Viagem Missionária para Santa Maria de Cambucá, PE

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SOBRE A CIDADE: A povoação do município ocorreu em torno da capela de Nossa Senhora do Rosário, fundada pelo padre Ibiapina em 1876. O local era chamado de Carrapato. Inicialmente integrante do território do município de Taquaritinga (hoje Taquaritinga do Norte), o distrito foi criado a 25 de julho de 1895 e chamava-se apenas Santa Maria. Depois, o distrito passou a pertencer ao município de Vertentes (criado a 11 de setembro de 1928) e a 31 de dezembro de 1938 mudou o nome para Ibiapina, para diferenciar-se do município de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Em 1944, passou a chamar-se Cambucá, uma vez que Ibiapina é o nome de uma cidade no Ceará. Cambucá é o nome de uma árvore existente no município. O município de Santa Maria do Cambucá foi criado a 20 de dezembro de 1963. A vegetação predominante é a caatinga, existindo também áreas de floresta. O município tem como principais tributários o Rio Caiaí e os riachos da Macaca, dos Porcos e do Tanque, todos de regime intermitente. Ao norte de Santa Maria de Cambucá está a Paraíba; ao sul, Frei Miguelinho; leste, Vertente do Lério e Surubim e oeste, Vertentes.

PRIMEIROS CONTATOS: Cláudia Lenita, do Projeto AMIGOS nasceu em Surubim, cidade vizinha à Santa Maria de Cambucá. Algumas vezes, Cláudia precisa sair de Olinda (onde mora atualmente) para resolver algumas coisas em Surubim. Numa dessas suas idas a cidade (em setembro de 2012), ela conheceu famílias de Manduri. Cláudia achou que aquele povoado era de sua cidade natal, mas descobriu depois que era de outro município. Ao compartilhar a realidade daquelas famílias, nasceu no coração de todos os AMIGOS o desejo de chegar naquele lugar, foi aí que o Projeto se preparou para sua primeira viagem missionária.

CONTATOS: Cláudia voltou para Manduri alguns dias depois para encontrar apoio de uma igreja evangélica local, mas isso não foi possível. A igreja que buscamos apoio não se interessou pelo trabalho devido à distância entre a mesma e o vilarejo. Assim, achávamos difícil chegar a Manduri sem nenhum apoio. Ficamos aguardando outra solução. Dias depois de publicarmos o relatório do Mutirão Amigos na Comunidade no Loteamento Grande Recife em Jaboatão dos Guararapes, recebemos um comentário no blog de alguém elogiando as ações dos AMIGOS e citando com seria muito bom que o mesmo acontecesse na sua cidade. Quando entramos em contato, descobrimos que a pessoa (Angelita) morava em Surubim. A partir daí, passamos a ter novos contatos para nos ajudar a chegar a Manduri.

LEVANTAMENTO DE CAMPO: O Projeto AMIGOS visitou Manduri duas vezes para reconhecimento do local. A primeira visita aconteceu no dia 01 de dezembro de 2012 e a outra no dia 23 de janeiro de 2013. As visitas ajudaram os AMIGOS a firmarem parcerias com igrejas locais e reconhecer melhor o local para as ações no dia do evento.

A VIAGEM PARA MANDURI: Seguimos viagem para Santa Maria de Cambucá no dia 16 de fevereiro (2013). Parte da equipe estava com o Projeto AMIGOS pela primeira vez, os contatos aconteciam pelo celular e redes sociais. Chegamos primeiro em Surubim por volta das 10hs da manhã. Após pegarmos cadeiras e equipamentos na Igreja Evangélica Adoradores do Rei, seguimos para Manduri. Depois descarregarmos o veículo, seguimos para uma sala da Escola José Almeida de Bezerra, nossa base para as ações em Manduri. Wellington Nascimento, Coordenador do Projeto AMIGOS repassou algumas instruções e enfatizou a importância de estarmos naquele lugar. Fez também a apresentação da equipe e separação dos grupos para inicio do evangelismo após o café da manhã. Equipes foram distribuídas em três áreas do vilarejo. Outra equipe permaneceu na escola separando roupas, alimentos e preparando o almoço.

RESULTADO: Após evangelismo, as equipes retornaram para a escola para almoçar. Em seguida uma equipe seguiu para a Casa de Recuperação Projeto Nova Fé. Além de reconhecer a casa, os AMIGOS doaram três cestas de alimentos. Por volta das 17hs, começou o culto evangelístico na quadra da escola em Manduri. Antes do culto, Adonias e Renata (Equipe) realizaram um trabalho especial com as crianças de Manduri. Durante o culto na quadra as crianças fizeram uma apresentação de uma música que aprenderam à tarde. O louvor contou com a ajuda dos irmãos da Igreja Adoradores do Rei. Vagner Alves, pregou no fim da tarde. Após convite, 32 pessoas aceitaram a Jesus como Salvador. Mais de 70 famílias saíram da quadra com alimentos para sua casa. Crianças e adultos ainda tomaram a sopa preparada pela equipe. Por volta das 20hs. Estávamos saindo de Manduri e seguindo para Surubim. Leia mais sobre a Viagem Missionária para Manduri no Blog do Ministério Maná de Letras de Leonardo Lima.

DE VOLTA PRA CASA: Após sair de Manduri, seguimos para a Igreja Adoradores do Rei em Surubim para agradecimentos e considerações finais. Em circulo, todos oraram juntos na igreja. Duas equipe seguiram viagem para Recife, uma no veículo locado pelo Projeto AMIGOS e outra no veículo de Vagner. Quase 22 horas estávamos no Recife.

GALERIA DE FOTOS 

Chegando do Projeto AMIGOS em Surubim: Últimos detalhes para seguir para Manduri
Chegando do Projeto AMIGOS em Surubim: Últimos detalhes para seguir para Manduri 
Chegada do Projeto AMIGOS em Manduri
Chegada do Projeto AMIGOS em Manduri
Projeto AMIGOS em Manduri: Retirando os alimentos do veículo e seguindo para a base
Projeto AMIGOS em Manduri: Retirando os alimentos do veículo e seguindo para a base 
Wellington Nascimento, Coordenador do Projeto AMIGOS explicando a importância de todos nesta ação em Manduri e a realidade do vilarejo
Wellington Nascimento, Coordenador do Projeto AMIGOS explicando a importância de todos nesta ação em Manduri e a realidade do vilarejo
Pastor José Pereira (Zezinha) da Igreja Evangélica Pentecostal Missionária de Cristo
Pastor José Pereira (Zezinha) da Igreja Evangélica Pentecostal Missionária de Cristo
Orando pelas Famílias de Manduri
Orando pelas Famílias de Manduri
Famílias de Manduri com o Projeto AMIGOS
Famílias de Manduri com o Projeto AMIGOS
Famílias de Manduri recebendo roupas
Famílias de Manduri recebendo roupas
Alimentos para as famílias de Manduri
Alimentos para as famílias de Manduri
Vegetação de Manduri em Santa Maria de Cambucá, PE
Vegetação de Manduri em Santa Maria de Cambucá, PE
Crianças de Manduri
Crianças de Manduri
Projeto AMIGOS na Casa de Recuperação Projeto Nova Fé em Surubim
Projeto AMIGOS na Casa de Recuperação Projeto Nova Fé em Surubim
Pessoas de Manduri participando do Culto na quadra da Escola José Bezerra de Almeida com os AMIGOS
Pessoas de Manduri participando do Culto na quadra da Escola José Bezerra de Almeida com os AMIGOS
Louvando a Deus com as famílias de Manduri
Louvando a Deus com as famílias de Manduri
Vagner Alves, da Igreja Presbiteriana do Pina ministrando a Palavra de Deus em Manduri
Vagner Alves, da Igreja Presbiteriana do Pina ministrando a Palavra de Deus em Manduri
Momento de Oração pelas crianças de Manduri
Momento de Oração pelas crianças de Manduri
Famílias de Manduri recebendo alimentos
Famílias de Manduri recebendo alimentos
Crianças de Manduri recebendo brinquedos
Crianças de Manduri recebendo brinquedos
Adonias Pedro do Projeto AMIGOS com as crianças de Manduri na hora da sopa
Adonias Pedro do Projeto AMIGOS com as crianças de Manduri na hora da sopa
Participante da Ação Missionária em Manduri em Santa Maria de Cambucá
Participante da Ação Missionária em Manduri em Santa Maria de Cambucá

EQUIPE: Wellington Nascimento, Patrícia Nascimento, Cilene Alves, Cláudia Lenita, Adonias Pedro, Renata Unias, Hildenaura Santos, Elisângela Maria, Leonardo Lima, Sara Oliveira, Jailton Chagas, Icariolando Bernardo, Eliane Paulo, Vagner Alves, Angelita Lima, Valbério Lima, Pastor Emídio Silva, Gaby Silva.

Projeto AMIGOS

Página atualizada: 21/03/2013

Santa Maria de Cambucá (Segundo visita de campo)

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Projeto AMIGOS na casa de dona Branca em Manduri
Projeto AMIGOS na casa de dona Branca em Manduri 
Bebê de dona Fabiana em Manduri. Nesta visita os AMIGOS oraram pela família
Bebê de dona Fabiana em Manduri. Nesta visita os AMIGOS oraram pela família 
Cisterna de moradores de Manduri esperando as chuvas
Cisterna de moradores de Manduri esperando as chuvas 
Vegetação e paisagem de Manduri em Santa Maria de Cambucá
Vegetação e paisagem de Manduri em Santa Maria de Cambucá 
Vagner Alves, Colaborador do Projeto AMIGOS trazendo uma reflexão do Salmos 104 em Manduri
Vagner Alves, Colaborador do Projeto AMIGOS trazendo uma reflexão do Salmos 104 em Manduri
Momento de oração com a equipe de campo do Projeto AMIGOS em Manduri
Momento de oração com a equipe de campo do Projeto AMIGOS em Manduri
Wellington Nascimento e Valbério Lima nas estradas de Manduri
Wellington Nascimento e Valbério Lima nas estradas de Manduri 
Cisterna registrada pelo Projeto AMIGOS com água suja, mas utilizadas pelas famílias para consumo
Cisterna registrada pelo Projeto AMIGOS com água suja, mas utilizada pelas famílias para consumo
Wellington e Valbério na casa de uma das famílias de Manduri orando com as crianças
Wellington e Valbério na casa de uma das famílias de Manduri orando com as crianças 
Parte da Equipe de Campo do Projeto AMIGOS nas estradas de Manduri fazendo o reconhecimento do local
Parte da Equipe de Campo do Projeto AMIGOS nas estradas de Manduri fazendo o reconhecimento do local
Igreja Evangélica Pentecostal Missionária em Cristo em Manduri apoiando a Viagem Missionária dos AMIGOS no dia 16/02
Igreja Evangélica Pentecostal Missionária em Cristo em Manduri apoiando a Viagem Missionária dos AMIGOS no dia 16 de fevereiro
Pastor José Pereira (Zezinho) da Igreja Evangélica Pentecostal Missionária de Cristo em Santa Maria de Cambucá apoiando os AMIGOS
Pastor José Pereira (Zezinho) da Igreja Evangélica Pentecostal Missionária de Cristo em Santa Maria de Cambucá apoiando os AMIGOS
Único transporte para os irmãos da Missionária de Cristo está quebrada e seu conserto custa R$ 400,00. Pastor Zezinho precisa de ajuda.
Único transporte para os irmãos da Missionária de Cristo está quebrada e seu conserto custa R$ 400,00. Pastor Zezinho precisa de ajuda.
Projeto AMIGOS na Igreja Evangélica Pentecostal Missionária de Cristo em Santa Maria de Cambucá
Projeto AMIGOS na Igreja Evangélica Pentecostal Missionária de Cristo em Santa Maria de Cambucá 

EQUIPE DE CAMPO EM SANTA MARIA DE CAMBUCÁ

  • Wellington Nascimento
  • Patrícia Nascimento
  • Cláudia Lenita
  • Vagner Alves
  • Leonardo Lima  
  • Angelita Silva
  • Valbério Lima

Projeto AMIGOS

Projeto AMIGOS visita Santa Maria de Cambucá em PE

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No dia 1º de dezembro de 2012, o Projeto AMIGOS saiu de Recife em direção a Santa Maria de Cambucá, no interior pernambucano para seu primeiro levantamento de campo no povoado de Manduri, local da primeira Viagem Missionária dos AMIGOS que acontecerá no dia 16 de fevereiro de 2013. Veja as fotos!

Manduri, em Santa Maria de Cambucá, famílias sofrem com a estiagem
Manduri, em Santa Maria de Cambucá, famílias sofrem com a estiagem 
Parte da equipe de campo em Manduri fazendo o reconhecimento do local (Cláudia, Angelita, Valbério, Wellington e Vagner)
Parte da equipe de campo em Manduri fazendo o reconhecimento do local (Cláudia, Angelita, Valbério, Wellington e Vagner) 
Crianças de Manduri
Crianças de Manduri
Vagner, Colaborador do Projeto AMIGOS em um momento de reflexão em Manduri
Vagner, Colaborador do Projeto AMIGOS em um momento de reflexão em Manduri 
Momento de oração por Manduri
Momento de oração por Manduri
Equipe enfrente a Igreja Evangélica Adoradores do Rei em Surubim que apoiará a ação missionária em Manduri
Equipe enfrente a Igreja Evangélica Adoradores do Rei em Surubim que apoiará a ação missionária em Manduri 

>> Segunda visita de campo para Manduri agendada para 23 de janeiro de 2013. 

Projeto AMIGOS

Comunidade do Marezão

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Com acesso a uma das principais vias de Olinda (Av. Presidente Kennedy em Peixinhos) e por trás do Empresarial Centro da Moda, a favela Marezão é mais uma comunidade que vive o descaso do poder publico. Famílias vivendo entre lixo e esgoto, crianças em situação de risco, jovens envolvidos nas drogas entre outros pontos, deixam o Marezão na categoria ABANDONO TOTAL.

CONHECENDO A COMUNIDADE

O Projeto AMIGOS ouviu falar pela primeira vez do Marezão no trabalho social realizado em fevereiro (2011) em Nossa Prata (favela do plástico) em Maranguape II, Paulista (Zona Norte do Grande Recife). Em maio ligamos para os líderes comunitários do Marezão (Alexandre e Puã) e agendamos uma visita ao local. Wellington Nascimento, Ana Gabriela e Silvio Barbosa, da equipe de campo do Projeto AMIGOS, participaram desta visita.

PRIMEIRA VISTA

Passando pela única rua (José Mulato) de acesso à favela, tudo é tranqüilo. Parece que estamos em qualquer rua da cidade, mas a realidade muda quando chegamos ao tão conhecido campo do Marezão. Mato, lixo, esgoto a céu aberto, mau cheiro entre outros detalhes completam a imagem. Fomos levados para a residência de um dos moradores mais antigos da favela, seu José Carlos. No terraço de sua casa, registramos seu depoimento sobre a situação da favela. Segundo seu Carlos, há registro no local de doenças como dengue e leptospirose. Ele lembra que as ex-prefeitas de Olinda Jacilda Urquisa e Luciana Santos e o atual prefeito Renildo Calheiro estiveram na favela durante as eleições. “Prometeram ajudar os moradores, mas até agora nada. Teve uma que saiu daqui levada nos braços pelos moradores…” Lembrou ele.

RESTRIÇÕES

Pela primeira vez nos trabalhos de ação social realizados pelo Projeto AMIGOS em comunidades carentes, o Marezão nos deixou limitados no levantamento de informações do local. Tudo o que fazíamos tinha que ter a aprovação e supervisão dos líderes comunitários. Havia áreas que podíamos visitar e outras não. Fotos e vídeos apenas com aprovação. Apesar disso, o contato com algumas famílias aconteceu sem dificuldades. O líder Alexandre citou que as restrições eram por questões de segurança.

INFRA-ESTRUTURA

A comunidade não possui posto de saúde e fomos informados que não há visitas de agentes de saúde. A água encanada chega ao Marezão com dificuldade. Com pouca pressão nos canos, os moradores passam parte do dia enchendo baldes e bacias para consumo e uso doméstico (Detalhe: os canos que fornecem água para beber para algumas casas atravessam o esgoto que inclui fezes que saem das casas dos próprios moradores devido à falta de saneamento). Sobre luz elétrica, seu Carlos nos mostrou contas da companhia de energia (Celpe) que variam de preços sem motivos (havia contas com valores abaixo de R$ 20,00 e outras acima de R$ 70,00). As escolas municipais e estaduais ficam fora da comunidade e muitas crianças do local não possuem registro de nascimento. O Marezão está no manguezal do rio Beberibe onde muitos moradores construíram seus barracos e casas. O manguezal é importante para o ecossistema e deve ser protegido, mas registramos muito lixo jogado, além de áreas destruídas devido ao aterramento para construção dos barracos. O mangue é parte do quintal de seu Carlos e segundo ele os caranguejos ficam a disposição para quem quiser pegar. Chegamos a entrar no manguezal para registrar a situação (veja o vídeo abaixo).

AS ÁGUAS DO MAREZÃO

Seu Carlos conseguiu aterrar o local onde foi construída a sua casa. Diferente de muitos vizinhos, ele sofre menos com os alagamentos. Devido às fases da lua, a maré sobe mais que o normal invadindo casas, barracos e becos e fica assim por mais ou menos duas horas, segundo informações de uma moradora por trás do empresarial e que possui oito crianças vivendo entre mato, lixo e lama. Mesmo sabendo lidar com o vai e vem das marés, o problema pode ficar pior quando a maré alta se choca com as fortes chuvas por que as águas não tem para aonde escoar. Com o nível da água subindo e se misturando com o esgoto, as famílias, incluindo as crianças, ficam expostas as doenças. O Centro da Moda colabora com o mau cheiro no Marezão. Verificamos que um dos canos de esgoto do centro foi tapado com barro como forma de protesto pelos moradores, mas isso não amenizou o problema.

ÚLTIMA VISITA A COMUNIDADE

No sábado, 11/06, uma equipe do Projeto AMIGOS retornou ao Marezão e contabilizou o total de moradores no local.

DADOS: 151 adultos / 94 crisnças / 15 adoslescentes / Total: 260 pessoas.

Esse número não é oficial. Algumas casas estavam fechadas. Houve famílias não quiseram repassar informações para a equipe. O Projeto AMIGOS está trabalho com uma margem de 300 pessoas na comunidade.

Participaram desse levantamento: Wellington Nascimento, Patrícia França, Cláudia Lenita, Janeide Teófilo e Silvio Barbosa. Os líderes comunitários Alexandre, Puã e José Carlos estiveram auxiliando.

 

Projeto AMIGOS

Projeto AMIGOS na Casa de Meu Pai em Olinda

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Minha primeira visita a Casa de meu pai foi especial. Conhecer os jovens e as crianças e como funciona a entidade foi muito legal. Esta segunda visita foi ainda mais especial não só para mim, mas para todos que marcaram presença naquela tarde.

Chegamos por volta das 13:45hs e fomos muito bem recebidos pelos garotos da ONG. Fui informado que Jeferson, responsável pela Casa, não havia chegado. Percebi que faltavam também três crianças que eu lembrava bem por causa da última visita. Perguntei ao educador e ele disse que duas crianças estavam em horário de visita programada com parentes e que outra tinha viajado para São Paulo. Para essa visita arrecadamos e compramos cadernos (por causa do período escolar), toalhas e lençóis para entregar as crianças.

Não consigo esquecer aqueles rostos ansiosos aguardando o que preparamos para elas. Por voltas das 14hs juntamos todo mundo e demos início ao culto, mas antes pedi para os garotos da casa se apresentar falando os seus nomes (Renato, Gabriel, Diogo, Genivaldo, Ivson e Diego). Em seguida foi a nossa vez (Itamy, Tânia, Claudia, Milka, Leila, Nicoly, Marlon, Lucas, Niury, Iuri Ítalo). Após as apresentações fiz uma oração com todos para iniciar o culto. Cantamos alguns cânticos (Rio de vida de Kleber Lucas, Como Zaquel de Régis Danese, Na casa do meu pai da Comunidade de Nilópolis…).

Momentos depois Jeferson e o pastor Ian (coordenadores da Casa) chegaram. Enquanto o educador preparava o som para o momento da dança, incentivei as crianças fazerem pedidos de oração. Eles ficaram um pouco tímidos, mas um deles, Renato, pediu oração pela sua família. Pedi para Marlon fazer uma oração pela família de Renato. Depois lemos Salmos primeiro. Fiz uma reflexão em seguida mostrando um pouco a realidade de alguns jovens e a deles também. Foi muito bom poder ver os garotos da ONG mesmo que tímidos, falando o que entenderam do texto. Falei para eles a importância do temor ao Senhor, de não seguir conselhos de ímpios e nem se deter no meio deles para não serem influenciados pelos seus maus costumes. Enfatizei a importância de colocar em prática lá fora o que todos têm aprendido na Casa de meu pai.

Para finalizar nosso culto fiz uma oração. Depois fomos para a recreação e tínhamos preparado muitas danças e brincadeiras. Os garotos da Casa fizeram bonito na dança. Dividimos grupos e fizemos corrida de carro de mão, futebol bem diferente aonde os times, cada um com quatro garotos, tinham que jogar em dupla e de mãos dadas (Placar: 2 x 2), foi muito divertido!

Depois de muita energia gasta, era hora de comer. Todos comeram bolo com guaraná. Fizemos depois a entrega das doações para cada criança (incluindo os dois garotos que estavam com suas famílias). Fizemos uma doação de oito cadernos de 12 matérias, toalhas e Bíblia Sagrada adaptadas para adolescentes que foi parte da Campanha de Bíblias do Projeto AMIGOS e também um DVD com um filme muito legal.

Antes de finalizarmos o nosso trabalho com os garotos, passei a palavra para Jeferson. Ele agradeceu a presença de todos na instituição e pelo bonito trabalho. O Pr. Ian finalizou com uma oração. Ainda fomos presenteados com sorvete (a gente nem queria…)

Saí da Casa de meu pai com o meu coração regozijado por tudo que o Senhor realizou naquele lugar. Como é bom saber que existe um Deus tão grande e tão poderoso que usa pela sua misericórdia, pessoas pequenas e falhas para cumprir o seu propósito. Toda honra e glória ao Rei dos reis, Jesus Cristo!

Por: Itamy Lopes, Líder do Ministério Semeando no Trono
E-mail: itamylopes@hotmail.com
Finalização: Wellington Nascimento

GALERIA DE FOTOS

Momento de Oração com as Crianças na Casa de meu pai
Reflexão: Salmo 1 – Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores…
Futebol da Paz: Unidade para vencer.
Tânia e Itamy entregando os cadernos para as crianças: Todas receberem!
(Apartir da esquerda) Itamy e Tânia do Ministério Semeando no Trono, Jeferson da Casa de meu pai e Claudia do Projeto AMIGOS doando as Bíblias e o DVD.
Todos os participantes da primeira visita 2011 a Casa de meu pai em Olinda

Projeto AMIGOS 

Projeto AMIGOS em Paulo Afonso, BA

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A minha primeira viagem missionária representando o Projeto AMIGOS com o Projeto Mandacaru foi para Juá, um povoado em Caruaru, interior pernambucano. Foi uma viagem inesquecível. Quando fiquei sabendo sobre a viagem para Paulo Afonso novamente com o Mandacaru (e também os Herdeiros de Cristo), desejei muito participar. O Projeto AMIGOS não podia enviar uma grande equipe (boa parte do pessoal já estavam em uma viagem diferente) e não havia recursos para isso. A viagem estava marcada para sexta-feira, 21 de janeiro e só conseguimos o dinheiro para a passagem um dia antes, encima da hora. Fiquei muito feliz! Sabia que eu e os irmãos viveríamos novas experiências na visita ao povoado de Quixabá e a tribo indígena Kantaruré. Como o Projeto AMIGOS tem buscado destacar o trabalho dos missionários em tribos indígenas, vimos que essa seria uma nova oportunidade após depois da tribo Kambiwá, próximo do município de Ibimirim (PE) com os pastores Santos e André.

A SAÍDA

Por volta das 23hs, estávamos saindo do Recife para Paulo Afonso. O Projeto Mandacaru organizou dois ônibus. Não tive informação do segundo ônibus, mas o que eu estava chegou a parar três vezes devido a problemas técnicos. A última parada foi na Bahia para troca peça. Por volta das 10hs da manhã chegamos ao município de Paulo Afonso, ao povoado de Quixabá.

POVOADO DE QUIXABÁ

Quixabá não é uma comunidade grande e não classifico como muito carente. Quixabá possui um pequeno comércio, escola publica, posto de saúde, poço artesiano e luz elétrica. Nenhuma *igreja evangélica no povoado, mas Quixabá conta com dois missionários, Fátima Maria e Josiel Amaro do Projeto Ebénezer. Esses missionários estão no povoado há quatro anos e também na tribo Kantaruré. Após meia hora de nossa chegada em Quixabá, saímos para o evangelismo de casa em casa. Foi nessa visita que conheci dona Lilica, uma senhora 100 anos. Ela compartilhou que perdeu sua casa nas últimas chuvas e hoje mora com um dos filhos. Dona Lilica participava dos cultos na tribo junto com uma amiga, mas depois do falecimento da mesma, ela não pode mais se deslocar. Quando pode, visita os cultos realizados na praça principal do povoado.

Por volta de meio dia almoçamos. Foi nesse momento que podemos conhecer toda a equipe de missionários. Mais tarde seguimos para a tribo Kantaruré.

TRIBO KANTARURÉ

Por volta das 15hs chegamos à tribo. Do povoado a tribo, gastamos meia hora. A estrada é asfaltada, mas isso até a Kantaruré, depois disso é apenas areia (temos a impressão de estarmos na praia). As casas dos índios são de barros e a carência foi vista quando entramos nelas. A tribo possui luz elétrica e cisternas. Os índios da Kantaruré vivem da plantação na roça comunitária aonde parte do que colhem é para próprio alimento e para vender nas estradas. A tribo possui muitas crianças e nesta visita que fizemos mais de 30 crianças aceitaram a Jesus, além da esposa do líder comunitário da tribo. Foi realizada toda uma programação com as crianças indígenas.

CULTO NA PRAÇA DE QUIXABÁ

À noite estávamos na Praça de Quixabá para um culto ao ar livre. A equipe dos dois ônibus estava presente. O Culto foi benção! Louvor, pelas teatrais e a pregação da Palavra de Deus tornou aquele culto marcante para todos nós. Várias pessoas aceitaram a Jesus neste culto.

DOMINGO

Hoje Visitamos à hidrelétrica de Paulo Afonso. Linda a paisagem!

Às 14hs retornamos para o Recife. Chegamos por volta às 22hs na cidade.

Obrigada Senhor!

GALERIA DE FOTOS

Dona Lilica do povoado de Quixabá
Índios Kantaruré (Míria e Pr. Gustado a direita)
Culto com as crianças indigenas Kantaruré
Índios Kantaruré, Bahia
Culto na Praça de Quixabá – Encenação da peça Apocalipse
Momento de oração no local onde será construída a PIB em Quixabá
Pausa para conhecer a Hidroelétrica de Paulo Afonso
A turminha 

VÍDEOS

AGRADECIMENTOS ESPECIAIS

Pr. Gustavo Melo – Igreja Batista Renascer em Caixa D’água

Pr. Miguel – Igreja de Deus em Piedade / Projeto Mandacaru

*Você pode ajudar na construção da PIB em Quixabá:
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Agência 0985
C/C 023.1064-8 (Missionário Josiel Amaro)
BRADESCO
Agência 3688-9
C/C 521786-5 (Missionária Fátima Maria)

Projeto AMIGOS 

Comunidade Nossa Prata, Paulista

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No dia 06 de Janeiro de 2011, Wellington Nascimento e Míria Silva do Projeto AMIGOS visitaram pela primeira vez a Comunidade Nossa Prata, conhecida também como favela do plástico em Maranguape II, Paulista, na Região Metropolitana do Recife. A visita teve o apoio da Igreja do Avivamento Batista da Restauração (IABR), do Pastor Nivaldo Silva e Pastora e Sheila Costa. A igreja fica no mesmo bairro.

O reconhecimento da comunidade contou com ajuda voluntária de dois irmãos da IABR, Roberta Cheles e Tomaz Rodrigues. Através deles, visitamos algumas famílias e registramos a realidade dos moradores.

RADIOGRAFIA DA COMUNIDADE

Nossa Prata ou favela do plástico cresceu em meio a matos e lixo. Não há saneamento básico. Há pouco tempo chegou à luz elétrica e água encanada. Dentro da comunidade não possui assistência médica, em caso de urgência, os moradores precisam se deslocar para outra localidade. “O SAMU não chega aqui. Quando ligamos para pedir uma ambulância nos dizem que só há um veículo na cidade e que essa está atendendo outro lugar” comenta uma moradora sem se identificar.

Em todos os lares que visitamos (foram 10 famílias), todas tinham as crianças na escola, mas estudando em outros bairros distantes da comunidade. Nossa Prata possui uma creche que nunca foi inaugurada. A reforma do prédio dura mais de quatro anos e não se sabe quando estará pronta para a comunidade. Nossa Prata além de possuí muitas crianças (foram mais de 50 que contabilizamos apenas nas visitas as 10 famílias), tem também muitas crianças especiais. O Projeto AMIGOS visitou uma família que mora enfrente a creche e verificou que das três crianças, duas tinham problemas psicológicos (a terceira mostrava também ter algum problema). Um morador cita que seria muito bom que a creche, quando inaugurada, pudesse oferecer essa assistência a essas crianças.

Segundo Roberta, que esteve conosco durante toda a visita e que se mudou da comunidade a mais ou menos três meses, o consumo de drogas entre os jovens e a prostituição é algo presente em Nossa Prata. Roberta e seu esposo Tomaz, realizam um trabalho em células com algumas famílias e expressaram seu maior desejo: “Quero é ganhar todas essas famílias para Jesus”, comentou Roberta. A Comunidade conta apenas com um ponto de pregação da Assembléia de Deus em um local quase despercebido. A IABR comprou um terreno próximo a Comunidade e tem projetos para erguer uma das maiores igrejas de Maranguape II.

Identificamos o líder comunitário de Nossa Prata e falamos sobre os trabalhos do Projeto AMIGOS para a comunidade na edição 2011 dos Amigos na Comunidade previstos para fevereiro. Pedro nos informou que no próximo dia 13 de Janeiro, haverá ma reunião na localidade para decidir o futuro dos moradores. A parceria entre governo federal e algumas ONG’s tem permitido que Nossa Prata sonhe uma mudanças. Casas estão sendo construídas para as famílias. Uma grande área está em construção e se espero que as primeiras famílias recebam suas casas. Só após o que for decidido nesta reunião do dia 13 é que o Projeto AMIGOS saberá se haverá os Amigos na Comunidade em Nossa Prata em fevereiro. Se os barracos forem demolidos e as famílias remanejadas para um galpão, não podemos realizar nenhum trabalho. Não existe até o momento nenhuma casa em condições para moradia, o que existe segundo os moradores é demora na entrega dos imóveis. Fomos informados que algumas vezes a construção fica parada por falta de pagamento aos trabalhadores.

GALERIA DE FOTOS

Comunidade Nossa Prata em Maranguape II, Paulista
As crianças de Nossa Prata
Escola Comunitária de Nossa Prata
Única Creche em Nossa Prata em obras há quatro anos
Construção das casas para as famílias de Nossa Prata
Projeto AMIGOS em visita as famílias na Comunidade Nossa Prata

 

Projeto AMIGOS 

Projeto AMIGOS no Hospital Evangélico de Pernambuco

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Hospital Evangélico de Pernambuco

O Projeto AMIGOS promoveu a Campanha SOS Hospital Evangélico de Pernambuco (HEP) que foi acompanhada pela Irmã Beninha (no período, diretora do hospital), e contou com o apoio de igrejas em Paulista, Olinda, Recife e Jaboatão dos Guararapes. Agradecemos a todos pela colaboração em mais um trabalho de ação social dos AMIGOS.

ARRECADAÇÃO
• 155 pacotes de leite integral
• 94 kg de feijão
• Além de fraldas e seringas
• 21 Bíblias Sagradas
• *Ofertas voluntárias: R$ 78,00

ESTEJA ORANDO POR:

Pedro Alves e Roseane, dois pacientes que aceitaram a Jesus como Salvador.

IGREJAS NA VISITA

Igreja Batista Missionária em Águas Compridas, Olinda (IBM)
Igreja Assembléia de Deus (Abreu e Lima) em Águas Compridas 2 (IADAC)
Igreja do Avivamento Batista da Restauração em Maranguape II, Paulista (IABR)
PIB do Curado IV, Jaboatão dos Guararapes (PIBC)
Igreja Presbiteriana do Centenário no Curado II (IPC)
Igreja Batista Graça e Paz no Pina, Recife (IBGP)

AGRADECIMENTOS

Direção e funcionários do HEP
Equipe de Louvor da IBGP
Juventude da IBM
Pastor Nivaldo e sua esposa Sheila
SIGA – Sociedade de Improviso e Ganhadores de Almas
Sandra – IPC
Daniel – PIBC
Presb. Cristiano J. Nascimento e irmãos da IADAC

GALERIA DE FOTOS

Daniel, Sandra (de vermelho), Cláudia (por trás) e Elizangela: Doações para o HEP
Irmãos orando pelos enfermos
Momento de louvor com a juventude da Batista Graça e Paz
Momento de Oração: Projeto AMIGOS, colaboradores, pacientes e fucionários orando pelo HEP
Wellington (Projeto AMIGOS) Pr. Nivaldo e sua esposa Sheila (Igreja do Avivamento Batista da Restauração e Elizangela (Projeto AMIGOS)

NOTA: Publicamos neste artigo duas fotos que depois foram removidas. Por E-Mail, a irmã Beninha, nos informou que não era permitido pelo Ministério da Justiça mostrar o rosto dos pacientes. As fotos removidas apresentavam uma paciente abraçada com uma Bíblia doada pelos AMIGOS e a outra mostrava um paciente com o pessoal do SIGA.

A DIREÇÃO DO HEP

Amados irmãos, “Aos amados irmãos do Projeto AMIGOS, nossos agradecimentos por sua doação e por nos ter proporcionado o prazer de conhecer a Igreja Batista Missionária, no Alto da Macaiba em Águas Compridas (Olinda), o que nos alegrou o coração. Que Deus continue abençoando este trabalho de jovens servos do Senhor Jesus. Amém” Obrigada de verdade e continue orando por nosso HEP.

Irmã Beninha (HEP)

 

Projeto AMIGOS 

Viagem Missionária para Juá, Caruaru

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SOBRE JUÁ: Juá é um povoado na área rural de Caruaru. Parece um pequeno bairro em desenvolvimento. O local possui um comércio discreto, suficiente para atender os moradores. Em Juá você encontra farmácia, mercadinho, açougue, mercado público, correio e pequenas fábricas de jeans que produz calças para o centro de Caruaru, Toritama entre outras cidades. O Projeto AMIGOS teve acesso a uma dessas fábricas e viu de perto o trabalho do pessoal no processo de tingir os tecidos. Localizamos apenas duas igrejas evangélicas (Igreja de Deus no Brasil e Assembléia de Deus) e uma igreja católica. O local é cortado por um rio (ninguém soube informar o seu nome) que não provocou alagamentos durantes as últimas chuvas no estado. Quem mora no centro de Juá, encontra a maioria de ruas pavimentadas, bem diferente para os que moram mais distante. A praça principal (e única) fica no centro do povoado onde funciona também a tradicional feira pública todos os domingos. Encontramos com facilidade escolas municipais, centro de saúde e abastecimento de água e energia elétrica. A dificuldade para quem visita o lugar está em falar ao celular, quase sempre os aparelhos ficam sem rede. Juá é um local tranqüilo com baixíssimo índice de criminalidade. Dificilmente acontece um assalto ou morte por crime violento. Durante todo o dia em que a equipe esteve no povoado não se viu nem por engano uma viatura da polícia ou um policial a paisana. Como em todos os lugares, Juá enfrenta suas dificuldades para crescer, mas não fica na categoria “lugar critico”.

PESSOAS DE JUÁ: As crianças de Juá não apresentam sinais de maus tratos e a juventude é botina e simpática, mostrando que mesmo distante dos grandes centros, está antenada em tudo. As equipes de evangelismo foram bem recebidas pelas famílias que moram na área. “Sempre atenciosos e sorridentes, as famílias de Juá nos receberam em suas casas”, lembra Wellington Nascimento, Coordenador do Projeto AMIGOS.

PONTO NEGATIVO: O trânsito em Juá é tranqüilo na categoria carro pesado, mas quando se refere as motos, a situação é bem diferente. Correr de moto é a principal diversão dos jovens, adolescentes e crianças. Crianças? Isso mesmo, crianças!! É comum flagrar crianças dirigindo motos e até carros no local. Durante todo o dia acontece um verdadeiro sobe e desce de motos nas ladeiras com pessoas sem capacetes e pelas idades, sem habilitação.

EVANGELISMO: Após uma reunião com todo pessoal da viagem, o pastor Gabriel, realizou um culto e depois foram criados grupos para evangelizar. Um ônibus levou uma parte para outro povoado chamado de Sitio Silva (local bem carente), enquanto outros ficaram em Juá. O evangelismo durou toda a tarde e no final trouxe bons resultados. Muitas pessoas aceitaram a Jesus como único e suficiente Salvador naquele dia (aleluia!).

CULTO NA PRAÇA: O culto na praça começou por volta das 19hs. Muitas pessoas acompanhavam o culto enfrente de suas casas. Outros se dirigiram para a praça e sentavam nos bancos. Algumas cadeiras foram trazidas da igreja e acomodaram bem as pessoas. Enquanto de um lado da praça acontecia um culto voltado para os adultos, no outro havia um para as crianças. Muitas crianças de idades variadas marcaram presença e foram divididas em grupos para que os coordenadores dessem conta de tudo. Naquela noite crianças, jovens e adultos aceitaram a Jesus. O total de novos convertidos nesta viagem missionária foi de 23 adultos e 13 crianças (Glória a Deus!!).

MISSIONÁRIOS LOCAIS: A Igreja de Deus no Brasil em Juá conta com a ajuda do missionário Rafael Tiago, que faz parte do Projeto Macedônia e Velejando com Deus. Ele é casado com a missionária Mariana Nunes e ambos ajudam nos trabalhos da Igreja de Deus no Brasil em Caruaru. Rafael foi responsável em conduzir o ônibus do Projeto Mandacaru até Juá.

SITES SUGERIDOS POR RAFAEL

www.projetomacedonia.com
www.velejandocomdeus.com

CONTATO COM OS MISSIONÁRIOS

Rafael Tiago – rafatiago@hotmail.com
Mariana Nunes – mari_de_sousa@hotmail.com

 

GALERIA DE FOTOS

Casas de Juá, Caruaru, Pernambuco
Cestas básicas para as famílias de Juá
Em Juá você encontra pequenas fábricas de jeans
Míria, Elizângela e Leonardo a beira de um riacho em Juá
As crianças de Juá
Projeto AMIGOS tem acesso a uma das fábricas de jeans em Juá
(a partir da esquerda) Wellington, Elizângela, Wanderson e Leonardo em Juá, Caruaru
O famoso pé de juá

O Projeto AMIGOS, viajou para Juá, no agreste pernambucano junto com a Unerp e Projeto Mandacaru.

Projeto AMIGOS 

Catende, uma das cidades atingidas pelas enchentes em PE em 2010

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Projeto AMIGOS, Unerp e Igreja O Brasil para Cristo em Mirueira, Paulista participaram da viagem missionária e de ajuda humanitária as vitimas das enchentes no estado. Após três horas de viagem as equipes chegaram à cidade Catende passando antes em Palmares, uma das cidades mais arrasadas pelas enchentes. Na passagem pelas principais vias da cidade, registramos destruição e calamidade. “Não consigo definir em palavras a situação de Palmares. Parece que você está em uma cidade pós-guerra”, comenta Wellington Nascimento, Coordenador do Projeto AMIGOS.

CATENDE – Catende também foi castigada pelas enchentes. A cidade possui dois rios (Panela e Pirangir) e foram eles os responsáveis pelos alagamentos. O nível das águas subiu muito rápido, não dando tempo para muitas pessoas retiraram seus moveis e até mesmo saírem de casa. “Numa hora do dia tudo estava calmo, horas depois as águas estavam chegando ao meu queixo. Tivemos que ajudar uma criança que estava encima do telhado da casa se protegendo da força das águas”, lembra o Sargento Cavalheiro, do Comando do Exército Brasileiro em Catende, que viu se perder documentos importantes na inundação.

CIDADE – As pontes em Catende foram arrancadas pela força das águas. Trilhos do trem foram arrastados. Para piorar a situação, os trilhos não tinha mais sustentação ficando suspenso podendo cair dentro do rio com adultos e crianças em cima. Uma equipe do Projeto AMIGOS atravessou a ponte e sentiu de perto o perigo. Cláudia Lenita, chegou a escorregar no zinco improvisado no meio dos trilhos o que mostra que o mesmo pode acontecer com outras pessoas. “Quando olhei para trás e vi que Cláudia tinha escorregado, o meu medo era que ela tivesse caído no rio”, diz Elizângela Silva da equipe.

POPULAÇÃO – Enquanto o Projeto AMIGOS fazia um relatório da situação da cidade e dos moradores, entrevistamos algumas pessoas. Foi o caso da senhora Maria José de Souza, 69 anos, Ela permitiu que nossa equipe entrasse em sua casa e mostrou os estragos. Ela conseguiu com a ajuda de voluntários, retirar seus moveis antes que as águas dos rios tomassem conta de tudo. “A última vez que choveu tanto assim aqui na cidade foi no ano 2000”, lembra Maria José. Ela reclamou da falta de fiscalização dos órgãos competente para as doações de alimentos a população. Ele informou que muitas pessoas que não precisam necessariamente das cestas básicas estão recebendo tranquilamente enquanto outras estão passando fome. Apesar de tudo, Maria José afirma que está sendo atendida com comida, remédios e consultas médicas.

Maria Lúcia de Souza, 68 anos, informou que não recebe assistência nenhuma, o que tem sido um sofrimento para a sua família. Maria acrescenta que perdeu tudo e que ficou apenas com a roupa do corpo junto com o neto e o filho. José Alves da Silva, 52 anos, conta que está vivo porque a sua cunhada o retirou de casa quando as águas estavam subindo. Ele é doente e tem dificuldade para andar sozinho. José encontra-se em um abrigo e perdeu tudo em sua casa incluindo documentos pessoais.

CONTRASTE – Depois que a equipe do Projeto AMIGOS atravessou os trilhos do trem, fomos até um açude do rio Panela. Mesmo com o fim das chuvas na cidade, o volume de água no açude é grande. Vimos alguns jovens na margem do rio tomando banho e no açude duas senhoras que lavavam pratos e roupas tranquilamente numa água imprópria para consumo. As duas senhoras fazem parte na Igreja Assembléia Pentecostal de Deus em Catende. Enquanto conversávamos com elas, começou a chover e a equipe teve que se retirar do lugar.

BRASIL PARA CRISTO – Os AMIGOS juntos com a Unerp visitou a estação de trem da cidade que serve como abrigo para as pessoas que perderam suas casas na enchente. Havia mais ou menos 13 famílias em um espaço nada confortável. Entre crianças, jovens e adultos, estavam abrigados na estação um total de 35 pessoas.

Após fazermos um levantamento dos estragos causados pelas chuvas, retornamos para a Igreja Brasil para Cristo. Houve um culto evangelístico, dez pessoas aceitaram a Jesus como Salvador. Houve também evangelismo na escola municipal enfrente a igreja, que abriga 80 famílias, dez pessoas aceitaram a Jesus. Após o culto houve distribuição de roupas, alimentos, material de higiene pessoal e sopa. Por volta das 17 horas, o ônibus estava saindo de Catende.

PALMARES – O ônibus em que toda a equipe estava, passou novamente em Palmares e vimos ainda mais destruição na cidade. Igrejas, pontes, casas, comércio, tudo destruídos pelo rio Una. As imagens são impressionantes além de assustadoras. A devastação foi grande, os estragos estão fora do nosso campo de visão. Enquanto atravessavámos a cidade que parecia o Haiti após o terremoto, nossos corações pediam ao Senhor socorro aos moradores. Palmares mesmo em ruínas, tem reagido a toda situação. Vimos pessoas retirando a lama das casas, das lojas, as ruas sendo limpa constantemente, igrejas promovendo campanhas além das autoridades buscando reconstruir a cidade.

Deus abençoe Catende. Deus abençoe Palmares.

GALERIA DE FOTOS

Estação de Trens de Catende: 13 famílias abrigas por causa das enchentes na cidade
Doações para as vitimas das enchentes em Catende
Culto evangelístico: Dez pessoas aceitam a Jesus como seu Salvador
Equipe Projeto AMIGOS: Wellington, Cláudia e Elizângela
AMIGAS: Cláudia (equipe) e Rosicléia (Colaboradora)
Igreja Batista em Palmares: Águas das enchentes chegam no primeiro andar

 Projeto AMIGOS

Página atualizada: 01/02/2012

Fotos da Viagem Missionária para Ibimirim, PE

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Primeira Igreja Batista em Ibimirim
Instruções com o Missionário André (bermuda) sobre os índios Kambiwá
Chegada na Aldeia Nazário da Etnia Kambiwá.
Aldeia Nazário
Família indígena da Aldeia Nazário
(Esquerda para direita) Pastor João Gabriel e os missionários Santos e Célia
Família indígena de Nazário recebendo cesta básica
Família indígena Kambiwá
Doações para a Comunidade de Agrovila Quatro, em Ibimirim
Famílias em Agrovila Quatro recebendo alimentos
Trabalho infantil na Agrovila Quatro

 

LEIA OS RELATÓRIOS DA VIAGEM

 Projeto AMIGOS

Viagem Missionária para Ibimirim, PE – 3ª Parte

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» DOMINGO, 06:00 – O frio “castigou” muita gente pela madrugada. Como boa parte do pessoal não levou colchão, muitos de nós dormimos no chão protegidos apenas por lençóis, toalhas e o que foi possível para tornar a noite de sono confortável. Por volta das 06 da manhã eu estava de pé. Outros já tinham acordado. O sol já tinha nascido a tempo, mas não nos aquecia ainda. A partir daí, o pessoal foi acordando e se preparando para o café da manhã. Durante a noite, houve outro show na cidade e segundo quem acordou pela madrugado, o som estava alto, mesmo o evento sendo bem distante de onde estávamos. Pergunte-me se eu ouvi alguma coisa? (risos)

» 08:00 – Após o café da manhã nos reunimos na igreja para orarmos e louvarmos ao Senhor. Aquele momento parecia ser nosso. Era como se trouxéssemos de nossas igrejas aquele momento de louvor e adoração que tanto gostamos para aquela manhã em Ibimirim. Edson ficou na frente com o louvor e os demais acompanharam. Havia poucas pessoas na igreja e o culto foi rápido. Tínhamos que nos preparar para a escola dominical. O tema da lição daquela manhã foi muito bom (falou sobre como provar que Deus existe). A professora (e esposa do pastor) era dinâmica. Naquela mesma manhã houve Santa Ceia, mas não pude ficar. Um grupo foi formado para entregar doações na Agrovila Quatro.

» 10:15 – Um grupo com oito pessoas foi para a vila. Na estrada, encontramos muitas casas de famílias humildes. Parávamos para entregar alimentos e roupas. Em uma dessas paradas, encontramos com o pai do bebê que tem câncer na cabeça. Ele informou que o bebê estava na casa da sua sogra junto com sua esposa. Naquele momento o meu coração apertou. Havia uma expectativa em muitos de nós, pois só ouvimos falar da criança, não a vimos. Quando o carro parou próxima a casa onde estava a criança, nos deslocamos rapidamente (porque o motorista precisava retornar para a igreja antes do meio dia). A casa era simples. Pessoas da vizinhança jogavam normalmente dominó ou baralho (não lembro bem). Só sei que parecia que nada estava acontecendo. Muitos fumavam e conversavam tranquilamente. Chegamos à casa do pequeno João (nome fictício). Pude vê-lo. Era triste. Vi naquela criança a imagem da África. O seu frágil corpinho não mostrava a beleza de um bebê, mas de alguém que sofria bastante. Quando chegamos, vimos sua mãe dando água a ele com uma pequena colher. A casa era apertada. Havia moscas (e muitas) na sala e o cheiro insuportável do cigarro das pessoas que jogavam na casa ao lado. O pequeno João era um garoto bonito. Não parecia que ele tinha algum problema de saúde. O que mais chamava a atenção era seu corpo. Oramos por ele. A mãe dele explicava os esforços para ajudá-lo, mas que nenhum hospital dava mais assistência. Notei uma mãe cansada, sem condições financeiras, sem muito conhecimento e apoio. Parecia que deixar o filho morrer era o caminho mais fácil (mesmo doloroso) para todos. O pessoal após a oração se deslocou para o carro, mas eu e Denise ficamos na casa o máximo que podíamos. Enquanto Denise orava com a mão sobre o peito do bebê, meus pensamentos se perdiam na realidade das crianças de nosso país. Quantas crianças abandonadas, maltratadas, abusadas e exploradas. Quantas estavam morrendo sozinhas, sem apoio. Quantas estão perdendo sua infância com pessoas que praticam o mal. Aquele bebê em Ibimirim só me fazia entender que não posso ficar de braços cruzados sem fazer nada para socorrer os que sofrem.

» MEIO DIA – Depois de fazermos as visitas, fomos a um sitio de um irmão da igreja e trouxemos bananas. O sito era enorme e banana era o que não faltava. Chegamos à igreja no final do culto e após retiramos as frutas do carro, fomos almoçar. Eu achei que retornaríamos para o Recife a noite, mas ficou certo para depois do almoço. Por volta de 1 hora da tarde, estávamos saindo de Ibimirim. O missionário André veio conosco. Sua esposa vai ter bebê nos próximos meses. André faz parte da Igreja Batista da Iputinga, no Recife. Como o sol brilhava fortemente (diferente da nossa chegada na cidade), pude acompanhar a beleza das serras, montanhas, lagos, cidades que passavam pela minha janela. Houve uma pausa para lanchar em Gravatá. A paisagem onde paramos era de paralisar qualquer pessoa. Infelizmente minha máquina estava descarregada e eu não pude registrar aquelas imagens. A expectativa para chegar logo em casa era nítida em muitos de nós. Por volta das 6 da tarde estávamos em Recife. Eu só cheguei em casa (em Olinda) uma hora depois.

Enfim, Ibimirim nos marcou e impactou também. Ibimirim precisa de Jesus e essa responsabilidade de pregar o evangelho de Cristo é da igreja (eu e você). Deus abençoe aquela cidade. Deus abençoe a tribo Kambiwá. Deus fortaleça cada dia os missionários André e Santo. Deus nos capacite para vivermos missões dia a dia.

Um abraço!

Por Wellington NascimentoCoordenador do Projeto AMIGOS

LEIA TAMBÉM

Viagem Missionária para Ibimirim, PE – 2ª Parte
Viagem Missionária para Ibimirim, PE – 1ª Parte

Projeto AMIGOS