os cristãos de igrejas não registradas obtiveram informações de que o Partido Comunista teria emitido uma ordem secreta, exigindo que seis igrejas não registradas de Pequim fossem fechadas – entre elas, a igreja Shouwang (saiba mais). No dia 19 de agosto, o pastor Jin Tianming e outros três líderes da igreja, foram até os departamentos responsáveis para perguntar sobre o contrato, mas sem respostas. Nos dias 20 e 26 de agosto, a igreja realizou uma reunião especial de oração por um novo local de culto. Durante o culto de 26 de agosto, o pastor Jin reiterou que a igreja não teria outra opção a não ser cultuar ao ar livre, se a igreja não conseguisse outro local disponível. Depois que o Huajie Plaza se recusou a renovar o contrato e diversas outras tentativas de encontrar um novo local de culto falharam, a igreja avisou os cristãos que no dia 30 de outubro eles iriam se reunir ao ar livre.

Os congressistas Wolf e Smith, co-presidentes da Comissão de Direitos Humanos Tom Lantos, foram a um culto da igreja Shouwang no ano passado, quando visitaram Pequim antes das Olimpíadas. Ela é uma igreja muito respeitada pela comunidade. Essa repressão constante e a mudança forçada de local faz parte de uma investida contra as igrejas chinesas não registradas.

:: Fonte: Missão Portas Abertas





Reunião de oração é invadida; pastor e família são agredidos

8 11 2009

ÍNDIA - Em Fukagirota, a 30 km de Kondagaon, Chhattisgarh, no distrito de Bastar, extremistas hindus invadiram o culto de domingo, 1° de novembro, acusaram o pastor de realizar conversões forçadas, o agrediram e jogaram seu filho no chão, ferindo gravemente sua orelha.

Akhilesh Edgar, um correspondente, relatou que por volta das 11h, um grupo de 100 extremistas hindus invadiu o culto da Milan Prarthana Mandir, agrediu o pastor, sua esposa e mais dez membros.

A polícia chegou ao local por volta das 13h e levou o pastor para a delegacia. Ele foi enviando para o hospital de Kundagaon, onde recebeu tratamento. Seu estado é crítico e o de seu filho, Akush Raj está com problemas de audição em seu ouvido esquerdo.

Líderes cristãos locais irão registrar queixa na polícia contra os extremistas.

:: Fonte: Missão Portas Abertas





A mordomia da vida espiritual da família

8 11 2009

(Especial Família – 5ª Parte/Final)

Há dois lugares onde uma família pode cultivar a vida espiritual: o lar e a igreja. O cultivo da vida espiritual é de extrema necessidade para a experiência pessoal das pessoas dentro da família. Cabe ao chefe da família conscientizar-se de seu papel como sacerdote da mesma (Êx 12.26,27; Ap 1.6).

1. A mordomia da salvação da família. Apelamos mais uma vez para o sentido da palavra “mordomia”, que no contexto da família significa a administração da experiência de salvação aos membros da família. Há um falso conceito de que a salvação é uma herança dos pais para os filhos, se os pais forem crentes. Naturalmente, esse conceito é inaceitável porque a salvação é uma obra individual, e o que os pais podem fazer para que seus filhos sejam salvos em Cristo é conduzi-los à experiência própria de salvação. Filhos precisam ser evangelizados pelos pais, e convencidos acerca da necessidade de serem salvos por Jesus. Não basta serem filhos de crentes. Eles precisam conhecer a Jesus Cristo pessoalmente. Quantos pais, quando os filhos são pequenos, não os levam à igreja imaginando que eles não entenderão nada. Com isto afastam a possibilidade de seus filhos receberem a semente do evangelho quando a terra de seus corações é nova e tenra. Depois crescem sem nenhuma experiência com Deus e nada querem com a igreja. Os pais precisam reconhecer a necessidade da mordomia da salvação para seus filhos.

2. O cultivo da vida espiritual dentro do lar. Nos primórdios da existência da primeira família terrena, encontramos Adão e Eva estabelecendo o culto a Deus juntamente com os seus dois primeiros filhos, Caim e Abel. Mais à frente tem Abraão, que conhecendo a Deus, em todo lugar onde ia residir construía um altar familiar para adorar ao Senhor (Gn 18.10). Noé, o conhecido patriarca que escapou ao juízo divino, construiu um altar ao Senhor tão logo desceu da arca, para adorar ao Deus que salvou toda sua família do dilúvio. Cultuar a Deus começa em casa; depois, temos o templo, onde também adoramos ao Senhor. Aprendemos que o lar e a igreja se complementam na adoração a Deus. Muitos filhos de crentes não esquecem o que aprenderam quando pequenos, mesmo que depois tenham se afastado da igreja.

Concluímos que o cultivo da vida espiritual é indispensável dentro da família. Cabe ao chefe da família conscientizar-se do seu papel de sacerdote da mesma (Êx 12.26,27; Ap 1.6). Conduzir a família à experiência de salvação; cultivar a vida espiritual dentro do lar e introduzir a família à participação na vida da igreja são atitudes positivas. Essas atividades na igreja, através da Escola Dominical e da integração em outras atividades, trarão frutos positivos à família.

:: Extraído do Livro Mordomia Cristã – Aprenda como servir melhor a Deus, de Elienai Cabral – Editora: CPAD

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